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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

José Patrício

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 28.03.2017
22.02.1960 Brasil / Pernambuco / Recife
Reprodução fotográfica Sérgio Guerini

Pintura, 2002
José Patrício
Tinta automotiva sobre chapa de metal
170,00 cm x 88,00 cm
Cortesia Galeria Anna Maria Niemeyer, RJ

José Patrício Bezerra Sobrinho (Recife, Pernambuco, 1960). Artista plástico. Freqüenta o curso livre da Escolinha de Arte de Pernambuco entre 1976 e 1980. Gradua-se em ciências sociais pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE, em 1982. No ano seguinte realiza sua primeira exposição individual, na Oficina Guaianases de Gravura, em Olinda, P...

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Biografia

José Patrício Bezerra Sobrinho (Recife, Pernambuco, 1960). Artista plástico. Freqüenta o curso livre da Escolinha de Arte de Pernambuco entre 1976 e 1980. Gradua-se em ciências sociais pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE, em 1982. No ano seguinte realiza sua primeira exposição individual, na Oficina Guaianases de Gravura, em Olinda, Pernambuco, onde é diretor artístico entre 1986 e 1987. De 1994 a 1995, faz estágio no Atelier de Restauration d'Art Graphique, no Musée Carnavalet, em Paris, com bolsa financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq. Participa da 22ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1994. A partir de 1999 utiliza como elemento principal de suas obras peças de dominó agrupadas, com as quais produz mosaicos.

Análise

Na primeira metade da década de 1990, José Patrício começa a produzir composições nas quais utiliza papel artesanal que ele mesmo fabrica. Esses papéis são organizados em módulos quadrados e sobre eles são colocados papéis úmidos que se acomodam e criam formas orgânicas. Assim o artista alia a ordem construtiva a resultados inesperados, obtendo vários resultados formais. Em seguida passa a utilizar objetos prontos, feitos em série, que são conhecidos por seu uso popular e que, deslocados de sua função original, são utilizados por seus aspectos formais. Patrício elabora uma série de trabalhos em que utiliza a cor preta, como as obras com pequenos bebês de plástico, colados em suportes diversos cobertos parcialmente com um preparado de cola e tinta.

Em 1999, começa a usar peças de dominó em suas obras. Assim como no jogo, esses trabalhos obedecem a regras, ao mesmo tempo em que contam com a casualidade. O artista determina essas regras previamente, combinando as peças com base em uma lógica matemática, dada por sua numeração. Essas combinações, de infinitas possibilidades, geram imagens imprevistas, configurando-se ao longo de sua montagem. Nas obras da série 112 Dominós, todas as peças são fixadas sobre madeira e são apresentadas na parede e algumas no chão. Os diversos resultados formais se aproximam das características da pintura. Como desdobramento desses trabalhos, Patrício apresenta, no convento de São Francisco, em João Pessoa, uma instalação incorporando o espaço como parte da obra. Para esse trabalho foram utilizados 180 módulos quadrados de 84 peças cada um, apenas colocados no chão sem fixá-los, num total de 15.120 peças. Essa estrutura é a base de inúmeras montagens da série Ars Combinatória, instalações realizadas entre 2000 e 2005.

Obras 9

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Registro fotográfico Sérgio Guerini/Itaú Cultural

Cento e Doze Dominós

112 doze jogos de dominós plasticos sobre madeira [díptico]
Reprodução fotográfica Sérgio Guerini

Dimensional

3136 peças de dominó de plástico sobre madeira
Registro fotográfico Eupídio Suassuna

Dominós

112 jogos de dominó de plástico (3.136 peças)
Reprodução Fotográfica Iara Venanzi/ Itaú Cultural

Imago Mundi V

Esmalte sobre 7.812 dominós de resina sobre madeira

Exposições 86

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Feiras de arte 3

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Fontes de pesquisa 13

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  • A COR na arte brasileira. Tradução Elizabeth Herrington. São Paulo : Paço das Artes, 1991. folha dobrada il. p. b. color.
  • A NATUREZA na arte brasileira = Nature in Brazilian art = Die Natur in der Brasilianischen Kunst. São Paulo: Raízes: Volkswagen do Brasil, 1989.
  • AGUILAR, Nelson (org.). Bienal Internacional de São Paulo (22. : 1994 : São Paulo) : Catálogo geral de participantes. Apresentação Edemar Cid Ferreira. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1994. 438 p. il. color.
  • BEUTTENMULLER, Alberto. José Patrício, artesão, artista e papeleiro. Casa Vogue Brasil. Projeto Pernambuco: estética de resistência, São Paulo: Carta Editorial, 1991. Edição especial.
  • CEARÁ e Pernambuco : dragões e leões. Fortaleza : Fundação Joaquim Nabuco, 1998. [80p. ] il. color.
  • MAPEAMANTO nacional da produção emergente: 1999/2000. São Paulo : Itaú Cultural: Imprensa Oficial do Estado: Editora da Unesp, 2000. 180 p. il. (Rumos arte visuais).
  • PATRÍCIO, José. Jogos de desarmar. Apresentação Moacir dos Anjos Júnior. João Pessoa: Centro Cultural de São Francisco, 1999. folha dobrada il. p. b.
  • PATRÍCIO, José. José Patrício. Recife: Passárgada Arte Contemporânea, 1990. 1 il. color. , foto p.
  • PATRÍCIO, José. O lugar instável. Tradução Elizabeth Herrington; apresentação Marco Polo Guimarães. Recife: Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães, 2000. 52 p. il. p&b, color.
  • RUMOS VISUAIS ITAÚ CULTURAL (1999/2000). Vertentes contemporâneas. Apresentação Ricardo Ribenboim. São Paulo : Itaú Cultural, 1999. 46 p. il. color.
  • SALÃO DA BAHIA, 6. , 1999, Salvador. 6º Salão da Bahia. Salvador: Museu de Arte Moderna da Bahia, 1999.
  • SALÃO NACIONAL DE ARTES PLÁSTICAS, 11. , 1989, Rio de Janeiro, RJ. 11º Salão Nacional de Artes Plásticas. Rio de Janeiro: Funarte, 1989.
  • SALÃO NACIONAL DE ARTES PLÁSTICAS, 12., 1991, Brasília, DF. 12º Salão Nacional de Artes Plásticas. Brasília: Museu de Arte de Brasília, 1991.

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