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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Avatar Moraes

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
06.04.1933 Brasil / Rio Grande do Sul / Bagé
19.07.2011 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Reprodução fotográfica Vicente de Mello

[Monumento à Construção], 1996
Avatar Moraes

Avatar da Silva Moraes (Bagé RS 1933- Rio de Janeiro RJ 2011). Gravador, pintor, desenhista, escultor e professor. Frequenta cursos de desenho, xilogravura e linoleogravura no Clube de Gravura de Porto Alegre. Estuda gravura em metal com Iberê Camargo (1914-1994) e litografia com Marcelo Grassmann (1925). Em 1963, forma-se pela Escola de Arte da...

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Biografia
Avatar da Silva Moraes (Bagé RS 1933- Rio de Janeiro RJ 2011). Gravador, pintor, desenhista, escultor e professor. Frequenta cursos de desenho, xilogravura e linoleogravura no Clube de Gravura de Porto Alegre. Estuda gravura em metal com Iberê Camargo (1914-1994) e litografia com Marcelo Grassmann (1925). Em 1963, forma-se pela Escola de Arte da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ingressa, em 1968, no Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília (UnB) e leciona disciplinas ligadas à forma tridimensional. É afastado do cargo por motivos políticos no início dos anos 1970 e reintegrado 15 anos depois com o processo de redemocratização do país. Em 1967, é premiado na 9ª Bienal Internacional de São Paulo e na 5ª Bienal de Paris. Em 1973, recebe bolsa da Fundação Guggenheim. Viaja para os Estados Unidos e leciona no Center for Advanced Visual Studies of the Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Cambrige, Massachusetts.  De volta ao Brasil, Avatar Moraes leciona na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ) e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage), no Rio de Janeiro. Em 1990, volta a participar do circuito artístico, expõe no Museu de Arte de São Paulo (Masp), no Museu de Arte de Brasília (MAB), no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), e no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs). Em 2004, dedica-se apenas a organização e a redação e de seus estudos e pesquisas, que dão origem ao livro O Sagrado Moderno, publicado pela Editora Tiro-de-Letra.

Comentário crítico
Avatar Moraes dedica-se inicialmente à gravura e à pintura. Porém, na década de 1960, seguindo a tendência de superação dos suportes tradicionais (pintura, escultura) em proveito de estruturas ambientais e objetos, realiza trabalhos na forma de caixas, como Fuga (1967) ou Caixa 5 (1966). Nessas obras, em que apresenta afinidade com a arte pop, há ainda uma conotação de crítica social, como aponta a estudiosa Daisy Valle Machado Peccinini Alvarado. Em 1967, Moraes participa da exposição Nova Objetividade Brasileira realizada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), sendo um dos poucos artistas vindos de fora do eixo Rio-São Paulo a participar dessa mostra, que pretende ser a confluência de diferentes tendências artísticas nacionais do período. No final da década de 1960, além de lecionar na Universidade de Brasília (UnB), Moraes inicia pesquisa da forma, baseada em combinações modulares. No início da década seguinte, realiza obras em que trabalha a geometrização das formas físicas, como os diversos desenhos e maquetes que integram o projeto O Solo Criado (1977), em que o artista procura explorar formalmente a topografia de alguns lugares, acentuando os declives do terreno ou o formato de pequenos morros. Desenvolve ainda trabalhos tridimensionais que têm como suporte o laminado semirrígido, que resultam na série Volutas (1977). Em 1995, apresenta no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs) desenhos e esboços a grafite, objetos em madeira e fórmica e também desenhos em lápis de cera sobre tecido, produzidos após seu afastamento do circuito artístico devido a motivos políticos no início dos anos 70.

Obras 6

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Reprodução fotográfica Fernando Zago

A Fuga

Caixa de madeira
Reprodução fotográfica Fernando Chaves

Caixa

Tinta industrial sobre madeira e espelho
Reprodução fotográfica Fernando Zago

Caixa Nº 3

Materiais diversos
Reprodução fotográfica Circe Saldanha

Obelisco

Técnica mista
Reprodução fotográfica Fernando Zago

Sem Título

Caixa de madeira com espelho

Exposições 45

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Fontes de pesquisa 9

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  • 13 ARTISTAS gaúchos. Introdução de Carlos Scarínci. São Paulo: MAC/USP; Porto Alegre: Museu de Arte do Rio Grande do Sul, 1966.
  • ALVARADO, Daisy Valle Machado Peccinini de. Figurações Brasil anos 60: neofigurações fantásticas e neo-surrealismo, novo realismo e nova objetividade brasileira. São Paulo: Edusp / Itaú Cultural, 1999.
  • Disponível em: . Acesso em: 11 jul. 2012. Não catalogado
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • MAM inventário: catálogo geral do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo. São Paulo: Lemos, 2002. 338 p., il. p&b.
  • MORAES, Avatar. Avatar Moraes. Apresentação Carlos Scarinci. Porto Alegre: Margs, 1966. [8p.] : il. p.b.
  • MORAES, Avatar. O Solo criado: projetos Avatar Moraes. São Paulo: Galeria Arte Global, 1977. il. p.b.
  • PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1987.
  • ROSA, Renato, PRESSER, Décio. Dicionário de artes plásticas no Rio Grande do Sul. 2. ed. rev. ampl. Porto Alegre: Ed. da UFRGS, 2000. 527p. R700.98165 R7887d 2. ed.

Como citar

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