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Artes visuais

Re:combo

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 08.02.2017
2001 Brasil / Pernambuco / Recife
2008
Re:combo é um coletivo de artistas, formado em 2001 no Recife e permanece em atuação até 2008, quando publica uma nota em seu site declarando o encerramento de suas atividades. Sua origem está relacionada à iniciativa de um grupo de amigos que decide compor músicas coletivamente, mesmo sem tempo para realizar ensaios. Ao longo de sua atuação, pe...

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Análise

Re:combo é um coletivo de artistas, formado em 2001 no Recife e permanece em atuação até 2008, quando publica uma nota em seu site declarando o encerramento de suas atividades. Sua origem está relacionada à iniciativa de um grupo de amigos que decide compor músicas coletivamente, mesmo sem tempo para realizar ensaios. Ao longo de sua atuação, permite, por meio da comunicação digital, que qualquer pessoa utilize seus materiais e se assuma como membro do Re:combo. Demonstra, assim, sua perspectiva sobre colaboração coletiva e autoria partilhada. Como estratégia para compor em conjunto, sem a necessidade de encontros presenciais, decide gravar trechos e segmentos de música individualmente para, depois, intercambiar arquivos por meio de CDs. Essa mídia é rapidamente substituída pelo uso da Internet como meio mais cômodo para trocas. Com o tempo, disponibiliza, seus arquivos para que outros artistas interfiram no processo de criação.

O grupo reúne, ao longo de sua trajetória, um conjunto de músicos, DJs, programadores, designers, artistas plásticos, performers, VJs, videoartistas, advogados, jornalistas e acadêmicos trabalhando em rede, de forma colaborativa e descentralizada. Chega a ter mais de cem membros espalhados por diferentes cidades do Brasil, mantendo ativa uma rede de interações com artistas e pesquisadores de diversos países.

Com projetos de arte híbridos, transitando entre o analógico e o digital, o presencial e o virtual, o low-tech e o high-tech, produz obras nas áreas de música, webarte, videoarte, performance, instalações e intervenções urbanas. Fomenta discussões em torno do uso não comercial da internet, colaborativo e à distância.

Estende procedimentos da música, como o remix e o sampler, para as artes plásticas, tendo como princípio a recombinação e o reuso. O conceito de partilha e composição coletiva permanece no procedimento de dispor os arquivos digitais para que outros artistas interfiram em suas obras ou se apropriem delas.

Adepto da cultura livre, da produção aberta e colaborativa, o grupo faz avançar, em âmbito nacional e internacional, as discussões em torno da autoria coletiva e do compartilhamento de produções intelectuais. Contrapondo-se à ideia de propriedade intelectual, formula e publica uma licença de uso livre, com termos e condições para cópia, distribuição, execução, modificação e comercialização de produções audiovisuais e fonográficas. Oferece, ainda, subsídios conceituais e teóricos para produtores culturais interessados em processos partilhados e não restritivos. A proposta contribui, portanto, no exterior, para uma reconfiguração das licenças Creative Commons e, no Brasil, para a difusão do conceito de copyleft e das práticas de produção colaborativa.

Exposições 1

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Mostras 1

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Fontes de pesquisa 3

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  • BEIGUELMAN, Giselle. Samplear é preciso. Trópico. Disponível em: < http://www2.uol.com.br/tropico/printablenot1386.htm >. Acesso em: 03 jun. 2015.
  • FIORELLI, Marilei. Arte interativa e colaborativa em rede: estudo de caso do coletivo pernambucano re:combo. In: Cadernos do programa de pós-graduação em artes visuais – EBA/UFBA. Salvador, Cadernos do PPGAV 4, Ano 4, n.4, 2007.
  • FRANCESCHI, Marcelo de. Uma outra licença é possível: Re:combo. Baixa Cultura. Disponível em: < http://baixacultura.org/uma-outra-licenca-e-possivel-recombo/ >. Acesso em: 03 jun. 2015.

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