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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Artemis Moroni

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 22.10.2019
1956 Brasil / São Paulo / Campinas
Registro fotográfico Sérgio Guerini/Itaú Cultural

Ar(TE)bítrio, 2005
Artemis Moroni

Artemis Moroni (Campinas, São Paulo, 1956) artista multimídia, engenheira computacional e pesquisadora em robótica e inteligência artificial. Trabalha com mídia eletrônica aplicada em instalações interativas e é pesquisadora no Laboratório de Robótica e Visão Computacional do Centro de Tecnologia da Informação (CTI) Renato Archer, em Campinas, S...

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Artemis Moroni (Campinas, São Paulo, 1956) artista multimídia, engenheira computacional e pesquisadora em robótica e inteligência artificial. Trabalha com mídia eletrônica aplicada em instalações interativas e é pesquisadora no Laboratório de Robótica e Visão Computacional do Centro de Tecnologia da Informação (CTI) Renato Archer, em Campinas, São Paulo. Gradua-se em ciências da computação em 1978. Desde 1989, participa como artista e organizadora de eventos nacionais e internacionais de arte e tecnologia; e organiza o Fourth International Symposium on Electronic Art em 1993.  

Em 1994, funda e coordena o grupo de arte interdisciplinar *.* (asterisco ponto asterisco), sigla que em computação significa "tudo ponto tudo". Com ele, realiza o Electronic Carnival no Inter-Society for the Electronic Arts em 1994 (Isea 94), na Finlândia, e participa de vários simpósios de Computação Gráfica, no Brasil. Em 1995, apresenta novos resultados no Compugraphics, em St. Petersburgo, Rússia. Em 1997, com novos integrantes, realiza o AtoContAto, sapato eletrônico, na Association for Computing Machinery (ACM) Multimedia, na Inglaterra. Em 1998, participa do ACM Multimedia 98, na Inglaterra; do Dream Centenary Computer Graphics Grand Prix 99, no Japão e em 2000; do Festival Internacional de Linguagens Eletrônicas, no Museu da Imagem e do Som (MIS), São Paulo, com Vox Populi: uma Experiência Musical Evolutiva. Em 2005, com seu grupo, compõe arTEbítrio; em 2008, Imaginary Landscapes with Suns and Mountains, Mountains, Kandinsky Exquisite 1 e Kandinsky Exquisite 2. 

Torna-se doutora em engenharia elétrica pelo Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (IC/Unicamp) em 2003. Em 2009, realiza, com Jônatas Manzolli (1961), compositor, matemático, e coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Comunicação Sonora da Unicamp sua parceria mais frequente, Aural, composição e ambiente interativo aplicado à sonificação de trajetórias robóticas, disponibilizado no site Aural RoboticSonification1, para ser atualizado com Aural 2.

 

Análise

No artigo de Simone Osthoff 2, professora de estudos críticos na Pennsylvania State University, em que aborda artistas brasileiras pioneiras em trabalhos experimentais multimidiáticos, Artemis Moroni aparece como referência de atuação a partir dos anos 1990. Participa de exposições de arte e tecnologia, entre as quais as edições de 1989 e 1991 da Bienal de São Paulo. Em ambas, como fundadora e coordenadora do grupo *.* (asterisco ponto asterisco), traz para as artes visuais sua experiência em informática. Em 1992, no Instituto de Automação do CTI em Campinas, com seu grupo, cria a obra Variações Previstas. Trata-se de uma instalação robótica interativa com coreografia multimídia que emprega um robô Puma, dez aparelhos de TV, um videocassete, uma câmera VHS, computadores, sintetizadores, alto falantes e um computador. Em 1997, criam AtoContAto, performance de dança sônico-visual que usa uma interface gestual, também projetada por Jonatas Manzolli, trabalho pioneiro, importante para pesquisas na área. Como pesquisadora recorre sempre à fusão de diferentes elementos com conexões vanguardistas. Seu mais recente projeto, Aural (2009),  plataforma de experimentação robótica e criação de música e performance, confirma a trajetória experimental e inovadora de sua obra. Artemis lembra que ainda há muita resistência à utilização de plataformas de inteligência artificial para intervenções artísticas. “Poucos encaram as intervenções tecnológicas como arte, preferem achar que se trata de um experimento”. Foi assim, no início, para o cinema e a fotografia, argumenta. Artemis conclui que, no caso da instalação, o Aural é o artista, funcionando como criador nos domínios sonoro e visual.

 

 

Notas 

1. Disponível em: https://sites.google.com/site/auralroboticsonification/. Acesso em: 07 de novembro de 2014

2. OSTHOFF, Simone. De musas a autoras: mulheres, arte e tecnologia no Brasil.  Ars, São Paulo, v. 8, n. 15, 2010. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-53202010000100006 . Acesso em: 06 out. 2014.

Obras 1

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Exposições 3

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