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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Júlio Villani

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 02.09.2021
15.02.1956 Brasil / São Paulo / Marília
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Portrait de Naum Gabo, 1986
Júlio Villani

Júlio Cesar Villani (Marília, São Paulo, 1956). Pintor. Em 1976, conclui o curso de artes plásticas na Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), em São Paulo. Entre 1976 e 1977, participa de mostras coletivas de jovens artistas, em São Paulo. Viaja para Londres em 1978 e estuda na Watford School of Arts, até 1980.  De volta, participa nesse mesm...

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Biografia

Júlio Cesar Villani (Marília, São Paulo, 1956). Pintor. Em 1976, conclui o curso de artes plásticas na Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), em São Paulo. Entre 1976 e 1977, participa de mostras coletivas de jovens artistas, em São Paulo. Viaja para Londres em 1978 e estuda na Watford School of Arts, até 1980.  De volta, participa nesse mesmo ano da mostra Jovem Desenho Brasileiro, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP). Em 1981, realiza a primeira exposição individual na Galeria Flexor, em sua cidade natal. No ano seguinte, passa a viver em Paris, onde permanece durante um ano estudando na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts (ENSBA).  Em 1984, integra a segunda edição da mostra Arte na Rua, organizada pelo MAC/USP, com obras expostas em outdoors espalhados por São Paulo. Em 1987, integra a mostra Modernidade: Arte Brasileira do Século XX, no Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris. É contemplado pela Bourse Leonardo de Vinci, concedida pelo governo francês, em 1993. Participa da Biennale de Pontevedra (1996), na Espanha. Em 1998, obras suas integram as mostras City Canibal, organizada pelo Paço das Artes, e O Moderno e o Contemporâneo na Arte Brasileira: Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM/RJ, realizada no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp). Desde a década de 1980, tem realizado exposições individuais no Brasil e no Exterior. Entre suas publicações, destaca-se o livro It’s a game (2010), no qual apresenta os trabalhos mais recentes.

Análise

Em It’s a game, o crítico e historiador anglo-brasileiro Michael Asbury  chama a atenção para a natureza variada dos trabalhos de Júlio Villani apresentados no livro, a maior parte produzidos a partir do ano 2000. Por meio da expressão “por uma apropriação lúdica da história”, o crítico observa que essa diversidade, passível de ser estendida a toda a obra do artista, está menos ligada aos diferentes meios com que Villani trabalha do que a uma “articulação da sensibilidade subjetiva com uma forma muito particular de apreender as preferências históricas da arte”1. Têm-se aí uma definição do processo criativo do artista, que, desde as décadas de 1970 e 1980, procura estabelecer um diálogo com a história da arte brasileira e internacional. Em suas primeiras pinturas é a tradição da arte construtiva – de Alexander Calder (1898-1976) e Piet Mondrian (1872-1944) a Alfredo Volpi (1896-1988) – que lhe interessa. Não apenas pelo jogo com as formas e cores, mas pela própria ideia de construção visual de um pensamento. Em trabalhos mais recentes, dialoga com as vanguardas históricas – do dadaísmo à antropofagia –, por meio da apropriação de imagens, textos e objetos, ou pela disposição do material e suas intervenções. Em qualquer um deles, o interesse construtivo está presente. Essa permanência é atestada em obras como Vênus Anthropophage (1998), feita com bonecas pequeninas empilhadas no espaço que seria o longo pescoço de outra boneca maior. Ou ainda Oiseaux (2005), construída com utensílios de cozinha pintados. Das “formas arqueológicas” produzidas na década de 1980 e inspiradas na visualidade de objetos de culturas ancestrais, o artista aproxima-se da “arqueologia” do cotidiano, marcante na arte das últimas décadas. Essa diversidade de meios e culturas acentua a ressignificação da memória contida nos objetos esquecidos.

Nota

1 ASBURY, Michael. Introdução. Julio Villani: por uma domesticação lúdica da História. In: VILLANI, Júlio. It’s a game. Paris: Archibooks-Sautereau éditeur, 2010. p. 173.

Obras 10

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Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Damier

Jetons de osso e óleo sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Femme de Méru

Botões e óleo sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

La Broche

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Mondrian En Boite

Acrílica sobre madeira

Exposições 71

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Fontes de pesquisa 10

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  • AMARAL, Aracy et al. Modernidade: arte brasileira do século XX. São Paulo: MAM; Paris: Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris, 1988.
  • JULIO Villani: archaeological Forms. Apresentação de Philippe Dagen. Levallois-Perret: La Base, 1990.
  • OUVERTURE brésilienne. Apresentação de Philippe Cyroulnik e Roberto Pontual. Textos de Wilson Coutinho e Reynaldo Roels Junior. Ivry-sur-Seine: Galerie Fernand Léger, 1987.
  • PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1987.
  • SALÃO NACIONAL DE ARTES PLÁSTICAS, 9. , 1986, Belo Horizonte, MG. 9º Salão Nacional de Artes Plásticas - Sudeste. Belo Horizonte: Fundação Clóvis Salgado/Palácio das Artes, 1986.
  • VILLANI, Júlio. Archaeological forms. Levallois Perret: La Base, 1990.
  • VILLANI, Júlio. It’s a game. Paris: Archibooks-Sautereau éditeur, 2010.
  • VILLANI, Júlio. Músicas de Câmara. Projeto gráfico Gabriel Figueiredo, Nilton Campos; apresentação Théophile Barbu; fotografia Bel Pedrosa, Thierry Beghin. Ribeirão Preto, SP: MARP, 1998.
  • VILLANI, Júlio. Pinturas e objetos indiretos. Texto Agnaldo Farias; fotografia Thierry Beghin et al. São Paulo, SP: Pinacoteca do Estado, 2002.
  • VILLANI, Júlio. Remedos & remendos. Apresentação Vitória Daniela Bousso; texto Marcos Hill; fotografia Júlio Villani, Vicente de Mello, Thierry Beghin. São Paulo: Paço das Artes, 2002. (Temporada de projetos 2001-2002).

Como citar

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