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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Casa França-Brasil

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 28.05.2020
29.03.1990 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
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Fundação Casa França-Brasil

Histórico

Localizada na rua Visconde de Itaboraí, 78, na região central da cidade do Rio de Janeiro, a Casa França-Brasil é inaugurada em 29 de março de 1990 como um espaço cultural voltado para diversas manifestações artísticas, como artes visuais, cinema, vídeo, quadrinhos, música, multimídia e outras. A exposição que marca o início das atividades da instituição, Par Dela Par de Ça, apresenta imagens iconográficas do Brasil na França nos séculos XVII e XVIII e aponta sua vocação primeira - o estreitamento das relações entre os dois países. O projeto de utilização do edifício para fins culturais é concebido em 1983 por Darcy Ribeiro (1922 - 1997), secretário de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, e viabilizado um ano depois por um convênio entre os ministérios da Cultura brasileiro e francês. As obras de restauro, a cargo de equipes especializadas, que trabalham a partir das plantas originais, são realizadas com apoio da Secretaria da Cultura, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan, Fundação Pró-Memória, Ministério da Cultura da França, Fundação Roberto Marinho e Rodhia.

Um projeto de utilização do espaço - para múltiplas funções culturais - é concebido pelo museólogo francês Pierre Castel e uma equipe brasileira, em 1989. A Sala de Cinema e Vídeo Henri Langlois, que procura exibir produções fora do circuito comercial, é inaugurada em 1992 . Em 1994, o setor de multimeios é ampliado, com a organização e a informatização da videoteca e da biblioteca, e geração de ampla base de dados para consultas, que podem ser feitas em cabines individuais, CD-ROMs e banco de dados eletrônicos. A Casa conta ainda com uma loja e um bistrô.

Contar e divulgar a história do imponente solar neoclássico, projetado por Grandjean de Montigny (1776 - 1850), integrante da Missão Artística Francesa de 1816 e professor da Academia Imperial de Belas Artes - Aiba, é parte dos objetivos educativos, que envolvem atividades de pesquisa e visitas monitoradas. O edifício, com sólidas paredes, colunas e clarabóias é o primeiro atrativo oferecido ao visitante. Considerado um dos primeiros registros do estilo neoclássico no Brasil, o solar traz as marcas de um modelo arquitetônico amparado em equilíbrio, clareza e proporção. Encomendado por dom João VI (1767 - 1826) em 1819, e inaugurado em 13 de maio de 1820, o projeto arquitetônico de Montigny é elaborado visando à instalação da primeira Praça do Comércio da cidade do Rio de Janeiro.

Funcionando então como importante centro comercial do império, é palco do episódio conhecido como "Açougue dos Bragança" (21 de abril de 1821), em que tropas do futuro imperador Pedro I (1798 - 1834) invadem o local e dispersam uma manifestação a favor da permanência da corte portuguesa no país. Em 1824, o prédio passa a sede da Alfândega e, em 1852, conhece as primeiras reformas e remodelações, a cargo do engenheiro brasileiro André Rebouças e do arquiteto português Raphael de Castro. Embora reconhecido, em 1938, pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Sphan como edificação de valor arquitetônico inquestionável, o prédio, transformado em depósito após a transferência da Alfândega, e em processo visível de deterioração, passa por novas reformas em 1951. Entre 1956 e 1978, o solar abriga o II Tribunal do Júri.

A Casa França-Brasil sedia exposições individuais de artistas nacionais e estrangeiros, iniciantes e consagrados, mostras de pintura, escultura, fotografia, charges, instalações e outras. A literatura e o teatro também são tema de exposições.

Espetáculos 1

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Exposições 47

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Fontes de pesquisa 4

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  • FUNDAÇÃO CASA FRANÇA-BRASIL. Site da Instituição, 2006. Disponível em: [http://www.fcfb.rj.gov.br/]. Acesso em: jul. 2006.
  • FUNDAÇÃO Casa França-Brasil: catálogo de eventos. Tradução Heloisa Martins Costa, Angela Leite Lopes. Rio de Janeiro: Fundação Casa França Brasil. 48 p. il, p&b, color.
  • MORAIS, Frederico. Cronologia das artes plásticas no Rio de Janeiro: da Missão Artística Francesa à Geração 90: 1816-1994. Rio de Janeiro: Topbooks, 1995.
  • Sources Recherche.

Como citar

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