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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Nazareth Pacheco

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 26.07.2017
1961 Brasil / São Paulo / São Paulo
Reprodução fotográfica Sérgio Guerini

Sem Título, 1997
Nazareth Pacheco
Miçanga e lâmina de lancetar
Acervo Instituto Itaú Cultural (São Paulo, SP)

Nazareth Pacheco e Silva (São Paulo, São Paulo, 1961). Artista visual. Cursa artes plásticas na Universidade Presbiteriana Mackenzie, entre 1981 e 1983. Realiza sua primeira mostra individual, no Espaço Cultural Julio Bogoricin, em São Paulo, em 1985. Inicia suas experiências com ready-mades após participar, em 1986, de workshop ministrado por G...

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Biografia

Nazareth Pacheco e Silva (São Paulo, São Paulo, 1961). Artista visual. Cursa artes plásticas na Universidade Presbiteriana Mackenzie, entre 1981 e 1983. Realiza sua primeira mostra individual, no Espaço Cultural Julio Bogoricin, em São Paulo, em 1985. Inicia suas experiências com ready-mades após participar, em 1986, de workshop ministrado por Guto Lacaz (1948). Viaja para Paris em 1987, e freqüenta o ateliê de escultura da École Nationale Supérieure des Beaux-Arts [Escola Nacional Superior de Belas Artes]. Em 1989, obtém o prêmio aquisição no 11° Salão Nacional de Artes Plásticas, no Rio de Janeiro, e participa da 20ª Bienal Internacional de São Paulo. Entre 1990 e 1991, participa de workshops com Iole de Freitas (1945), Carmela Gross (1946), José Resende (1945), Amilcar de Castro (1920-2002), Nuno Ramos (1960) e Waltercio Caldas (1946). Defende na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP) a dissertação Objetos Sedutores, com orientação de Carlos Fajardo (1941) em 2002. É lançado o documentário sobre sua obra Gilete Azul, realizado pela psicanalista Miriam Schnaiderman, em 2003.

Análise

Nazareth Pacheco, desde o início de sua trajetória, volta-se ao campo tridimensional. Suas primeiras peças são realizadas em borracha, e apresentam pinos pontiagudos do mesmo material. Para o historiador da arte Tadeu Chiarelli, elas já revelam uma carga de agressividade, por sua semelhança com objetos de tortura.

Em 1992 e 1993, a artista realiza os Objetos Aprisionados, compostos por uma série de caixas que contêm objetos e documentos de caráter autobiográfico, alguns relativos a tratamentos médicos e estéticos a que ela esteve submetida, reunindo fotos, radiografias, relatórios, frascos e chumbo. Segundo a estudiosa Elizabeth Leone, nos anos seguintes sua reflexão extrapola a questão pessoal e passa a considerar o corpo feminino como lugar de práticas médicas que visam adaptá-lo a "aprimoramentos estéticos".

No final da década de 1990, a artista começa a agregar metais, como filetes de aço, cobre e latão, aos trabalhos em borracha. Passa a confeccionar peças com objetos que não podem ser tocados, unindo miçangas ou cristais de vidro a agulhas, lâminas de bisturis ou de barbear e anzóis, criando com eles adornos e vestimentas. Inicia também as pesquisas com um novo material, o acrílico cristal, projetando objetos como bancos ou berços, aos quais agrega instrumentos cortantes ou perfurantes.

Obras 13

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Reprodução fotográfica Romulo Fialdini

Descanço

Bronze
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini

O Corpo

Bronze
Registro fotográfico autoria desconhecida

Sem título

Acrílico, cristais e agulhas
Registro fotográfico autoria desconhecida

Sem título

Acrílico
Registro fotográfico Romulo Fialdini

Sem título

Miçanga, lâmina de barbear, acrílico e aço

Exposições 134

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Eventos relacionados 1

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Mídias (1)

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Nazareth Pacheco - Enciclopédia Itaú Cultural
Desde suas primeiras criações, Nazareth Pacheco realiza obras tridimensionais, utilizando objetos como borracha preta vulcanizada, tiras de latão e látex que revelam uma carga de agressividade. Essa pesquisa de materiais reflete questões autobiográficas, relacionadas ao corpo da artista. “Alguns processos cirúrgicos e estéticos aos quais fui submetida acabaram demonstrados na terceira fase do meu trabalho”, explica ela, em referência a um mal congênito que a obriga a passar por diversas intervenções cirúrgicas e estéticas ao longo da vida. Dessa maneira, temas como beleza, feminilidade e aspectos físicos permeiam obras como a série de colares, vestidos e saias, na qual ela lida com a sedução e a agressividade, ao produzir peças de adorno com gilete, lâmina de lancetar e agulhas. “Falo desse meu mal-estar com o corte e a perfuração, ao mesmo tempo em que tento dar a isso um olhar sedutor”, diz.

Produção: Documenta Vídeo Brasil
Captação, edição e legendagem: Sacisamba
Intérprete: Carolina Fomin (terceirizada)
Locução: Júlio de Paula (terceirizado)

Fontes de pesquisa 8

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  • ARTE e artistas plásticos no Brasil 2000. São Paulo: Meta, 2000.
  • BIENAL INTERNACIONAL DE SÃO PAULO, 24. , 1998, São Paulo, SP. Um e/entre outros/s. Curadoria Paulo Herkenhoff, Adriano Pedrosa. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1998.
  • COTIDIANO/ARTE: O Objeto Anos 60/90. São Paulo: Itaú Cultural, 1999. (Eixo Curatorial 1999).
  • HERKENHOFF, Paulo (org.); PEDROSA, Adriano (org.). Marcas do corpo, dobras da alma. São Paulo: Takano, 2000.
  • PACHECO, Nazareth. Jóias. Tradução Alberto Dwek, Izabel Murat Burbridge, Andrew J. Hahn, William T. Shelton. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1998.
  • PACHECO, Nazareth. Nazareth Pacheco. Tradução Izabel Murat Burbridge. São Paulo: Valu Oria Galeria de Arte, 1997.
  • PACHECO, Nazareth. Nazareth. São Paulo: Cesar Luis Pires de Mello Escritório de Arte, 1985.
  • PERFIL da Coleção Itaú. Curadoria Stella Teixeira de Barros. São Paulo: Itaú Cultural, 1998.

Como citar

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Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo: