Artigo da seção pessoas Dudi Maia Rosa

Dudi Maia Rosa

Artigo da seção pessoas
Artes visuais  
Data de nascimento deDudi Maia Rosa: 1946 Local de nascimento: (Brasil / São Paulo / São Paulo)
Imagem representativa do artigo

Sem Título , 1986 , Dudi Maia Rosa
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Biografia

Rafael Maia Rosa (São Paulo, São Paulo, 1946). Pintor, desenhista, professor. Estuda gravura com Trindade Leal (1927-2013) na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), em São Paulo, em 1966. O artista interessa-se inicialmente pela aquarela e pela cerâmica, voltando-se posteriormente à pintura. Realiza sua primeira exposição individual em 1967, na Galeria Atrium. Em 1968, ingressa na Faculdade de Engenharia de Mogi das Cruzes e freqüenta o ateliê de Wesley Duke Lee (1931-2010). Nos anos seguintes vive na Inglaterra.

Retorna ao Brasil em 1972, e passa a frequenta a Escola Brasil: inicialmente como aluno, tornando-se depois professor. Nas décadas de 1960 e 1970, realiza trabalhos que têm como tema a cidade de São Paulo, representada em cenários oníricos. Nos anos 1980, sua pintura adquire características tridimensionais, marcada por uma pintura gestual. O artista começa a realizar experiências com resina sintética, que permite uma variação de transparências e tonalidades em suas obras. Em alguns trabalhos insere escritos, como citações bíblicas ou ainda figuras indefinidas, evanescentes.

Análise

Dudi Maia Rosa estuda gravura na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), em 1966. No início da década de 1970, dedica-se à gravura e aquarela, com orientação de Babinski (1931). Frequenta a Escola Brasil:, entre 1971 e 1974, na qual, posteriormente, se torna professor. A partir da década de 1980, realiza pinturas ligadas à abstração, empregando suportes recortados em formas não usuais: triângulos ou semicírculos. Nessas telas explora os grafismos e as texturas, como ocorrem em Sim (1981).

Ele parte da investigação do suporte e passa a produzir obras nas quais emprega a cor e a transparência das superfícies, obtidas não mais por meio do pincel e da tela, mas pela exploração de outros materiais - o fiberglass (fibra de vidro), por exemplo. Nessas obras aprofunda as potencialidades expressivas dos novos materiais, como na série Portas (1986). E indica como referências para seu trabalho com fiberglass a produção dos artistas americanos Ron Davis (1937), Jasper Johns (1930) e também de Mark Rothko (1903 - 1970), este, em trabalhos mais recentes.

Na opinião do crítico Agnaldo Farias, Dudi Maia Rosa, após ter participado ativamente da Escola Brasil:, com trabalhos abstratos, tem uma trajetória que coincide com a de Cássio Michalany (1949) e Carlos Fajardo (1941) na crítica ao papel assumido pela pintura e escultura na figuração do mundo.

O artista emoldura certa área em madeira, que é preenchida com mantas de fibras de vidro, alternadas às resinas misturadas com pigmentos. As características do material empregado e a diferença de espessura das camadas resultam diversas formas de captação da luz. Desse modo, os trabalhos revelam diferentes transparências e tonalidades. Nessas obras, a luz e a cor agem fisicamente uma sobre a outra. Em vez de ser representações de acontecimentos do mundo, procuram ser elas mesmas fenômenos concretos. 

Outras informações de Dudi Maia Rosa:

  • Outros nomes
    • Rafael Maia Rosa
    • Rafael Maia Rosa
  • Habilidades
    • Pintor
    • desenhista
    • professor de artes plásticas

Obras de Dudi Maia Rosa: (47) obras disponíveis:

Todas as obras de Dudi Maia Rosa:

Midias (1)

Dudi Maia Rosa - Enciclopédia Itaú Cultural
Rafael “Dudi” Maia Rosa inicia sua carreira como autodidata, até que, em 1972, ao ingressar na Escola Brasil, é apresentado a questões artísticas e começa sua formação teórica. Primeiramente, atua na pintura de maneira clássica. Seu descolamento dessa tradição ocorre quando ele vê seu irmão construir um carro com fibra de vidro. “Pensei: ‘Puxa, que curioso. Se eles fazem um automóvel, deve ser fácil fazer um suporte com fibra de vidro’.” Assim, começa a trabalhar com resinas transparentes, que, posteriormente, são pigmentadas durante seu manuseio. Nesse processo, o artista acredita que passa “a ser manipulado” pela matéria, ficando à mercê de suas fontes, o que lhe desperta diversas considerações sobre a forma de criar. Ele reflete, por exemplo, a respeito de um tema recorrente na pintura, a ideia de profundidade, que alcança com o manejo dessas substâncias, em obras com até três centímetros de profundidade.

