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Enciclopédia Itaú Cultural

Mobilização Dança

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 17.12.2020
10.2002
Brasil / São Paulo / São Paulo
Mobilização Dança é um movimento de organização coletiva e suprapartidária, sem constituição jurídica, caráter corporativo ou finalidade representativa de categoria profissional, fundado na cidade de São Paulo, em outubro de 2002. O movimento destina-se a discutir e subsidiar planos de políticas públicas para a dança contemporânea no município d...

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Definição

Mobilização Dança é um movimento de organização coletiva e suprapartidária, sem constituição jurídica, caráter corporativo ou finalidade representativa de categoria profissional, fundado na cidade de São Paulo, em outubro de 2002. O movimento destina-se a discutir e subsidiar planos de políticas públicas para a dança contemporânea no município de São Paulo. Devido à atuação bem-sucedida, o Mobilização participa de discussões nos âmbitos estadual e federal, junto aos poderes legislativo e executivo.

Inicialmente, fazem parte da executiva do movimento os profissionais da dança Sofia Cavalcante (1955), Eliana Cavalcante (1958), José Maria Carvalho (1957), Cecília Arruda, Marcos Moraes (1967), Fabiana Britto (1963) e Raul Rachou (1951). Posteriormente, outros colaboradores se agregam: Isabel Marques (1964), Fábio Brazil, Solange Borelli, Wolfgang Pannek (1964), Maura Baiocchi (1956), Mirtes Calheiros e Ederson Lopes [1]

O movimento é gerido pela participação espontânea de artistas da dança, dançarinos, coreógrafos, professores, críticos, gestores, jornalistas, produtores culturais, curadores e apoiadores. É criado para auxiliar na implementação e acompanhamento de programas de políticas culturais para a dança, utilizando recursos não contingenciáveis, com foco na dança contemporânea. Busca fomentar ações coletivas, diagnosticar demandas da classe, discutir as condições do trabalhador de dança, captar recursos para o setor e participar de processos decisórios políticos. Procura democratizar o acesso aos recursos destinados à cultura por meio de editais públicos e mecanismos de difusão, seleção e acompanhamento do uso destes recursos pela sociedade civil. Representa a categoria da dança na cidade de São Paulo, e promove ações em âmbito estadual e federal, articulando-se com outros movimentos e fóruns. 

Todas as ações são discutidas em assembleia. A primeira delas, a elaboração de um edital de circulação de 35 grupos de dança contemporânea por teatros municipais e Centros Educacionais Unificados (CEUs). Também a criação de um espaço destinado exclusivamente à dança, o Centro de Dança Umberto da Silva, uma homenagem ao bailarino, professor e coreógrafo morto em 2008.

O Movimento participa da aprovação do projeto de Lei de Fomento à Dança [2] para a cidade de São Paulo de 2005. Apesar de ser uma vitória da classe, o Mobilização Dança precisa garantir, ao final de cada ano, que a verba destinada ao Fomento não seja diminuída. Até 2011, o Movimento organiza, na Câmara dos Vereadores de São Paulo, três seminários para avaliação do Fomento. 

Apoia e reivindica, junto à Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, o Programa Dança Vocacional. Uma das metas do programa é orientar grupos de formação em mais de 40 locais da cidade envolvendo CEUs, Casas de Cultura, bibliotecas e teatros municipais. O Mobilização Dança também integra o grupo de trabalho que reúne setores artísticos para discutir o projeto do Fundo Estadual de Arte e Cultura na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Demonstra constante preocupação com o panorama da dança contemporânea paulistana e atenção às políticas culturais estadual e federal. 

O Mobilização Dança contribui para o desenvolvimento do setor em áreas de atuação, como pesquisa, produção, circulação e memória. É decisivo na discussão sobre a reforma e o destino do Teatro Itália, que passa a se chamar Teatro da Dança (TD), em 2006. Com a reforma do Teatro Sérgio Cardoso, em 2011, o TD passa a ocupar a sala Paschoal Carlos Magno. 

Colabora com as discussões sobre o antigo Programa de Ação Cultural (PAC), atual ProaC, com programas de pesquisa e produção por editais concebidos em parceria com o Conselho Estadual de Entidades. Na esfera federal, o Mobilização Dança contribui com a criação da Câmara Setorial de Dança e com os programas Caravana Funarte de Circulação e Prêmio Klauss Vianna, realizados por meio de editais públicos. 

Em 2011, a executiva do movimento é composta por: Cecília Arruda, Eliana Cavalcante, Fábio Brazil, Fernando Lee, José Maria Carvalho, Isabel Marques, Sofia Cavalcante e Wolfgang Pannek.

 

Nota

1. CAVALCANTE, Sofia. Informações obtidas por meio de entrevista concedida, via skype, em 17 de agosto de 2011.

2. Cabe ressaltar que a Lei de Fomento, apesar de sancionada, tem itens vetados relativos à autorregulamentação e ao orçamento. 

Fontes de pesquisa 4

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  • CAVALCANTE, Sofia; CAVALCANTE, Eliana. Eliana Cavalcante e Sofia Cavalcante. [Entrevista cedida a] Gilsarama Mouro, via skype, pelas integrantes da Executiva do Movimento Mobilização Dança. Salvador, 17 ago. 2011.
  • IDANÇA.net. Portal de notícias sobre a dança brasileira e internacional. Disponível em: www.idanca.net. Acesso em: 30 nov 2011.
  • PARACATUZUM: arte, cultura, pensamento. Disponível em: www.paracatuzum.com.br. Acesso em: 30 nov 2011.
  • PREFEITURA de São Paulo. Secretaria Municipal de Cultura de SP. Disponível em: www.prefeitura.sp.gov.br. Acesso em: 30 nov 2011.

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