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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Judith Lauand

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 06.04.2021
26.05.1922 Brasil / São Paulo / Pontal
Reprodução fotográfica Luigi Stavale

C42, 1956
Judith Lauand
Tinta sintética sobre eucatex, c.i.d.
60,00 cm x 60,00 cm

Judith Lauand (Pontal, São Paulo, 1922). Pintora e gravadora. Em 1950, forma-se na Escola de Belas-Artes de Araraquara, São Paulo, onde aprende pintura com Mario Ybarra de Almeida (1893-1952) e Domenico Lazzarini (1920-1987). Dois anos depois, muda-se para São Paulo e estuda gravura com Lívio Abramo (1903-1992). Trabalha como monitora na 2ª Bien...

Texto

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Judith Lauand (Pontal, São Paulo, 1922). Pintora e gravadora. Em 1950, forma-se na Escola de Belas-Artes de Araraquara, São Paulo, onde aprende pintura com Mario Ybarra de Almeida (1893-1952) e Domenico Lazzarini (1920-1987). Dois anos depois, muda-se para São Paulo e estuda gravura com Lívio Abramo (1903-1992). Trabalha como monitora na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1954, e entra em contato com a pintura concreta de Alexandre Wollner (1928) e Geraldo de Barros (1923-1998). Nesse ano, realiza sua primeira individual, na Galeria Ambiente, em São Paulo. Em 1955 é convidada por Waldemar Cordeiro (1925-1973) a unir-se ao Grupo Ruptura, sendo até o fim do grupo a única mulher integrante. Participa da Exposição Nacional de Arte Concreta, realizada, em 1956, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP) e, em 1957, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ). Integra a mostra Konkrete Kunst, em Zurique, em 1960. Em 1963, expõe na inauguração da Galeria NT - Novas Tendências, em São Paulo, da qual é fundadora, com Hermelindo Fiaminghi (1920-2004) e Luiz Sacilotto (1924-2003). Recebe o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea em 1958. Em 1996, o Escritório de Arte Sylvio Nery da Fonseca, em São Paulo, dedica-lhe uma exposição retrospectiva, focalizando em particular sua obra dos anos 1950.

Obras 33

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Reprodução fotográfica autoria desconhecida

303

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica Sergio Guerini

Arte Fria

Acrílica sobre tela
Reprodução fotográfica Luigi Stavale

C42

Tinta sintética sobre eucatex
Reprodução fotográfica Sérgio Guerini

Composição

Óleo sobre tela

Exposições 121

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Eventos relacionados 2

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Mídias (1)

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Judith Lauand - Enciclopédia Itaú Cultural
A pintora e gravadora Judith Lauand afirma que seu início nas artes ocorreu de maneira natural. Após formar-se como professora, ela estuda na Escola de Belas Artes de Araraquara, cidade onde morava. O desejo de pintar, no entanto, lhe é intrínseco: “Quando eu era criança, queria pintar com força. Chegava a furar o papel de tanto que eu mexia a mão. Acho que é uma coisa atávica. Não sei de onde veio essa vontade que tenho de pintar”, diz ela. Durante o processo de formação, a artista se dá conta de que não é figurativa, mas, sim, abstrata. “Não percebi quando estava mudando. Foi a minha natureza que me levou a mudar”, afirma ela. Após chegar a São Paulo com a família, ela passa a conviver com Geraldo de Barros e Alexandre Wollner e adere ao concretismo. Em seguida, recebe o convite de Waldemar Cordeiro para juntar-se ao movimento que resulta no Grupo Ruptura. “Gosto do concreto porque é exato, matemático e racional”.

Produção: Documenta Vídeo Brasil
Captação, edição e legendagem: Sacisamba
Intérprete: Erika Mota (terceirizada)
Locução: Júlio de Paula (terceirizado)

Fontes de pesquisa 11

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  • AMARAL, Aracy (org.). Projeto Construtivo Brasileiro na arte (1950-1962). Rio de Janeiro: Museu de Arte Moderna; São Paulo: Pinacoteca do Estado de São Paulo, 1977.
  • ARTE e artistas plásticos no Brasil 2000. São Paulo: Meta, 2000.
  • Arte construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner. Rio de Janeiro: MAM, 1999. Exposição realizada no período de 15 jan. a 04 mar. 1999.
  • CANONGIA, Ligia (Coord.). Abstração geométrica 1: concretismo e neoconcretismo. Curadoria Ligia Canongia. Rio de Janeiro: Funarte, 1987.
  • COCCHIARALE, Fernando; GEIGER, Anna Bella. Abstracionismo geométrico e informal: a vanguarda brasileira nos anos cinquenta. Rio de Janeiro: Funarte, Instituto Nacional de Artes Plásticas, 1987.
  • GONÇALVES, Lisbeth Rebollo. Tendências construtivas no acervo do MAC USP: construção, medida e proporção. Curadoria Daisy V. M. Peccinini de Alvarado. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1996. Exposição realizada no período de 01 ago. a 29 set. 1996.
  • LAUAND, Judith. Efemérides. Texto Gabriela Suzana Wilder. São Paulo: MAC, 1992. folha dobrada, s. il.
  • LAUAND, Judith. Judith Lauand: obras de 1954-1960. São Paulo: Sylvio Nery da Fonseca Escritório de Arte, 1996.
  • LAUAND, Judith. Judith Lauand: pinturas. São Paulo: Choice Galeria de Arte, 1986.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. v. 1.

Como citar

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