Ordenação

Tipo de Verbete

Filtros

Áreas de Expressão
Artes Visuais
Cinema
Dança
Literatura
Música
Teatro

Período

Temas

A Enciclopédia é o projeto mais antigo do Itaú Cultural. Ela nasce como um banco de dados sobre pintura brasileira, em 1987, e vem sendo construída por muitas mãos.

Se você deseja contribuir com sugestões ou tem dúvidas sobre a Enciclopédia, escreva para nós.

Caso tenha alguma dúvida, sugerimos que você dê uma olhada nas nossas Perguntas Frequentes, onde esclarecemos alguns questionamentos sobre nossa plataforma.



Enciclopédia Itaú Cultural

Fundação Eva Klabin

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 11.08.2021
A Fundação Eva Klabin criada em 1990, tem como finalidade criar e manter um museu e desenvolver atividades culturais, como exposições, ciclos de conferências, cursos, palestras, concertos musicais e publicações. Instalada na antiga residência de Eva Klabin (1903 - 1991) e de seu marido, o advogado e jornalista, Paulo Rapaport, está localizada na...

Texto

Abrir módulo

Histórico

A Fundação Eva Klabin criada em 1990, tem como finalidade criar e manter um museu e desenvolver atividades culturais, como exposições, ciclos de conferências, cursos, palestras, concertos musicais e publicações. Instalada na antiga residência de Eva Klabin (1903 - 1991) e de seu marido, o advogado e jornalista, Paulo Rapaport, está localizada na rua Epitácio Pessoa, 2480, à beira da lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. O imóvel adquirido pelo casal em 1952, passa por uma longa reforma na década de 1960, para melhor abrigar a coleção de arte que Eva Klabin inicia, ainda na adolescência, ao adquirir duas pinturas de paisagem do pintor holandês, do século XVII, Glauber.

A idéia de criar a Fundação nasce do desejo de Eva Klabin - filha do industrial de papel e celulose Hessel Klabin -, de deixar, após sua morte, sua coleção de arte e objetos raros, que datam desde o Egito antigo até o século XIX, à cidade do Rio de Janeiro. Oficialmente inaugurada em 1995, tem o cientista político Helio Jaguaribe como presidente e o crítico de arte Paulo Herkenhoff como curador.

A coleção, que ao todo soma mais de mil peças, constitui-se de pinturas, esculturas, mobiliários, tapetes orientais, pratarias e outros objetos de arte decorativa. Comprada aos poucos, de antiquários ou particulares, no Brasil e em várias viagens que realiza pela Europa, Estados Unidos e China, está organizada pela fundação da seguinte maneira: coleção egípcia, coleção greco-romana, coleção italiana - adquirida após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) -, coleção francesa, coleção inglesa - adquirida entre 1952 e 1959, coleção flamenga e holandesa, coleção oriental, coleção pré-colombiana e coleção de artes aplicadas, com objetos de arte decorativa, tecidos e vestuário. As obras não estão expostas por critérios rígidos de classificação, nem cronológicos ou de procedência. Encontram-se dispostas, pelos dez ambientes da casa - Hall principal, Sala Renascença, Sala Inglesa, Sala de Jantar, Sala Chinesa, Hall superior, Sala Verde, Boudoir, Quarto de Dormir  e o Jardim -, de acordo com critérios subjetivos da colecionadora.   

Dentre as obras de pintura do acervo destacam-se pinturas do Renascimento Italiano, como Madona, Menino e São João Batista, atribuída a Botticelli (1444 - 1510); a Virgem com Menino, de Benedetto de Maiano (1442 - 1497); do período maneirista, Retrato de Nicolaus Padavinus, de Tintoretto (1518 - 1594) e do barroco italiano, Meninos Pescando, de Giovanni Francesco Romanelli (1610 - 1662).

Na Sala de Jantar encontram-se obras de mestres da pintura holandesa e flamenga, do século XVII, como o retrato Magistrado Rodeado de Livros, 1654, de Govaert Flinck (1615 - 1660). Há ainda uma natureza-morta e algumas paisagens de pintores como Pieter Steenwyck, (s.d. - 1654) Willem Dubois, Glauber, Herman Nauwincx, Hercule Segher e Philips Wouwerman.   

Da produção inglesa destacam-se retratos e paisagens do século XVIII. O estudo para o Retrato de Lady Caroline, de Joshua Reynolds (1723 - 1810); o retrato de Mrs. Williams, née Currie, como Santa Cecília, de Thomas Lawrence (1769 - 1830); o Retrato de Homem, de Lemuel Francis Abbot (1760 - 1803); o Retrato de Mr. Critchley, de George Romney (1734 - 1802); o Retrato de uma Jovem Dama, de John Hoppener (1758 - 1810) e uma paisagem de Thomas Gainsborough (1722 - 1788).

Os séculos XIX e XX são representados por duas obras de Nicolas Taunay (1755 - 1830); o quadro Effet de Neige à Èragny, de Camille Pissaro (1830 - 1903); o Retrato de Mulher, de Marie Laurencin (1885 - 1955). Também fazem parte de sua coleção duas telas de Lasar Segall (1891 - 1957), Lucy na Rede, pintado na década de 1940, e um retrato de Eva Klabin aos 4 anos, com sua mãe, pintado a partir de uma fotografia.  

A Fundação mantém também um jardim cujo projeto paisagístico de Burle Marx (1909 - 1994) data da reforma do imóvel na década de 1960. Em 2002 o jardim passa por uma intervenção, mas mantém a vegetação, o lago com carpas e o piso de granito do projeto original.

Exposições 38

Abrir módulo

Fontes de pesquisa 2

Abrir módulo
  • Fundação Eva Klabin. Disponível em: [http://www.evaklabin.org.br]. Acesso em: 15 set. 2006.
  • UNIVERSOS sensíveis: as Coleções de Eva e Ema Klabin. Curadoria Márcio Doctors, Paulo de Freitas Costa. São Paulo: Pinacoteca do Estado; Rio de Janeiro: MNBA, 2004.

Como citar

Abrir módulo

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo: