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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Acervo Banco Itaú

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 11.06.2021
Brasil / São Paulo / São Paulo
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Pedra da Gávea e Coqueiro
Georges Wambach
Aquarela sobre papel, c.i.d.

O Acervo Banco Itaú, considerado a maior coleção corporativa de arte da América Latina, é composto de obras de artes visuais, literatura, audiovisual e arte e tecnologia, que totalizam mais de 15 mil itens.

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O Acervo Banco Itaú, considerado a maior coleção corporativa de arte da América Latina, é composto de obras de artes visuais, literatura, audiovisual e arte e tecnologia, que totalizam mais de 15 mil itens.

A primeira obra do Acervo, Povoado numa Planície Arborizada (século XVI), do pintor holandês Frans Post (1612-1680), é adquirida na década de 1960, pelo empresário Olavo Egydio Setúbal (1923-2008), e dá início a uma coleção que representa a identidade brasileira. A partir de 1987, a coleção passa para a gestão do Itaú Cultural (IC).

Desde o ano 2000, o Acervo conta também com a Coleção Brasiliana, que ganha, em 2014, o Espaço Olavo Setubal, ocupando de forma permanente dois andares no Itaú Cultural, com mais de 1.300 obras que também abarcam itens da Coleção Numismática, composta de moedas, condecorações e medalhas raras que fazem parte da história brasileira, expostas até 2009 em um espaço dedicado a ela, também no prédio do IC. No Acervo, essas coleções encontram-se com obras de arte moderna e contemporânea, desenhando um panorama histórico da produção artística no Brasil, por meio de diferentes perspectivas.

Da Coleção Brasiliana, o Acervo conta com registros de artistas viajantes que conheceram o Brasil através de missões artísticas trazidas ao Brasil por Dom João VI, como Jean-Baptiste Debret (1768-1848), que deixa seu olhar sobre cenas urbanas da sociedade brasileira em construção, presente na obra Uma Senhora Brasileira em Seu Lar (1823), e do cotidiano da Corte portuguesa no Rio de Janeiro, como na obra Casamento de D. Pedro e D. Amélia (1829)

Na produção moderna e contemporânea, o Acervo traz artistas da fotografia, muitos deles ligados ao Foto Cine Clube Bandeirante, como Geraldo de Barros (1923-1998) e Madalena Schwartz (1921-1993), além de representantes da escultura, como Amilcar de Castro (1920-2002), da pintura, como Georgina de Albuquerque (1885-1962), e da gravura, como Wesley Duke Lee (1921-2010). A literatura também está presente no Acervo com as primeiras edições de clássicos brasileiros como O Ateneu (1888), de Raul Pompéia (1863-1895), e O Quinze (1930) de Raquel de Queiroz (1910-2003).

Vídeos e filmes de artistas e arte cibernética completam as obras, com seus representantes do audiovisual e da videoarte, além de produções voltadas para as artes tecnológica e digital, apresentadas ao público por meio de mostras como Emoção Art.ficial e Consciência Cibernética.

Em 2018, comemorando os 30 anos do Instituto Itaú Cultural, a Oca, no Parque Ibirapuera, recebe a exposição Modos de Ver o Brasil: Itaú Cultural 30 Anos, com curadoria de Paulo Herkenhoff (1949), Thais Rivitti (1978) e Leno Veras (1986), que trabalham ao longo dos quatro andares expositivos cerca de 800 obras do Acervo para desenhar conexões e diálogos entre artistas de diferentes épocas, sem que haja uma preocupação com a cronologia das produções. Pensada como uma constelação de obras e de seus artistas, a exposição propõe percursos livres para que os visitantes construam narrativas sobre os fazeres artísticos brasileiros por meio de diferentes contextos sociais, políticos e estéticos.

As obras do Acervo também podem ser vistas em diferentes prédios do conglomerado do Banco Itaú, como o Centro Empresarial Itaú Conceição, na Zona Sul de São Paulo, além de exposições itinerantes que levam recortes da coleção para diferentes instituições brasileiras, como o Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza, e o Instituto Iberê Camargo, em Porto Alegre. 

O Acervo Banco Itaú, por meio dos esforços do Itaú Cultural em sua manutenção e divulgação, leva ao público variadas perspectivas sobre a história do Brasil, além de possibilitar a difusão da arte brasileira e contribuir com o debate crítico sobre contextos sociais e políticos que constroem diferentes estéticas e técnicas que compõem o fazer artístico no Brasil.

Obras 1759

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Reprodução Fotográfica Iara Venanzi/ Itaú Cultural

Sem título

Acrílica sobre tela

Fontes de pesquisa 4

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