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Artes visuais

Instituto Tomie Ohtake

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 10.09.2021
11.2001 Brasil / São Paulo / São Paulo
O Instituto Tomie Ohtake, localizado no bairro de Pinheiros, na cidade de São Paulo, é inaugurado em 2001 e homenageia a pintora, gravadora e escultora Tomie Ohtake (1913-2015). Seu objetivo principal é realizar mostras de arte nacionais e internacionais, nas áreas de artes visuais, arquitetura e design. Sua programação abrange, principalmente, ...

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Histórico

O Instituto Tomie Ohtake, localizado no bairro de Pinheiros, na cidade de São Paulo, é inaugurado em 2001 e homenageia a pintora, gravadora e escultora Tomie Ohtake (1913-2015). Seu objetivo principal é realizar mostras de arte nacionais e internacionais, nas áreas de artes visuais, arquitetura e design. Sua programação abrange, principalmente, os últimos 60 anos do cenário artístico e cultural.

O edifício do Instituto, projeto do arquiteto Ruy Ohtake (1938) destaca-se na arquitetura e na paisagem da cidade. Premiado na 9ª Bienal de Arquitetura de Buenos Aires, em 2001, ocupa espaço urbano onde trabalho, cultura e lazer interligam-se. Pertence a um complexo de edifícios, o Complexo Aché Cultural, constituído por dois prédios de escritórios, centro de convenções, teatro e o Instituto Tomie Ohtake. O prédio ocupa um espaço de 7.500 m2 com sete galerias para exposições, sala para o setor educativo e ateliês, espaço para palestras e setor de documentação. A torre central é visível na paisagem, e o edifício destaca-se pelo jogo de cores e volumes da fachada. O prédio do Instituto possui um átrio central, para onde convergem os outros espaços de atividades culturais. Segundo o arquiteto, a escolha da localização permite o acesso de pessoas provenientes de várias regiões da cidade. 

A instituição apresenta outras atividades como cursos e debates, além de se dedicar à pesquisa e edição de publicações. A partir de 2014, destina uma sala à  produção de Tomie Ohtake. Nas mostras que acontecem nessa sala, os curadores procuram novos recortes e interpretações do trabalho da artista. A primeira mostra dentro desse projeto é Tomie Ohtake – Litogravuras, com curadoria de Agnaldo Farias (1955) e Paulo Miyada (1958), que enfatiza a técnica empregada por ela no início da década de 1970.

Entre as mostras dedicadas à artista, podem ser ainda mencionadas: Tomie Ohtake: Correspondências (2013); Tomie Ohtake: Influxo das Formas (2013); Tomie Ohtake: Gesto e Razão Geométrica (2013-2014), Tomie Ohtake: Desenho; Projeto; Espaço (2014); Tomie Ohtake 100-101 (2015); Tomie Ohtake: Em Memória da Cidade (2015-2016) e Tomie Ohtake – Orbis Tertius (2016).

As exposições atraem grande público das artes plásticas, arquitetura, design e fotografia, como: Arquitetura Brasileira Vista por Grandes Fotógrafos (2013);  Frida Kahlo: Conexões entre Mulheres Surrealistas no México (2015-2016); Sebastião Salgado: Perfume de Sonho - Uma Viagem ao Mundo do Café (2016) e Invenções da Mulher Moderna, para Além de Anita e Tarsila (2017).

Desde 2012, a instituição promove o programa Arquitetura Brasileira, que apresenta a produção de fotógrafos que realizam ensaios sobre arquitetura. É o caso das mostras: Viver na Floresta (2010), O Coração da Cidade: a Invenção do Espaço de Convivência (2011) e Arquitetura Brasileira Vista por Grandes Fotógrafos (2013). 

Além das exposições, incentiva projetos que premiam e organizam mostras diversas. O Programa Arte Atual, criado em 2013, reúne pesquisas e obras de jovens artistas em mostras coletivas. Entre 2013 e 2014,  apresenta as edições: Estranhamente Familiar, Medos Modernos e E se Quebrarem as Lentes Empoeiradas?. Em 2015, o programa passa a se chamar Arte Atual Festival e apresenta a mostra Coisas sem Nomes, que exibe produção experimental. O projeto é organizado pelo Núcleo de Pesquisa e Curadoria da instituição. A partir de 2016, o Arte Atual realiza exposições pensadas com base num tema central, como nas mostras: Quadro, Desquadro, Requadro (2013-2017) sobre as condições do enquadramento das artes e QAP: Tá na Escuta?, que aborda as possibilidades de contato e comunicação com o público.

Em 2014, o Instituto e a AkzoNobel instituem o Prêmio de Arquitetura AkzoNobel,  procurando destacar, em mostras anuais, transformações e questionamentos da arquitetura contemporânea, além mapear a produção da arquitetura atual. 

O Instituto organiza ainda os prêmios Energias na Arte (que explora as relações entre arte e ciências) e as exposições da série Mostra 3M de Arte Digital (para discutir arte contemporânea e suporte digital). O setor de Ação Educativa também merece destaque, por guiar visitas educativas às exposições e pelo programa de formação para educadores e professores.

Exposições 129

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