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Artes visuais

Fundação Nacional de Artes

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 23.07.2020
1975
A Fundação Nacional de Artes (Funarte), criada em 1975, é o órgão do Governo Federal responsável  pelo incentivo e desenvolvimento de políticas públicas de fomento às artes visuais, teatro, dança, música e circo. Entre seus objetivos destacam-se o apoio à produção artística e à pesquisa, a preservação da memória da cultura e das artes e a formaç...

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Histórico

A Fundação Nacional de Artes (Funarte), criada em 1975, é o órgão do Governo Federal responsável  pelo incentivo e desenvolvimento de políticas públicas de fomento às artes visuais, teatro, dança, música e circo. Entre seus objetivos destacam-se o apoio à produção artística e à pesquisa, a preservação da memória da cultura e das artes e a formação de público no Brasil.
Inicialmente, a Funarte atua junto com o Instituto Nacional de Folclore (INF), a Fundação Nacional de Artes Cênicas (Fundacen) e a Fundação do Cinema Brasileiro (FCB). Essas instituições, ligadas ao Ministério da Educação e Cultura, transformam-se em Ministério da Cultura. 

Em 1990, a Funarte é extinta pelo governo Fernando Collor. Pouco tempo depois, é recriada com o mesmo nome. Atualmente, procura abarcar, em seus programas de incentivo, várias áreas da criação contemporânea. 

A Funarte abrange espaços culturais como o Centro de Documentação (Cedoc), Teatro Paschoal Carlos Magno, Teatro Cacilda Becker e Teatro Dulcina no Rio de Janeiro; Centro de Convivência Waly Salomão, Galeria Flávio de Carvalho, Galeria Mario Schenberg, Sala Guiomar Novaes e Teatro de Arena Eugênio Kusnet em São Paulo; Galeria Funarte Fayga Ostrower e Teatro Funarte Plínio Marcos no Distrito Federal. Esses espaços, além de fundamentais para o desenvolvimento de atividades artísticas e teatrais, possuem também valor histórico.

O Teatro Funarte Plínio Marcos é inaugurado em 1991 com o nome de Casa do Teatro Amador, e tem projeto de Oscar Niemeyer (1907-2012). Localizado ao lado da Sala Funarte Cássia Eller, integra importante corredor cultural em Brasília. 

No Rio de Janeiro, pode ser mencionado o Teatro Cacilda Becker, no bairro do Catete que, desde 1991, é dedicado aos espetáculos de dança. O local, administrado pela Funarte, está aberto a companhias de dança de todo o país e a seleção ocorre mediante editais de concorrência pública. Na mesma cidade, o Teatro Dulcina, localizado na Cinelândia, é um espaço destinado a companhias teatrais.

Em São Paulo, destacam-se: a Galeria Mario Schenberg, criada em 1980, dedicada a exposições artísticas e a Sala Guiomar Novaes, em atividade desde 1978, que recebe apresentações de música popular e erudita. Também o Teatro de Arena Eugênio Kusnet, que inclui as salas Augusto Boal e Umberto Magnani. A Sala Augusto Boal, aberta na década de 1950, é administrada pela Funarte desde o fim dos anos 1970. Mantém a concepção original, com o palco circular e as arquibancadas em formato de arena. Já a Sala Umberto Magnani, inaugurada em 2017, recebe exposições relacionadas às artes cênicas.

A Funarte também desempenha papel relevante no campo da fotografia no Brasil, em especial, em edição fotográfica, e abrange o Instituto Nacional da Fotografia. Colabora na ampliação de conhecimentos sobre fotografia, atuando em setores como: edição de catálogos e cadernos técnicos e edição de obras sobre a história da fotografia. É responsável pela edição de livros como: A Fotografia no Brasil, 1840-1900, de Gilberto Ferrez (1908-2000), e Origens e Expansão da Fotografia no Brasil, de Boris Kossoy (1941). Integrando a Coleção Luz & Reflexão, que publica textos de pesquisadores independentes e também pesquisas acadêmicas, são  lançados os livros: Fotografia: Universos e Arrabaldes, de Luis Humberto (1934); Poses e Trejeitos: a Fotografia e as Exposições na Era do Espetáculo, 1839-1889, de Maria Inez Turazzi e  A Fotografia Moderna no Brasil, de Helouise Costa (1960) e Renato Rodrigues da Silva, entre outros. A Coleção Cadernos Técnicos de Conservação Fotográfica, considerada referência na área, divulga normas e estudos de preservação de imagens fotográficas.

O centro de documentação (Cedoc), localizado no Rio de Janeiro, é especializado nas áreas de fotografia, teatro, dança, música e artes plásticas. No local, são mantidas coleções iconográficas, documentos sonoros e textuais. 

Entre as atividades da Funarte, pode ser destacado também, desde 2000, o Projeto Brasil, Memória das Artes, que disponibiliza parte da coleção de fotos, documentos, depoimentos e arquivos sonoros digitalizados para acesso público. Entre as bases disponíveis, constam os temas: Atores do Brasil, Augusto Boal, Cenário e Figurino, Família Viana, Nelson Rodrigues e Projeto Pixinguinha. Essa base de dados, traz informações sobre as principais atividades empreendidas pela Funarte. Pretende estender a públicos amplos o material relativo aos projetos e à memória da instituição e, a longo prazo, contextualizá-lo e integrá-lo à história cultural do país. 

A Funarte é responsável pela concessão de bolsas, prêmios e outras formas de estímulo em diversas áreas culturais. Mantém atividades importantes como: cursos de formação circense, disponibilização de acervos, publicação de livros e apoio a eventos culturais no país e no exterior. Em suas livrarias, é possível encontrar o material produzido pela instituição.

Exposições 7

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Fontes de pesquisa 4

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