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Teatro

Central do Circo

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Fundada em 1999 pelos grupos Circo Mínimo, La Mínima e Linhas Aéreas, representado por Rodrigo Matheus, Ziza Brisola e Erica Stoppel, e Fernando Sampaio e Domingos Montagner, respectivamente, a Central do Circo reúne artistas e companhias a fim de desenvolver pesquisas e técnicas circenses.

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Histórico

Fundada em 1999 pelos grupos Circo Mínimo, La Mínima e Linhas Aéreas, representado por Rodrigo Matheus, Ziza Brisola e Erica Stoppel, e Fernando Sampaio e Domingos Montagner, respectivamente, a Central do Circo reúne artistas e companhias a fim de desenvolver pesquisas e técnicas circenses.

A primeira iniciativa do conjunto é instalar sua sede em um galpão de 450 m2, na Granja Viana, Cotia, São Paulo. Um espaço destinado ao desenvolvimento das linguagens do circo, do teatro e da dança, onde é possível a artistas participar de cursos e palestras, bem como realizar treinamento prático, mediante a locação de salas e equipamentos. Logo outras companhias se associam ao núcleo inicial, entre elas Oz Academia, Circo Zé Brasil, Circodélico e Circo Amarillo.

Também em 1999, promove o projeto Circonferência - Festival Sesc do Circo Novo, parceria com a unidade do Sesc Belenzinho, em São Paulo. Durante três semanas, 25 companhias circenses brasileiras e mais 15 de teatro de rua apresentam espetáculos, intervenções, oficinas e debates. Dá início à série Cabaré da Central do Circo, apresentações em que diferentes grupos se reúnem e exibem números circenses experimentais. Trata-se de um modo de difusão da linguagem do circo contemporâneo. Para o público infantil, criam o Cabarezinho da Central do Circo.

Em 2001, com concepção e direção de Rodrigo Matheus, a Central do Circo monta Fantasmas, que abre a 10a edição do Festival de Teatro de Curitiba a convite dos organizadores. Encenado na Ópera de Arame, o espetáculo trabalha com o mote dos fantasmas que habitam as salas de teatros e despertam quando surge o público. A estrutura metálica do espaço é bem empregada pela encenação. Atores, bailarinos, técnicos e cantores penduram-se pela sala, executam tarefas cotidianas, como ler, conversar, dormir, e revivem personagens antológicos da história do teatro, como Hamlet, interpretado por Milhem Cortaz, responsável por dar unidade às pequenas ações dramáticas. São empregadas técnicas de alpinismo, corda, trapézio, pernas-de-pau, acrobacia e tecido.

Em 2003, a sede muda-se para uma área com melhor infra-estrutura e mais ampla, com 600 m2, no bairro da Vila Leopoldina, em São Paulo. No mesmo ano, Rodrigo Matheus, em nome da Central, e Alex Marinho, diretor do Galpão do Circo (escola da Vila Madalena que passa a centralizar os projetos pedagógicos da Central), fundam o Centro de Formação Profissional em Artes Circenses - CEFAC. A entidade funciona no Galpão do Circo e promove em seu curso de três anos a possibilidade de estágios e convênios com grupos.

Em 2004, os grupos integrantes da Central são obrigados a desfazer a associação, uma vez que a falta de patrocínio e os custos elevados de manutenção da nova sede inviabilizam o projeto. Sobre o papel da Central do Circo em seu período de atividade, a atriz Ziza Brisola, uma de suas fundadoras e integrante da companhia Linhas Aéreas, comenta: "A Central foi importante para os grupos associados porque os fortaleceu. Foi também para toda a classe circense, que pôde usufruir do espaço por preços relativamente baixos. E ajudou a amadurecer certas linguagens, já que nos Cabarés era possível a cada grupo apresentar seus números. Com o fechamento, vejo que houve uma diminuição desse desenvolvimento".1

Notas

1. BRISOLA, Ziza. Depoimento à Enciclopédia Itaú Cultural de Teatro. São Paulo, 9 jun. 2007.

Espetáculos 25

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Fontes de pesquisa 7

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  • BRISOLA, Ziza. Depoimento à Enciclopédia Itaú Cultural de Teatro. São Paulo, 9 jun. 2007.
  • COSTA, Mônica Rodrigues. Sesc Belenzinho celebra o circo. Folha de S.Paulo, São Paulo, Revista da Folha, 3 set. 1999. p. 28.
  • FESTIVAL DE TEATRO DE CURITIBA. Histórico no site do festival. Disponível em: [http://www.festivaldeteatro.com.br/site/programacao_leiamais.asp?id=1861]. Acesso em: 6/6/2007.
  • NÉSPOLI, Beth. O vôo duplo e divertido de Rodrigo Matheus. O Estado de S. Paulo, São Paulo, Caderno 2, 2001.
  • SALLUM, Érika. SP cria sua Central. Folha de S.Paulo, São Paulo, Ilustrada, 28 abr. 1999. p. 4.
  • SANTOS, Valmir. Circo nas alturas. Folha de S.Paulo, São Paulo, Ilustrada, 10 out. 2003. p. 7.
  • SEM ASSINATURA. Sesc se transforma em picadeiro. Folha de S.Paulo, São Paulo, Ilustrada, 1 set. 1999. p. Especial-1.

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