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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Cine Falcatrua

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 05.10.2017
2003 Brasil / Espírito Santo
2011 Brasil / Espírito Santo
Registro fotográfico Amilcar Packer

Festival CortaCurtas, 2006

No Brasil, os cineclubes surgem na cidade do Rio de Janeiro, no final dos anos 1920. Na origem, essas associações sem fins lucrativos promovem a exibição de filmes, seguida de debate sobre cinema. Nas décadas de 1970 e 1980, a cultura do cineclubismo desenvolve-se em Vitória, capital do Espírito Santo, construindo uma importante tradição audiovi...

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Histórico

No Brasil, os cineclubes surgem na cidade do Rio de Janeiro, no final dos anos 1920. Na origem, essas associações sem fins lucrativos promovem a exibição de filmes, seguida de debate sobre cinema. Nas décadas de 1970 e 1980, a cultura do cineclubismo desenvolve-se em Vitória, capital do Espírito Santo, construindo uma importante tradição audiovisual na cidade. 

Em 2003, um grupo de estudantes da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) inaugura o Cine Falcatrua. Composto pelos artistas Gabriel Menotti Gonring (1983), Fabrício Noronha Fernandes (1993), Rafael Trindade dos Santos, Frederico Roseiro, Fernanda Neves, Luiza Ricão e Rodrigo Melo, o grupo vale-se da alta velocidade da banda larga disponível na universidade para descarregar filmes pelo sistema P2P (do inglês, peer-to-peer; ponto a ponto, em português). Nesse primeiro momento, estruturam o cineclube de modo informal, ocupando o centro acadêmico da faculdade de psicologia. O primeiro filme exibido é Matou a Família e Foi ao Cinema (1969), do diretor Júlio Bressane (1946). 

O fluxo de transformações internas do Cine Falcatrua acompanha a dinâmica de mudanças da internet. No início, a rede oferece acesso rápido e fácil à produção cinematográfica nacional e estrangeira. Em outro momento, a experiência digital propicia a discussão sobre novos formatos e técnicas de edição. Além de se oferecer como plataforma de experimentação, a internet alimenta a pesquisa do grupo sobre a experiência coletiva de realização, edição e compartilhamento de produções da linguagem audiovisual no Brasil. A partir dessas questões, o Cine Falcatrua propõe-se como um circuito de exibição flexível, permanente - sempre disponível online - e de baixo custo.

Em 2004, o público volante do cineclube ultrapassa a marca de 8 mil pessoas. Os espectadores comparecem semanalmente para assistir aos filmes e participar da Jornada Nacional de Cineclubes, realizada na ocupação do Teatro Metrópole, em Vitória, Espírito Santo. Em 2005, o Cine Falcatrua passa a ser apresentado como projeto de extensão universitária, na área de cinema digital, com a proposta de refundar e ressignificar a atividade cineclubista.

A agremiação atua com o Grupo Grave, coletivo da mesma universidade, que propõe outras pesquisas sobre as características e os meandros da linguagem audiovisual. Se, em um primeiro momento, o grupo concentra-se em exibir filmes de média e grande circulação, em seguida - em decisão articulada com o público -, abre-se o espaço para filmes não convencionais. 

Ao propor novos recortes e olhares para a programação, o grupo inscreve-se em editais de cultura e estabelece conexão com a arte contemporânea. Em 2006, é contemplado com o prêmio Rumos, do Itaú Cultural, para realizar o Festival CortaCurtas. Por meio de convocatória pública, o evento acolhe filmes de curta-metragem para serem projetados e editados ao vivo pela equipe do Cine Falcatrua. Dentro dessa experiência, vislumbram-se os anseios do grupo de exibir filmes não convencionais e pensar sobre os limites da edição no ordenamento da narrativa. 

Em 2007, na mesma intersecção com a arte contemporânea, o grupo é selecionado para compor uma das curadorias do Paço das Artes, em São Paulo. No mesmo ano, integra o 3º Festival de Jovens Realizadores de Audiovisual do Mercosul, realizado na capital capixaba. 

Em 2008, com mais quatro grupos de diversas partes do Brasil, participa da mostra Campo Coletivo, apresentada no espaço Mariantonia, centro universitário da Universidade de São Paulo (USP). A exposição, com curadoria de Fernanda Albuquerque (1978) e Gabriela Motta (1975), reúne trabalhos de diversos grupos, oferece conversas abertas ao público e apresenta o projeto Arte e Esfera Pública, organizado por Graziela Kunsch (1979) e Vitor Cesar (1978). Em 2010, o grupo apresenta uma instalação na exposição 7+1, mostra comemorativa dos dez anos do Museu Vale, em Vila Velha, Espírito Santo. Essa é a última apresentação do grupo, que encerra suas atividades em 2011.

Obras 1

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Eventos multiculturais 1

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Exposições 2

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Mostras 1

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Mostras audiovisuais 7

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Fontes de pesquisa 8

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