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Centro Cultural Banco do Brasil

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 19.10.2021
12.10.1989 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) é criado com a intenção de promover o acesso da população à cultura e às artes. Possui unidades em quatro capitais no Brasil: Rio de Janeiro (1989), Brasília (2000), São Paulo (2001) e Belo Horizonte (2013).

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Histórico

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) é criado com a intenção de promover o acesso da população à cultura e às artes. Possui unidades em quatro capitais no Brasil: Rio de Janeiro (1989), Brasília (2000), São Paulo (2001) e Belo Horizonte (2013).

O CCBB incentiva e patrocina projetos nas áreas de artes visuais, audiovisual, dança, cinema e teatro. Entre seus objetivos, estão a formação de novos públicos para as artes, a democratização do acesso a elas e o incentivo à cultura. Para atender a esses objetivos, a maior parte dos eventos são gratuitos ou a preços populares, como espetáculos de música e teatro. Na instituição, também promovem-se debates sobre temas culturais ou exposições, que podem resultar em catálogos ou outras publicações.

O CCBB apoia projetos oriundos de todas as regiões do país, nas áreas de artes plásticas, artes cênicas (dança e teatro) e música. Eles são avaliados e selecionados por especialistas e submetidos à apreciação do Ministério da Cultura. 

Os edifícios que abrigam as sedes dos centros culturais do Banco do Brasil são importantes do ponto de vista histórico e arquitetônico. O CCBB Rio de Janeiro, instalado na rua Primeiro de Março, ocupa um imóvel de arquitetura neoclássica, cuja construção remonta a 1880, projeto de Francisco Joaquim Bethencourt da Silva (1831-1911). O edifício, inaugurado em 1906 como sede da Associação Comercial, é adquirido em 1920 e passa a ser a sede do Banco do Brasil até 1960, quando se torna agência da instituição. No fim da década de 1980, é iniciada a reforma do prédio para sediar o centro cultural, inaugurado em 1989. Assim como ocorre em São Paulo, insere-se em um programa de revitalização do centro histórico da cidade. A reforma procura resgatar o valor arquitetônico do prédio, com a preservação de elementos decorativos. 

O CCBB de Brasília é instalado em edifício projetado por Oscar Niemeyer (1097-2012), utilizado, inicialmente, para a formação de funcionários e inaugurado como centro cultural em 2000. 

A sede do CCBB de Belo Horizonte tem construção iniciada em 1926, projeto do arquiteto Luiz Signorelli (1896-1964), fundador da Escola de Arquitetura da Universidade de Minas Gerais. O edifício é sede da Secretaria de Segurança e Assistência Pública e, na sequência, ocupado por outros órgãos do governo. Em 2009, em uma parceria da instituição e do governo do Estado de Minas Gerais, é iniciada a reforma do imóvel para a criação do centro cultural, inaugurado em 2013. Compreende uma galeria que ocupa três andares, sala multiuso para atividades de música e cinema, teatro e um pavilhão de vidro, com vão central de 392 m². Integra o Circuito Liberdade, conjunto de edifícios que oferecem atividades culturais, ligadas às artes e ao lazer em Belo Horizonte. 

A sede de São Paulo ocupa um edifício construído em 1901, na rua Álvares Penteado, 112, esquina com a rua da Quitanda, no centro histórico da cidade. Comprado em 1923 pelo Banco do Brasil, é reformado em 1927, com projeto de autoria do engenheiro e arquiteto Hippolyto Gustavo Pujol Júnior (1880-1952). O edifício possui estilo eclético, com características dos estilos neoclássico, Art Noveau e Art Déco. É exemplo da arquitetura do início do século XX. Considerado moderno em sua época, sobretudo para uma agência bancária, tem espaços amplos, elevador e um grande cofre que ocupa o subsolo. Destaque para a claraboia central. Sua estrutura é de concreto armado e grande parte dos materiais tem procedência estrangeira. É o primeiro edifício próprio do Banco do Brasil na cidade e funciona como agência bancária até 1996. Em outubro de 1999, começa a reforma para abrigar o centro cultural. O projeto é do arquiteto Luiz Telles (1943-2014), que procura manter as características da arquitetura do início do século. Inicia-se assim restauro e adaptação do edifício, aberto ao público em  2001. Em 2004, o imóvel é tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Arqueológico e Turístico de São Paulo (Condephaat) e pelo Departamento do Patrimônio Histórico/Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (DPH/Conpresp). 

O CCBB apresenta exposições temporárias em todas as unidades e uma permanente, na do Rio de Janeiro, que contém parte do acervo do Banco do Brasil, constituído por cerca de 38 mil peças, entre moedas e cédulas. O Museu do Banco do Brasil possui também peças de mobiliário e objetos provenientes da antiga agência.

O CCBB tem obtido destaque, entre outras atividades, por apresentar mostras de artes que estão entre as mais visitadas pelo público no país. Entre elas, destacam-se: O Mundo Mágico de Escher (2011); Impressionismo: Paris e a Modernidade: Obras-Primas do Museu D'Orsay (2012); Mestres do Renascimento: Obras-Primas Italianas (2013) e Mondrian e o Movimento De Stijl (2016). A maioria das exposições transita entre as sedes da instituição.

Espetáculos 77

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Espetáculos de dança 1

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Exposições 249

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Mostras 1

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Mostras audiovisuais 5

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Fontes de pesquisa 5

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  • BANCO do Brasil. Site Oficial da Instituição. Disponível em: [http://www.bb.com.br/appb/portal/bb/crt2/MarkCultural.jsp]. Acesso em: 20 nov. 2006.
  • CCBB São Paulo: um passeio pela história. São Paulo: CCBB Educativo, 2010. Acesso em 5 set. 2017.
  • MENDONÇA, Yole Maria de. A contribuição das grandes exposições para o desenvolvimento de público de centros culturais: o caso do CCBB. Dissertação (Mestrado em Bens Culturais e Projetos Sociais), Rio de Janeiro, CPDOC – Fundação Getúlio Vargas, 2017. Acesso em 5 set. 2017.
  • Memorial descritivo – projeto de Gustavo Pujol. Seção de Manuscritos, Arquivo Municipal Washington Luis, Fundo: Diretora de Obras e Viação, Grupo 2. seção, Série Obras Públicas – Edificações, Processo 0022486/1925, fls 06-08. Acesso em 5 set. 2017.
  • Site do Cultura Banco do Brasil. Disponível em: < http://culturabancodobrasil.com.br/ >. Acesso em 5 set. 2017.

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