Artigo da seção instituições Civilização Brasileira

Civilização Brasileira

Artigo da seção instituições
Literatura  
Data de aberturaCivilização Brasileira: 1932 Local de abertura: (Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro)

Histórico

Fundada em 1929 por Getúlio M. Costa, a Editora Civilização Brasileira é incorporada três anos mais tarde à Companhia Editora Nacional, fundada por Monteiro Lobato (1882 - 1948) e Octalles Marcondes Ferreira, como selo responsável pelas edições não-didáticas e ficcionais. Porém, é somente a partir da direção de Ênio Silveira (1925 - 1996), em 1948, que a Editora Civilização Brasileira assume as características que a distinguiriam no mercado editorial brasileiro: forte interesse pela produção nacional e posição político-ideológica bem definida. É também com Silveira que, sob o ponto de vista empresarial, a editora se torna uma das maiores do Brasil, passando de um total de 20 para 137 títulos no período que se estende de 1951 até pouco antes do golpe militar, em 1964.

Devido à sua atuação abertamente contrária à ditadura, Silveira é preso diversas vezes e sua editora, acusada de "subversiva", tem várias edições apreendidas e destruídas, além de sofrer um incêndio possivelmente criminoso que arrasou os escritórios centrais e a sua principal livraria, em outubro de 1970. Essa livraria, localizada na rua Sete de Setembro, no centro do Rio de Janeiro, torna-se importante ponto de encontro de intelectuais e escritores adversários do governo. Desses encontros surge a publicação, entre 1965 e 1968, da revista mensal Civilização Brasileira, que reúne intelectuais de diversas áreas escrevendo sobre assuntos que vão do Cinema Novo à reforma agrária, passando pela publicação de contos e poemas inéditos. Fechada pela ditadura, renasce em 1978 com o nome de Encontros com a Civilização Brasileira, que dura até 1988.

Um dos destaques da editora é a Coleção Vera Cruz, voltada para a literatura brasileira, que lançou mais de 350 títulos, de autores como Campos de Carvalho (1916 - 1998) Antonio Callado (1917 - 1997), José J. Veiga (1915 - 1999), Dalton Trevisan (1925)Carlos Heitor Cony (1926), Autran Dourado (1926), Sergio Sant'anna (1941)João Ubaldo Ribeiro (1941), entre outros. Endividada, em 1975, a Civilização Brasileira, juntamente com sua antiga matriz, a Companhia Editora Nacional, é comprada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - Bndes, reposicionando-se no mercado editorial. Logo após a morte de Ênio Silveira, em 1996, é adquirida pelo editor Altair Brasil, que a revende ao Grupo Record. Atualmente a editora conta com mais de 300 títulos em catálogo.

Outras informações da instituição Civilização Brasileira:

  • Outros nomes
    • Editora Civilização Brasileira
  • Atuação
    • Editora

Fontes de pesquisa (4)

  • FELIX, Moacyr. Ênio Silveira: arquiteto de liberdades. São Paulo: Bertrand Brasil, 1998.
  • FERREIRA, Jerusa Pires. Editando o editor - Ênio Silveira. São Paulo: Edusp, 2003. v.3
  • HALLEWELL, Laurence. O livro no Brasil, sua história. Tradução Maria da Penha Villalobos e Lólio Lourenço de Oliveira. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1985.
  • PAIXÃO, Fernando (coord.). Momentos do livro no Brasil. São Paulo: Ática, 1997.

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • CIVILIZAÇÃO Brasileira. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/instituicao291320/civilizacao-brasileira>. Acesso em: 14 de Ago. 2020. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7