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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Fundação Iberê Camargo

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 27.02.2018
1995 Brasil / Rio Grande do Sul / Porto Alegre
Reprodução fotográfica Leonid Streliaev / Fundação Iberê Camargo

Formação de Carretéis, 1960
Iberê Camargo
Água-forte e água-tinta
48,80 cm x 29,00 cm
Coleção Maria Coussirat Camargo - Fundação Iberê Camargo (Porto Alegre, RS)

A Fundação Iberê Camargo (FIC), com sede em Porto Alegre, possui entre seus objetivos conservar e divulgar a obra do pintor, gravador, desenhista, escritor e professor Iberê Camargo (1914-1994). A Fundação é criada em 1995 por Maria Coussirat Camargo, viúva do artista, com o acervo deixado por ele.

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Histórico

A Fundação Iberê Camargo (FIC), com sede em Porto Alegre, possui entre seus objetivos conservar e divulgar a obra do pintor, gravador, desenhista, escritor e professor Iberê Camargo (1914-1994). A Fundação é criada em 1995 por Maria Coussirat Camargo, viúva do artista, com o acervo deixado por ele.

A entidade cultural funciona na antiga casa de Iberê Camargo. Em 1996, inicia-se a construção da nova sede mediante o apoio do governo do Estado do Rio Grande do Sul, que doa o terreno situado às margens do rio Guaíba.

Entre 1998 e 1999, é realizada a seleção do projeto arquitetônico para o edifício, sendo vencedor o arquiteto português Álvaro Siza Vieira (1933). O projeto, primeira obra do arquiteto na América do Sul, recebe o Leão de Ouro, premiação máxima na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2002. A escolha de um arquiteto conceituado internacionalmente corresponde a uma estratégia de integrar Porto Alegre ao circuito artístico nacional e internacional. A nova sede é inaugurada em 2008.

No projeto, três pisos são destinados a exposições, em configuração clássica, com muitas paredes e poucas aberturas. Os pisos são ligados por rampas, e os espaços internos apresentam grande sinuosidade. As áreas de apoio, como as destinadas ao acervo, auditório e à biblioteca localizam-se no subsolo. Também se destaca o contraste entre a austeridade externa e a sutileza de detalhes e o jogo de volumes no interior do edifício. A maior parte do mobiliário e acessórios, como luminárias, bancos e cadeiras da Fundação são de autoria de Siza Vieira.

O acervo da Fundação Iberê Camargo é formado, inicialmente, com obras do artista e documentos preservados por Maria Coussirat Camargo, ao longo de mais de cinqüenta anos. Compõe-se de dois núcleos. O primeiro, a coleção Maria Coussirat Camargo, abrange as obras de arte, com mais de cinco mil itens, entre pinturas, gravuras, desenhos, guaches e estudos, material importante para a pesquisa sobre o artista. O acervo compreende vários períodos da produção do artista. Entre elas, as pinturas Retrato de Werner Amacher (1943); Autorretrato (ca. 1943); Retrato de Maria (1943) e a gravura Formação de Carretéis (1960).

O segundo núcleo do acervo é a parte documental, com mais de 20 mil itens, entre eles: catálogos, revistas, recortes de jornais e fotografias, além de documentos pessoais como correspondências e cadernos de notas. Por meio do projeto Acervo Digital, a Fundação disponibiliza a pesquisadores e estudantes o acesso a esse material e demais informações sobre as obras do acervo. Em 2000, inicia a catalogação da obra de Iberê Camargo, com o objetivo de colaborar nas pesquisas sobre a produção artística. Em 2016, lança uma plataforma de acesso ao Acervo Digital, em trabalho integrado com o Programa Educativo, para ampliar o conhecimento e facilitar o acesso à e sobre a obra do artista.

A instituição promove exposições com base no acervo permanente, contando, a cada ano, com um curador convidado. Em 1999, inicia-se o Programa Escola, destinado à rede de ensino pública e privada, e é inaugurada a Primeira Mostra da Fundação Iberê Camargo, com curadoria de Maria Amélia Bulhões (1949).

Entre as exposições, podem ser destacadas: Iberê Camargo: Caminhos de uma Poética (2000); Xico, Vasco e Iberê – o Ponto de Convergência (2012) e Iberê Camargo: Diálogos no Tempo (2016 - 2017).

A instituição realiza, ainda, exposições temporárias de artistas contemporâneos e mostras coletivas, dentre as quais podem ser destacadas: Jorge Guinle: Belo Caos (2008); Iole de Freitas (2008); Dentro do Traço, Mesmo (2009); Desenhar no Espaço: Artistas Abstratos do Brasil e da Venezuela na Coleção Patrícia Phelps de Cisneros (2010) e Mil e Um Dias e Outros Enigmas (2011), sobre a artista visual Regina Silveira (1939).

O ateliê de gravura do artista, com objetos de trabalho e a prensa para gravuras, é recriado e pode aberyo à visitação. Por meio do Programa Artista Convidado, são recebidos vários artistas na Fundação, que  desenvolvem projetos em gravura. Por meio da Bolsa Iberê Camargo, a Fundação incentiva a produção de artistas contemporâneos, permitindo-lhes o aperfeiçoamento em um centro de estudos artísticos no exterior. Em 2010, a instituição realiza a mostra Convivências: Dez Anos da Bolsa Iberê Camargo, com o objetivo de preservar a memória desse programa.

Obras 10

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Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Auto-Retrato

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Auto-Retrato

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Dado Cor-de-Rosa

Óleo sobre madeira
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Desdobramento

Óleo sobre tela

Exposições 37

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Mostras audiovisuais 1

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Oficinas 1

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Palestras 4

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Fontes de pesquisa 8

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