Ordenação

Tipo de Verbete

Filtros

Áreas de Expressão
Artes Visuais
Cinema
Dança
Literatura
Música
Teatro

Período

Temas


Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Grupo Portinari

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 31.01.2015
1935 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
1937 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Grupo informal de alunos que se reúnem com Candido Portinari, quando ele é contratado, em 1935, como professor de pintura e desenho do recém-inaugurado Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal - UDF, no Rio de Janeiro, idealizada pelo secretário da educação, Anísio Teixeira.

Texto

Abrir módulo

Histórico
Grupo informal de alunos que se reúnem com Candido Portinari, quando ele é contratado, em 1935, como professor de pintura e desenho do recém-inaugurado Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal - UDF, no Rio de Janeiro, idealizada pelo secretário da educação, Anísio Teixeira.

O Instituto de Artes desempenha um papel pioneiro no ensino artístico do Brasil. Com propostas inovadoras traz em seu corpo docente figuras como Mário de Andrade, Heitor Villa-Lobos e Lucio Costa. Além de reunir outros grandes nomes da intelectualidade brasileira na época, a proposta da instituição, com a direção de Celso Kelly, é a integração entre a pesquisa e o ensino de arte.

A linha pedagógica seguida por Portinari prioriza a pintura mural e o completo domínio dos meios expressivos. Segundo o artista é preciso fazer que a beleza resulte da técnica e não do assunto tratado.

Entre os alunos que passam a compor esse grupo estão Alcides da Rocha MirandaAldari ToledoBiancoBurle Marx,Edith Behring, Rubem Cassa e Sigaud.

Em 1936 é realizada uma exposição dos trabalhos feitos pelo grupo, no Palace Hotel, e Portinari faz sua primeira pintura mural, o Monumento Rodoviário, a pedido do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem - DNER, construído na rodovia Presidente Dutra. Esses murais, de tendência realista, representam cenas da construção da rodovia. Para sua execução, Portinari conta com a ajuda de alguns de seus alunos do Instituto de Artes.

Mas a existência da UDF é breve, em 1937, com a instauração do Estado Novo suas atividades são encerradas. A partir daí, Portinari pode dedicar-se mais à realização dos murais. Acompanhado de alunos como Burle Marx, Bianco e, por um período mais curto, por Sigaud, ele executa os famosos painéis sobre os ciclos econômicos brasileiros, instalados no prédio do antigo Ministério da Educação e Cultura - MEC, atual Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro.

Fontes de pesquisa 9

Abrir módulo
  • ARTE no Brasil. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
  • BALBI, Marilia. Portinari: o pintor do Brasil. São Paulo: Boitempo, 2003. 176 p., il. p&b., color. (Paulicéia. Retratos).
  • BENTO, Antonio. Portinari. Prefácio Jayme de Barros; apresentação Afonso Arinos de Mello Franco. Rio de Janeiro: Leo Christiano, 1980. 392 p., il. p&b., color.
  • FABRIS, Annateresa. Cândido Portinari. São Paulo: Edusp, 1996. (Coleção Artistas Brasileiros).
  • LEITE, José Roberto Teixeira. 500 anos da pintura brasileira. [S.l.]: Log On Informática, 1999. 1 CD-ROM.
  • MORAIS, Frederico. Panorama das artes plásticas: séculos XIX e XX. 2. ed. rev. São Paulo: Instituto Cultural Itaú, 1991. 164 p.
  • MOREIRA, Marcos. Cândido Portinari. São Paulo: Ed. Três, 1974. 153 p., il. p&b. (A vida dos grandes brasileiros, 18).
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. v. 1.
  • ZANINI, Walter. A arte no Brasil nas décadas de 1930-40: o Grupo Santa Helena. São Paulo: Nobel; Edusp, 1991.

Como citar

Abrir módulo

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo: