Ordenação

Tipo de Verbete

Filtros

Áreas de Expressão
Artes Visuais
Cinema
Dança
Literatura
Música
Teatro

Período

Temas


Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Museu de Arte da Bahia (MAB)

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 29.06.2021
23.07.1918 Brasil / Bahia / Salvador

Ecce Homo (Bandeira da Procissão dos Fogaréus), 1786
José Joaquim da Rocha
Óleo sobre tela

O edifício, em estilo neocolonial, é construído no governo de Francisco Marques de Góes Calmon (1924-1927). A ele são acrescentados alguns elementos decorativos originais de outros solares, com destaque para a porta principal de madeira talhada, a escadaria de jacarandá que dá acesso ao hall do andar térreo, os azulejos do século XIX do mesmo ha...

Texto

Abrir módulo

Instalado no Palácio da Vitória, antigo prédio da Secretaria da Educação e Saúde, em Salvador, na rua Sete de Setembro, o Museu de Arte da Bahia (MAB) é criado em 23 de julho de 1918. Tem como ponto forte de seu acervo obras pertencentes à Escola Bahiana de Pintura e uma rica coleção de artes decorativas, numismática e documentos.

O edifício, em estilo neocolonial, é construído no governo de Francisco Marques de Góes Calmon (1924-1927). A ele são acrescentados alguns elementos decorativos originais de outros solares, com destaque para a porta principal de madeira talhada, a escadaria de jacarandá que dá acesso ao hall do andar térreo, os azulejos do século XIX do mesmo hall e os azulejos de estilo neoclássico que decoram o auditório.

O acervo com cerca de 5 mil peças é formado de várias coleções organizadas desde o século XIX. Entre elas, destaca-se a coleção de Jonathan Abbott (1790 ou 1796-1868), com obras de pintura baiana dos séculos XVIII e XIX e alguns quadros de pintores europeus, adquirida pelo vice-presidente da província da Bahia, Francisco José da Rocha, em 1871, e é considerada a primeira pinacoteca da Bahia; a coleção do governador Góes Calmon, com peças de arte decorativas (porcelanas orientais e européias), pratas, cristais, esculturas religiosas, pinturas e móveis raros, adquirida pelo Estado em 1943; e a coleção de José Pedreira, ex-diretor do museu, composta de 50 peças decorativas, doada em 1982. Posteriormente aquisições são feitas para a ampliação do acervo.

No que se refere à pintura sobressai a produção de artistas ligados à Escola Bahiana de Pintura, no período que vai do século XVIII à primeira metade do século XX, em que predominam a pintura religiosa, seguida pelos retratos e, em número bem menor, por pintura de paisagens e naturezas-mortas. Considerado o fundador da Escola Bahiana de Pintura, José Joaquim da Rocha (1737-1807) é autor de painéis e tetos em perspectiva de diversas igrejas de Salvador, com destaque para o teto de Nossa Senhora da Conceição da Praia. O Museu de Arte da Bahia possui 12 telas a óleo feitas por ele em 1786, por encomenda da Santa Casa de Misericórdia da Bahia para a Procissão dos Fogaréus. Fazem parte também do acervo obras de seus seguidores, entre eles Teófilo de Jesus (1758-1847) e Franco Velasco (1780-1833). De Manoel Lopes Rodrigues (1861-1917), acham-se expostas, entre outras obras O Adeus e Orquestra Ambulante. Destacam-se ainda obras do pintor de interiores, igrejas e claustros Presciliano Silva (1883-1965).

O Museu de Arte da Bahia tem importante coleção de imagens religiosas produzidas entre os séculos XVII e XIX. Em sua maioria são realizadas por santeiros anônimos ou atribuídas a santeiros conhecidos como Manuel Inácio da Costa (1763-1857). São trabalhos de cedro ou barro cozido, de diferentes dimensões, feitos para oratórios particulares, capelas de engenhos ou solares. No que diz respeito às artes decorativas o museu conta com um variado conjunto de móveis de estilos que vão do barroco baiano do século XVIII - dom João V e dom José, como camas, cadeiras, mesas e arcas - ao neoclássico do século XIX - império brasileiro e dom João VI -, originários de antigas residências, solares e instituições religiosas e públicas. Há ainda um grande acervo de porcelanas chinesas e européias comercializadas pelas Companhias das Índias Ocidentais, desde o século XVI até o século XVIII, utilizadas cotidianamente no Brasil e principalmente na Bahia. A ourivesaria - tanto a religiosa, de característica mais simples, quanto a profana de ornamentação mais rica -, acha-se também representada no Museu de Arte da Bahia.

Obras 19

Abrir módulo
Reprodução fotográfica Autoria desconhecida

América

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Anita

Óleo sobre tela

Exposições 91

Abrir módulo

Fontes de pesquisa 2

Abrir módulo
  • O MUSEU de Arte da Bahia. Texto José Roberto Teixeira Leite. [São Paulo]: Banco Safra, 1997. 359 p., il. color.
  • OTT, Carlos. A Escola bahiana de pintura: 1764-1850. Edição Emanoel Araújo. São Paulo: MWM-IFK, 1982. 153 p., il. p&b. color. (Coleçao MWM-IFK).

Como citar

Abrir módulo

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo: