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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Aloísio Magalhães

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 03.06.2020
05.11.1927 Brasil / Pernambuco / Recife
13.06.1982 Itália / Vêneto / Pádua
Reprodução fotográfica Correio da Manhã/Acervo Arquivo Nacional

Aloísio Magalhães, s.d.

Aloísio Barbosa Magalhães (Recife, Pernambuco, 1927 - Pádua, Itália 1982). Pintor, designer, gravador, cenógrafo, figurinista. Forma-se em direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em 1950. Nessa época, participa do Teatro do Estudante de Pernambuco (TEP), onde exerce as funções de cenógrafo e figurinista, além de ser responsável p...

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Biografia

Aloísio Barbosa Magalhães (Recife, Pernambuco, 1927 - Pádua, Itália 1982). Pintor, designer, gravador, cenógrafo, figurinista. Forma-se em direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em 1950. Nessa época, participa do Teatro do Estudante de Pernambuco (TEP), onde exerce as funções de cenógrafo e figurinista, além de ser responsável pelo teatro de bonecos. Com bolsa do governo francês, estuda museologia em Paris, entre 1951 e 1953, também frequenta o Atelier 17, um centro de divulgação de técnicas de gravura, onde é aluno do gravador Stanley William Hayter (1901-1988). Volta ao Brasil em 1953. Em 1956, com bolsa concedida pelo governo americano, viaja aos Estados Unidos, onde se dedica às artes gráficas e à programação visual. Publica, com Eugene Feldman, os livros Doorway to Portuguese e Doorway to Brasília, e leciona na Philadelphia Museum School of Art. Em 1960, volta ao Brasil e abre um escritório voltado à comunicação visual, campo no qual é um dos pioneiros no país, e realiza projetos para empresas e órgãos públicos. Em 1963, colabora na criação da Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi), onde leciona comunicação visual. Cria, em 1964, o símbolo do 4º Centenário do Rio de Janeiro, seu primeiro trabalho de grande repercussão pública e, no ano seguinte, desenha o símbolo para a Fundação Bienal de São Paulo. Desde 1966, desenvolve desenhos para notas e moedas brasileiras. Em 1979, é nomeado diretor do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e, no ano seguinte, presidente da Fundação Nacional Pró-Memória, quando inicia campanha pela preservação do patrimônio histórico brasileiro. Em sua homenagem, a Galeria Metropolitana de Arte do Recife passa a denominar-se Galeria Metropolitana de Arte Aloísio Magalhães, em 1982. Em 1997, o nome da instituição é alterado para Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (Mamam).

Análise

No fim da década de 1940, aluno do curso de direito no Recife, Aloísio Magalhães participa do Teatro do Estudante de Pernambuco - TEP, que propõe um teatro popular, com apresentações em praças públicas. Exerce a função de cenógrafo, figurinista e é responsável pelo teatro de bonecos. Recebe bolsa do governo francês para estudar museologia em Paris, onde permanece entre 1951 e 1953. Lá freqüenta também o Atelier 17, um laboratório experimental importante na divulgação de técnicas de gravura, e tem aulas com o gravador Stanley William Hayter (1901-1988).

De volta ao Brasil, em 1953, dedica-se esporadicamente à pintura e faz pesquisas em artes gráficas. Participa da fundação do Gráfico Amador, oficina criada por um grupo de intelectuais interessados na arte do livro, realizando experimentações com técnicas de impressão. As edições têm cuidadosa forma gráfica e entre elas destaca-se Pregão Turístico do Recife, de João Cabral de Melo Neto (1920-1999), com design e ilustrações de Aloísio Magalhães.

Em 1960, após trabalhar por algum tempo nos Estados Unidos com programação visual e artes gráficas, muda-se para o Rio de Janeiro. Abre um escritório voltado à comunicação visual, campo no qual é pioneiro no país, e realiza projetos para empresas e órgãos públicos. Cria, entre outros, o símbolo da Fundação Bienal de São Paulo e o do 4º Centenário do Rio de Janeiro, seu primeiro trabalho de grande repercussão, e espontaneamente reproduzido pela população em vários pontos da cidade. Na criação dos símbolos, Magalhães parte, na maioria das vezes, de uma unidade que é refletida, explorando a tridimensionalidade e a rotação do volume no espaço. Trabalha com design e projeto editorial de livros de arte. Em 1963, colabora na criação da Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi), onde leciona comunicação visual. Realiza o projeto da cédula do cruzeiro novo, em 1966.

Aloísio Magalhães é nomeado, em 1979, diretor do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan),  e secretário da Cultura do Ministério da Educação e Cultura, em 1981. Na década de 1980, inicia campanha pela preservação do patrimônio histórico brasileiro. Apresenta propostas especialmente em relação a Ouro Preto e às ruínas de São Miguel das Missões.

Expõe, em 1972, a série Cartemas - nome dado por Antonio Houaiss (1915-1999) -, que tem como base o cartão-postal, utilizado em colagens que exploram os princípios do múltiplo e do espelhamento. Nessa época, realiza uma série de desenhos de Olinda, com registros da paisagem e da arquitetura, de forma poética. Destaca-se pela versatilidade artística e principalmente pela relevante atuação em relação à política de bens culturais e preservação do patrimônio histórico.

Obras 3

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Reprodução fotográfica João L. Musa/Itaú Cultural

Salvador Cidade Velha

Cartões-postais sobre lâmina de fórmica
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini/Itaú Cultural

SP Largo do Paissandu

Cartões-postais sobre lâmina de fórmica
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Verde Canavial

Óleo sobre tela

Exposições 89

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Eventos relacionados 22

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Fontes de pesquisa 16

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  • ALOISIO Magalhães e o desenho industrial no Brasil. São Paulo: FIESP/CIESP, 1983.
  • ARTE no Brasil. São Paulo: Abril Cultural, 1982.
  • AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Organização André Seffrin. 2. ed. rev. e ampl. Curitiba: Ed. UFPR, 1997.
  • AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Rio de Janeiro: Spala, 1992. 2v.
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. 500 anos da pintura brasileira. [S.l.]: Log On Informática, 1999. 1 CD-ROM.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • LEITE, João de Souza (org.). A Herança do olhar: o design de Aloísio Magalhães. Rio de Janeiro: Artviva Produção Cultural, 2003.
  • LOUZADA, Maria Alice do Amaral. Artes plásticas Brasil 1999. São Paulo: Júlio Louzada, 1999. v. 11.
  • MAGALHÃES, Aloísio. Aloísio Magalhaes: pintura e arte gráfica. Rio de Janeiro: MAM, 1958.
  • MAGALHÃES, Aloísio. E Triunfo ? : a questão dos bens culturais no Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997.
  • PONTUAL, Roberto. Arte/ Brasil/ hoje: 50 anos depois. São Paulo: Collectio, 1973.
  • PROMESSA e milagre no Santuário do Bom Jesus de Matosinhos. Brasília.(Nacional, 34).
  • TRADIÇÃO e ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1984.
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. v. 1.

Como citar

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