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Enciclopédia Itaú Cultural

Arte Ciência no Palco (ACP)

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 09.11.2017
1999
O núcleo Arte Ciência no Palco (ACP) é formado pelo ator e produtor Carlos Palma (1958) e pela produtora Adriana Carui. Surge em 1999, depois da encenação do espetáculo Einstein (1998), escrito pelo canadense Gabriel Emanuel e dirigido por Sylvio Zilber (1936).  Influenciado pelas ideias científicas e filosóficas do físico alemão Albert Einstein...

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Histórico

O núcleo Arte Ciência no Palco (ACP) é formado pelo ator e produtor Carlos Palma (1958) e pela produtora Adriana Carui. Surge em 1999, depois da encenação do espetáculo Einstein (1998), escrito pelo canadense Gabriel Emanuel e dirigido por Sylvio Zilber (1936).  Influenciado pelas ideias científicas e filosóficas do físico alemão Albert Einstein (1879-1955), o grupo investiga a relação da arte com a ciência por meio do teatro, com base em sua capacidade de envolver e emocionar. Para o ACP, mostrar os conflitos éticos e as consequências dos avanços da ciência é uma forma de compreender suas implicações gerais e particulares na sociedade atual. 

As montagens do repertório, tendo a ciência natural como base, proporcionam discussões sobre as novas tecnologias e as respectivas consequências para o ser humano. Em Einstein, peça que dá origem ao núcleo, vários aspectos da personalidade do gênio são evidenciados. Narra a história do maior cientista do século XX e discute o poder e a ciência, opondo-se contra o terror das guerras e a opressão e a violência. A encenação rende a Carlos Palma o Prêmio Mambembe/Funarte de melhor ator em 1998.

Da Vinci Pintando o Sete (2000), segunda encenação do ACP, destinada a “crianças que ainda não perderam a imaginação”1, aborda o gênio da pintura Leonardo Da Vinci (1452-1519), visionário à frente de seu tempo. Copenhagen (2001) trata do encontro, em 1941, entre o dinamarquês Niels Bohr (1885-1962) e o alemão Werner Heisenberg (1901-1976), pais da física quântica e ganhadores do prêmio Nobel de Física em 1922 e 1932, respectivamente, para a construção da bomba atômica. A peça recebe o Prêmio Estímulo Flávio Rangel, o Prêmio Qualidade Brasil de melhor espetáculo, melhor direção, para Marco Antonio Rodrigues (1955), e indicação de melhor ator para Carlos Palma. Também é indicada para o Prêmio Shell nas categorias direção, cenografia, iluminação.

Perdida… (2002) propõe uma experiência cênica que conduz o espectador a confrontar a realidade com base nas dimensões propostas pela ciência e rende uma indicação ao Prêmio Shell de melhor ator para Oswaldo Mendes (1946). A matemática é o tema de Quebrando Códigos (2003) que aborda a figura trágica do britânico Alan Turing (1912-1954). Por sua atuação, Carlos Palma é indicado ao Prêmio Shell de melhor ator. Ampliando seu repertório sobre importantes cientistas do século XX, o ACP apresenta E Agora, Sr. Feynman? (2004), peça sobre o físico norte-americano Richard Feynman (1918-1988), prêmio Nobel em 1965 pelo trabalho referente à eletrodinâmica quântica. 20.000 Léguas Submarinas, Ufa! (2004), outra montagem infantil, resgata a obra clássica do francês Júlio Verne (1828-1905) com o propósito de trazer às crianças e adolescentes uma visão da “ficção científica de antecipação” do século XX. A peça recebe o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Artes (Apca) de melhor cenografia para Carlos Palma e o Prêmio Coca-Cola/Femsa na mesma categoria.

Inspirada em livro homônimo do físico Marcelo Gleiser (1959), A Dança do Universo (2005), reflete sobre a vida e as ideias de personagens fundamentais na aventura do conhecimento. Oxigênio O que Você Não Faria por Ele (2006) trata de questões sobre descobertas e a importância de ser o primeiro a realizá-las, alternando-se em 1777 e 2001, ano do centenário do Prêmio Nobel, quando a entidade decide lançar um Nobel retroativo às grandes descobertas anteriores ao estabelecimento do prêmio. 

As relações e conflitos do então jovem naturalista britânico Charles Darwin (1809-1882) com o capitão Robert Fitzroy (1805-1865) durante a histórica viagem do Beagle (1831-1836) são abordados em After Darwin, em 2007. Nesse mesmo ano o ACP encena Rebimboca & Parafuseta. Às vésperas de completar dez anos de atividades, o núcleo estreia, em 2008, seu 12º espetáculo: A Culpa É da Ciência. Fruto de criação coletiva, a peça trata das conquistas da ciência e da tecnologia e, com humor, reflete sobre os benefícios, riscos e responsabilidades que impõem aos seres humanos. 

O Arte Ciência no Palco, grupo residente no Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), procura atingir plateias que não frequentam as salas de teatro, por falta de oportunidade ou de recursos, por meio de projetos com as secretarias de Educação dos estados e municípios e com empresas privadas. Em 2009, desenvolve trabalho de pesquisa com grupos de teatro de Americana, interior de São Paulo, que resulta no espetáculo Anima Flex, dirigido por Carlos Palma. Reflete sobre o diálogo arte e ciência e a sua interferência no cotidiano dos indivíduos. Além de Palma e Adriana, integram o ACP Oswaldo Mendes, Adriana Dham, Monika Plöger, Sérgio Yamamoto, Vera Kowalska, Lilian Blanc, Edgar Bustamante (1972), Edson Alves, Selma Luchesi, Rogério Romera, Rosangela Desider e Glaciane Rocha.


Notas

1 ARTE Ciência no Palco. Site do grupo. Disponível em: < http://www.arteciencianopalco.com.br >. Acesso em: 2010.

Fontes de pesquisa 1

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