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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Van Acker

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 29.06.2021
04.12.1931 Brasil / São Paulo / São Paulo
26.12.2000 Brasil / São Paulo / São Paulo
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Navio Cargueiro, 1974
Van Acker
Óleo sobre tela
97,00 cm x 137,00 cm
Acervo: informação não encontrada

José Antônio van Acker (São Paulo, São Paulo, 1931 - idem 2000). Pintor, desenhista, gravador, escultor e professor. Cursa a Escola de Belas Artes de São Paulo entre 1951 e 1954. A partir desse ano, estuda escultura em madeira com Laslo Zinner (1908-1977) até 1956. Entre 1964 e 1967, faz conferências sobre o barroco brasileiro nos Estados Unidos...

Texto

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José Antônio van Acker (São Paulo, São Paulo, 1931 - idem 2000). Pintor, desenhista, gravador, escultor e professor. Cursa a Escola de Belas Artes de São Paulo entre 1951 e 1954. A partir desse ano, estuda escultura em madeira com Laslo Zinner (1908-1977) até 1956. Entre 1964 e 1967, faz conferências sobre o barroco brasileiro nos Estados Unidos. De volta ao Brasil em 1969, ministra cursos livres de apreciação artística, história da arte, escultura (modelagem em argila e talha em madeira e pedra), pintura e desenho em seu ateliê. Na década de 1970, torna-se professor de escultura na Faculdade Santa Marcelina (FSM) e de desenho, pintura, escultura e apreciação artística no Ateliê Arte Viva. Em 1980, passa a integrar o grupo Anacrônicos da Madrugada, realizando várias exposições pelo interior do estado de São Paulo. Obras de Van Acker encontram-se no acervo de instituições como Museu de Arte de São Paulo (Masp), Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (MAC) e Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Análise

José Antônio van Acker é um dos membros do grupo Anacrônicos da Madrugada. Este coletivo, criado na década de 1980 pelo crítico e historiador da arte Pedro Manoel-Gismondi (1925-1999) - também docente da Escola de Artes Plásticas de Ribeirão Preto -, conta com outros artistas ativos no interior de São Paulo, como Mário Bueno (1916-2001), Maria Helena Motta Paes (1937-2005), Raul Porto (1936-1999) e Bernardo Caro (1931-2007). Juntos, são responsáveis por mostras que viajam por inúmeros municípios paulistas: Campinas, Ribeirão Preto, São Carlos e Catanduva, entre outros. Desse modo, o Anacrônicos da Madrugada alinhava-se ao duplo projeto de levar ao interior paulista uma arte de tendências modernas e, ao mesmo tempo, fomentar o diálogo estético com a capital. Esse duplo projeto é iniciado e levado ao ápice primeiro pela Escola de Belas Artes de Araraquara e, em seguida, pela Escola de Artes Plásticas de Ribeirão Preto. Tendo em vista a origem paulistana de Van Acker, sua filiação a um grupo com atuação preponderantemente interiorana pode ser vista como mais uma das tentativas de entrelaçamento cultural do interior com a capital. A pintura de Van Acker tem um viés expressionista. Em seus trabalhos, observa-se um cromatismo forte e vibrante, por vezes até mesmo exacerbado, que não pretende ser fiel à realidade. As formas distorcidas e a gestualidade vigorosa unem-se à intenção de projetar na cena uma expressão individual.

Obras 11

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Reprodução fotográfica Horst Merkel

1940 Nº 1

Óleo sobre papel
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Arcaudiza

Óleo sobre hardboard
Reprodução fotográfica Horst Merkel

Avião

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Cristo

Escultura em pedra
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Gente na Praia

Óleo sobre painel

Exposições 53

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Fontes de pesquisa 12

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  • 10 ARTISTAS brasileños. Tradução Júlio G. Garcia Morejón; apresentação Pietro Maria Bardi; fotografia Luiz S. Hossaka. São Paulo: MASP, 1981. [68] p., il. color.
  • 20 pintores brasileños. São Paulo: Masp, 1980.
  • ACKER, VAN. VAN ACKER : mito e realidade. São Paulo: Chroma Galeria de Arte, 1986.
  • ACKER, Van. Van Acker: pinturas. Texto Wolfgang Pfeiffer. Ribeirão Preto/SP: Itaugaleria, 1980. 1 folha dobrada, il. p&b.
  • ACKER, Van: pinturas. Apresentação de Wolfgang Pfeiffer. Ribeirão Preto: Itaugaleria, 1980.
  • ARTE no Brasil. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • JOVEM ARTE CONTEMPORÂNEA, 1., 1967, São Paulo, SP. 1ª Exposição jovem arte contemporânea. São Paulo: MAC/USP, 1967. Exposição realizada no período de 20 set. a 19 out. 1967.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • SALÃO PAULISTA DE ARTE MODERNA, 7. , 1958, São Paulo. 7º Salão Paulista de Arte Moderna. São Paulo: Galeria Prestes Maia, 1958.
  • TRADIÇÃO e ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1984.

Como citar

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