Produção: Documenta Vídeo Brasil
Captação, edição e legendagem: Sacisamba
Intérprete: Erika Mota (terceirizada)
Locução: Júlio de Paula (terceirizado)

Exposições (141)

Todas as exposições

Eventos relacionados (4)

Artigo sobre sp-arte 2010

Artigo da seção eventos
Temas do artigo: Artes visuais  
Data de iníciosp-arte 2010: 29-04-2010  |  Data de término | 02-05-2010
Resumo do artigo sp-arte 2010:

Fundação Bienal de São Paulo

Artigo sobre sp-arte 2011

Artigo da seção eventos
Temas do artigo: Artes visuais  
Data de iníciosp-arte 2011: 12-05-2011  |  Data de término | 15-05-2011
Resumo do artigo sp-arte 2011:

Fundação Bienal de São Paulo

Fontes de pesquisa (16)

  • AMARANTE, Leonor. Dudi Maia Rosa: nos limites da pintura. Galeria: revista de arte, São Paulo: Area Editorial, n. 9, p. 44-49, 1988.
  • ARTE e artistas plásticos no Brasil 2000. São Paulo: Meta, 2000.
  • ARTE/CIDADE 3 : a cidade e suas histórias. Apresentação Danilo Santos de Miranda; texto Nelson Brissac Peixoto, Lorenzo Mammì. São Paulo : Marca D'Água, 1997. 124 p. il. p. b. color.
  • BIENAL BRASIL SÉCULO XX, 1994, São Paulo, SP. Bienal Brasil Século XX: catálogo. Curadoria Nelson Aguilar, José Roberto Teixeira Leite, Annateresa Fabris, Tadeu Chiarelli, Maria Alice Milliet, Walter Zanini, Cacilda Teixeira da Costa, Agnaldo Farias. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1994.
  • BIENAL INTERNACIONAL DE SÃO PAULO, 19., 1987, SÃO PAULO, SP. Catálogo geral. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1987.
  • BRASIL já: Beispiele zeitgenossischer brasilianischer Malerei. Apresentação de Roberto Costa de Abreu Sodré. Textos de Paulo Estellita Herkenhoff Filho e Carlos von Schmidt. Leverkusen: Museum Morsbroich, 1988.
  • DUDI Maia Rosa e as mortes da pintura. Textos e versão para o inglês Oswaldo Corrêa da Costa. São Paulo, Metalivros, 2005.
  • DUDI Maia Rosa, Marcos Coelho Benjamim, Adriana Varejao. Johannesburg: Fundação Bienal de São Paulo, 1995. il. color.
  • DUDI Maia Rosa. Texto de João Pedrosa. São Paulo: Subdistrito Comercial de Arte, 1989.
  • EM busca da essência: elementos de redução na arte brasileira. Curadoria Sheila Leirner, Gabriela Suzana Wilder. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1987.
  • FONTES: Rd788 1978/1987/1989/1993/1994/1997/1998; Pontual, R. Dic. das artes plásticas no Brasil Não catalogado
  • INSTALAÇÃO de Dudi Maia Rosa expõe a ressureição de Cristo. Folha de S. Paulo, São Paulo, 14 out. 1993.
  • MOSTRA DO REDESCOBRIMENTO, 2000, SÃO PAULO, SP. Arte contemporânea. Curadoria geral Nelson Aguilar; curadoria Nelson Aguilar, Franklin Espath Pedroso; tradução Arnaldo Marques, Ivone Castilho Benedetti, Izabel Murat Burbridge, Katica Szabó, John Norman. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo : Associação Brasil 500 anos Artes Visuais, 2000.
  • PANORAMA DE ARTE ATUAL BRASILEIRA, 1986, São Paulo, SP. Panorama de Arte Atual Brasileira 1986: pintura. São Paulo: MAM, 1986.
  • PERFIL da Coleção Itaú. Curadoria Stella Teixeira de Barros. São Paulo: Itaú Cultural, 1998.
  • PETTA, Rosângela. Um mergulho na superfície da tela. Guia das Artes, São Paulo: Casa Editorial Paulista, v. 2, n. 6, p. 12-14, 1987.

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • DUDI Maia Rosa. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2019. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa10046/dudi-maia-rosa>. Acesso em: 18 de Jul. 2019. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7
abrir pesquisa
;