Ordenação

Tipo de Verbete

Filtros

Áreas de Expressão
Artes Visuais
Cinema
Dança
Literatura
Música
Teatro

Período

A Enciclopédia é o projeto mais antigo do Itaú Cultural. Ela nasce como um banco de dados sobre pintura brasileira, em 1987, e vem sendo construída por muitas mãos.

Se você deseja contribuir com sugestões ou tem dúvidas sobre a Enciclopédia, escreva para nós.

Caso tenha alguma dúvida, sugerimos que você dê uma olhada nas nossas Perguntas Frequentes, onde esclarecemos alguns questionamentos sobre nossa plataforma.

Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Museu da Gravura Cidade de Curitiba

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 19.07.2022
1989 Brasil / Paraná / Curitiba
Localizado em edifício tombado pelo patrimônio histórico - hoje Centro Cultural Solar do Barão -, na rua Presidente Carlos Cavalcanti, 533, no centro, o Museu da Gravura da Cidade de Curitiba está voltado especificamente para a gravura em suas diferentes modalidades - xilogravura, litografia, gravura em metal e serigrafia -, divulgando a produçã...

Texto

Abrir módulo

Histórico
Localizado em edifício tombado pelo patrimônio histórico - hoje Centro Cultural Solar do Barão -, na rua Presidente Carlos Cavalcanti, 533, no centro, o Museu da Gravura da Cidade de Curitiba está voltado especificamente para a gravura em suas diferentes modalidades - xilogravura, litografia, gravura em metal e serigrafia -, divulgando a produção nacional em geral e, sobretudo, novos nomes. O museu é inaugurado em 1989, ligado à Fundação Cultural de Curitiba - FCC, visando à organização de exposições, à pesquisa e à realização de cursos e oficinas para incentivar a produção na área.

Além do setor de documentação, com informações sobre gravadores do Brasil e do exterior, o museu conta com biblioteca especializada e salas de exposições (para mostras de longa e curta duração). O setor educativo inclui cursos regulares, a cargo de artistas convidados e atendimento especial para escolas. As atividades de pesquisa articulam-se às mostras realizadas pela instituição, com peças do acervo, coletivas e/ou individuais. O acervo do museu conta com cerca de 2.600 obras de artistas nacionais e estrangeiros, adquiridas por doações e compras. Uma forma freqüente de aquisição de obras dada pelo Prêmio Cidade de Curitiba, concedido na Mostra de Gravura da Cidade de Curitiba, realizada regularmente no museu. Fazem parte do acervo obras de renomados representantes da arte moderna do século XX - Pablo Picasso (1881 - 1973), Louise Bourgeois (1911) e Andy Warhol (1928 - 1987) - e trabalhos de artistas brasileiros, como Oswaldo Goeldi (1895 - 1961), Amilcar de Castro (1920 - 2002), Cildo Meireles (1948), Mira Schendel (1919 - 1988), Poty (1924 - 1998).

No decorrer dos anos, o museu expõe obras de gravadores nacionais consagrados - Evandro Carlos Jardim (1935), Carlos Oswald (1882 - 1971), Marcelo Grassmann (1925) e Lívio Abramo (1903 - 1992) - e trabalho de artistas conhecidos não apenas como gravadores, Iberê Camargo (1914 - 1994), por exemplo. Nomes de novas mas já consolidadas gerações de gravadores - como Cláudio Mubarac (1959), Laurita Salles (1952), Ubirajara Ribeiro (1930 - 2002), Marcio Pannunzio (1958), entre outros - passam em algum momento pelo museu, também abre espaço para artistas relativamente novos, como Juliane Fungatti, Luciano Bortolleto e Elisa Iop. Além das exposições, são realizados lançamentos de livros e catálogos. Em 2006, por exemplo, é publicado o volume em homenagem a Calderari (1939), importante gravador curitibano, com texto da crítica Nilza Procopiak, acompanhando retrospectiva do artista. Programas especiais, como o Projeto Tamarind (em parceria com o Instituto norte-americano Tamarind), são responsáveis pela ida de artistas-bolsistas brasileiros como Alex Cerveny (1963), Cláudio Mubarac e Bernardette Panek (1958) ao exterior e pela realização de mostras como a Exposição Projeto Tamarind, que apresenta os trabalhos produzidos pelos artistas selecionados pelo programa (1993).

O Museu da Gravura da Cidade de Curitiba, ao lado do Museu de Arte Contemporânea do Paraná - MAC/PR, funciona como um importante canal de divulgação da produção contemporânea, dedicando especial atenção aos artistas locais. A importância da gravura na cidade remonta a criação, em 1951, do Centro de Gravura do Paraná - na esteira da experiência dos Clube de Gravura de Porto Alegre, 1950 e de Bagé, 1951, que lança nomes como os de Nilo Previdi (1913 - 1982) e Alcy Xavier (1933). Esse coletivo tem papel destacado na renovação da cena artística curitibana, ao lado da revista Joaquim (1946-1948), do ateliê da artista Violeta Franco (1931) e da galeria Cocaco, 1957, todos eles espaços de encontro, debates e reflexões sobre os caminhos da arte moderna e contemporânea em Curitiba.

Exposições 50

Abrir módulo

Fontes de pesquisa 4

Abrir módulo
  • GRAVURAS em metal. Curitiba: Museu da Gravura. , il. p&b.
  • LOURENÇO, Maria Cecília França (org.). Guia de museus brasileiros. São Paulo: Edusp: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2000. 498 p., il. color. (Uspiana Brasil 500 anos).
  • NADOR, Mônica. Gravuras em colaboração com James Lax. Curitiba: Museu da Gravura, 1995. f. dobrada, il. color.
  • OS CLUBES de Gravura do Brasil. Curadoria Carlos Scliar. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 1994.

Como citar

Abrir módulo

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo: