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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Fernando Fogliano

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 01.09.2017
1956 Brasil / São Paulo / São Paulo
Reprodução fotográfica Sérgio Guerini/Itaú Cultural

Atrator Poético, 2005
Fernando Fogliano, Rosangela Leote, Milton Sogabe, Edson Zampronha, Renato Hildebrand

Fernando Fogliano (São Paulo, São Paulo, 1956). Professor e pesquisador. Cursa Engenharia Civil e Física nas Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) e Universidade Presbiteriana Mackenzie e especializa-se em Engenharia da Computação pela Universidade de São Paulo (USP). É mestre e doutor em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Cató...

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Biografia

Fernando Fogliano (São Paulo, São Paulo, 1956). Professor e pesquisador. Cursa Engenharia Civil e Física nas Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) e Universidade Presbiteriana Mackenzie e especializa-se em Engenharia da Computação pela Universidade de São Paulo (USP). É mestre e doutor em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo e conclui pós-doutorado em Artes pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Atua como professor, ministrando disciplinas relacionadas à tecnologia, fotografia digital e design de interfaces interativas. Desenvolve pesquisa sobre inserção de imagens geradas por novas tecnologias na cultura e de que maneira essa integração gera conhecimento.

Durante dez anos, trabalha no Instituto Astronômico e Geofísico (IAG) da USP. Exerce atividades relacionadas à instrumentação em astrofísica, como o desenvolvimento de softwares para sistemas digitais de automação e para aquisição de dados e imagens. Atua na elaboração de técnicas fotográficas para captura e processamento de imagens para análise de corpos e eventos celestes, como cometas, eclipses e coroa solar.

Em 1995, com o artista Milton Sogabe (1953), funda o Grupo SCIArts, Sistema de Controle de Informações de Arte, nome do dispositivo criado para a primeira instalação multimídia desenvolvida pelo grupo. O SCIArts desenvolve projetos multidisciplinares na interseção entre arte, ciência e tecnologia, com ênfase nas relações entre homem, obra e ambiente. Em 2009, Fogliano cria outro grupo de pesquisa, chamado cAt – ciência/ARTE/tecnologia, na Universidade Estadual Paulista (Unesp), que concentra interesses em projetos relacionados à computação física, imagem, materialidade, interatividade e multimídia. Também na Unesp, integra o Grupo Internacional e Interinstitucional de Pesquisa (Giip), interessado em convergências entre disciplinas.

É premiado duas vezes no Prêmio Sergio Motta: na primeira edição, em 2000, e na sexta, em 2005.

Análise

A pesquisa e o trabalho de Fernando Fogliano aliam a formação acadêmica em ciências com o estudo da Arte, ligação evidenciada pelo interesse do artista pela neuroestética. Sua reflexão sobre processos de criação e distribuição das imagens na sociedade contemporânea inicia-se com o interesse pela fotografia e expande-se para a arte digital interativa. Uma vez em novos contextos, os limites conceituais da fotografia absorvem formulações antes definidoras do vídeo e do cinema.

Fogliano entende que as questões culturais são reformuladas quando a sociedade cria o computador, que aprende e reconfigura-se de acordo com a interação dos usuários. Essa relação mútua entre homem e máquina estabelece a produção e a troca de conhecimento. Em suas pesquisas, Fernando interessa-se pelo indivíduo como fornecedor de dados para sistemas inteligentes. A partir do processo de leitura e decodificação dessas informações, computadores são capazes de manipular imagens e descobrir regularidades.

A automação é a principal característica dos dispositivos tecnológicos contemporâneos utilizados para produção, pós-produção e disseminação artística. Fogliano é influenciado por conceitos sobre estética do filósofo tcheco Vilém Flusser (1920-1991) e pelas teorias da comunicação do pensador francês Gilbert Simondon (1924-1989) na compreensão da linguagem como integradora das tecnologias em convergência. Uma vez que a realidade e a ficção são convenções estabelecidas culturalmente, é pela mediação tecnológica que se opera a construção coletiva do real. 
 
Em coautoria com o grupo interdisciplinar SciArts, apresenta a instalação multimídia Atrator Poético, na exposição Cinético Digital, promovida pelo Itaú Cultural, em 2005. No mesmo ano, o trabalho conquista o 6o Prêmio Sergio Motta. Apresentada em uma sala escura, a obra dispõe uma superfície circular de projeção de imagens ao lado de um totem com ferrofluido, líquido que reage a campos magnéticos. Sensores de movimento e de presença captam a interferência do público ao redor da e sobre a superfície de projeção, com equipamentos desenvolvidos especialmente para a obra. Uma câmera capta a imagem dessa movimentação e projeta-a sobre a superfície circular, gerando formas e sons que surgem e desaparecem. Conforme o público interage com a projeção, são produzidas movimentações análogas no ferrofluido do totem e construções sonoras. Quando o interator percebe que as imagens projetadas na superfície circular têm relação com o movimento do ferrofluido e com as construções sonoras, refaz o percurso. A imagem projetada torna-se, assim, a interface para modificar os sons e a modelagem do ferrofluido. 

Nos projetos de pesquisa e arte de Fernando Fogliano, o processo criativo atrelado à experiência é abordado como experiência sensorial. A racionalidade não é posta em posição de superioridade em relação às emoções, que são consideradas "uma espécie de motor que subjaz todas nossas ações no ambiente e nas relações que estabelecemos"1

Nota

1 Fernando Fogliano em Palestra n. 1. Encontro de Imagem, Estética e Cognição na FAU/USP. Disponível em:< https://vimeo.com/157179444I >. Acesso em: 2 out. 2016.

Obras 1

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Exposições 4

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