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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Museu de Arte Contemporânea do Paraná

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 01.11.2022
11.03.1970 Brasil / Paraná / Curitiba
Reprodução fotográfica Sérgio Brenner

A Indiferença de Pedro Perante a Pedra, 1990
Daniel Acosta
Compensado laminado e pigmento

Instituído por decreto oficial de 11 de março de 1970, o Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC/PR) é uma instituição pública estadual cujos objetivos consistem em reunir e abrigar obras de artistas brasileiros, sobretudo paranaenses, para divulgar a produção contemporânea. A idéia de criação do museu, defendida por artistas e intelectuais d...

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Instituído por decreto oficial de 11 de março de 1970, o Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC/PR) é uma instituição pública estadual cujos objetivos consistem em reunir e abrigar obras de artistas brasileiros, sobretudo paranaenses, para divulgar a produção contemporânea. A idéia de criação do museu, defendida por artistas e intelectuais desde a década anterior, se concretiza na gestão do pintor Fernando Velloso (1930), à frente da Divisão de Planejamento e Promoções Culturais da Secretaria da Educação e Cultura do Paraná. Previsto inicialmente para ocupar o andar térreo do Teatro Guaíra - impossibilitado por causa de um incêndio no local -, o museu é oficialmente aberto ao público em 1971, em espaço provisório, na rua 24 de Maio. A sede atual, inaugurada em 27 de junho de 1974, está num prédio dos anos 1920, especialmente reformado para receber o museu, localizado na rua Desembargador Westphalen, 16, no centro de Curitiba. O edifício, que ocupa a área de 1.992 metros quadrados, é tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Paraná em 1978.

O museu conta com uma biblioteca especializada (livros e periódicos) em história e crítica de arte, um setor de pesquisas e documentação em arte contemporânea - com catálogos, fotos, slides e vídeos de artistas nacionais e internacionais - e salas especiais de exposições temporárias, individuais e coletivas. Realiza atividades culturais - encontros com artistas e críticos, além de ciclos de vídeos e palestras - e educativas, sobretudo visitas monitoradas para escolas e interessados. A divulgação do acervo é feita por meio de mostras temáticas periódicas. No museu são apresentadas edições da Mostra do Desenho Brasileiro (7ª e 8ª edições, 1986 e 1989, respectivamente), panoramas das artes plásticas no Paraná - por exemplo, Paraná Arte Agora -, a 1ª Mostra da Ilustração Paranaense, em 1997, e outras.

Entre as individuais, destacam-se a de Alberto Massuda (1925-2000), em 1972; Beralda Altenfelder (1961), em 1988; João Câmara (1944), em 1988, e a dedicada a Arcangelo Ianelli (1922-2009), em 1990. Com acervo de cerca de 1.300 obras, formado por trabalhos premiados nos salões oficiais e doações, o museu guarda trabalhos de artistas modernos e contemporâneos de diversas gerações e tendências, como Tomie Ohtake (1913-2015), Juarez Machado (1941), Käthe Kollwitz (1867-1945), Eliane Prolik (1960), Niculitcheff (1960), Daniel Acosta (1965), Fábio Noronha (1970), Regina Silveira (1939) e muitos outros.

O Salão Paranaense, evento tradicional de Curitiba instituído oficialmente em 1944, é promovido pelo MAC/PR desde a década de 1970, e a partir daí suas premiações passam a integrar o acervo permanente do museu. A história do Salão Paranaense é reveladora dos caminhos trilhados pela arte moderna e contemporânea no Estado, e nela se insere o projeto de criação do MAC/PR. Inteiramente dominado até meados da década de 1950 pelos alunos de Alfred Andersen (1860-1935)  - João Ghelfi (1890-1925), Lange de Morretes (1892-1954), Theodoro de Bona (1904-1990), Estanislau Traple (1898-1958), entre outros -, o Salão define o gosto e o debate local pela defesa de uma arte realista convencional, que passa ao largo dos debates sobre arte moderna levados a cabo no Rio de Janeiro e em São Paulo.

O Salão de 1957 é considerado um marco na história das mostras e da arte moderna em Curitiba. Alvo de críticas e contestação pelas novas gerações, o evento assiste à retirada de parte das obras expostas pelos artistas comprometidos com as vanguardas abstratas, que as levam para serem exibidas em exposição paralela. O episódio, de grande repercussão na imprensa, ficou conhecido como o "Salão dos pré-julgados". A partir desse momento, o perfil do Salão Paranaense se altera, o que pode ser observado pelas mostras realizadas na década de 1960, cada vez mais abertas à arte abstrata, às novas experimentações e linguagens.

Representam papel decisivo na renovação artística da cidade a revista Joaquim (1946-1948), o ateliê da artista Violeta Franco (1931-2006), o Centro de Gravura do Paraná, 1951, e a galeria Cocaco, 1957, todos eles espaços de encontro, debates e reflexões sobre os caminhos da arte moderna e contemporânea. Fernando Velloso, Juarez Machado, Domício Pedroso (1930), Euro Brandão (1924-2000) e outros, assistidos de perto por Guido Viaro (1897-1971) e Paul Garfunkel (1900-1981), também se destacam na renovação da cena artística curitibana.

Obras 2

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Exposições 213

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Instalações 1

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Palestras 1

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Fontes de pesquisa 4

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  • FREITAS, Artur. "A consolidação do moderno na história da arte do Paraná - anos 50 e 60", Revista de História Regional 8(2): 87- 124, 2003. Disponível em: [http://www.uepg.br/rhr/v8n2/]. Acesso em: junho 2006.
  • LOURENÇO, Maria Cecília França (org.). Guia de museus brasileiros. São Paulo: Edusp: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2000. 498 p., il. color. (Uspiana Brasil 500 anos).
  • MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DO PARANÁ. Disponível em: [http://http://www.pr.gov.br/mac/]. Acesso em: junho 2006.
  • SALÃO PARANAENSE, 35 anos. Depoimentos sobre 35 anos do Salão. Curitiba, MAC/ PR.

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