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Enciclopédia Itaú Cultural
Dança

Balé de Teresina (Teresina, PI)

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 23.06.2020
O Balé de Teresina é, desde 2002, uma das principais companhias de dança do Piauí. Em 2012, possui jovens em formação que trabalham no repertório do grupo, e mais de 200 crianças e adolescentes atendidas pela ONG Projeto Escola Balé de Teresina, o arcabouço metodológico da companhia. Sua história está interligada a de sua criadora, a coreógrafa ...

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O Balé de Teresina é, desde 2002, uma das principais companhias de dança do Piauí. Em 2012, possui jovens em formação que trabalham no repertório do grupo, e mais de 200 crianças e adolescentes atendidas pela ONG Projeto Escola Balé de Teresina, o arcabouço metodológico da companhia. Sua história está interligada a de sua criadora, a coreógrafa piauiense Luzia Amélia (1971), e remonta aos anos 1990. Nessa época, Luzia Amélia dá aulas de balé clássico para crianças e pré-adolescentes de 7 a 15 anos nos bairros mais afastados da capital piauiense, como São João, Promorá e Quilômetro 7. O trabalho ganha força e a jovem professora forma o Arte Dança, grupo independente voltado ao ensino do balé clássico e da dança folclórica, mais tarde oficializado com o nome Balé Folclórico de Teresina. A recém-criada companhia reúne jovens dos diferentes bairros da cidade que logo chamam a atenção do público e dos demais grupos e escolas de dança locais. A primeira produção encenada em Teresina é A Dança do Calango (1997), uma saga do corpo nordestino em que o balançar de cabeça insistente e o movimento sinuoso perfazem o espetáculo de uma hora de duração. A obra recebe os prêmios de Melhor Coreografia e Melhor Grupo pelo Festival Internacional de Salvador, Bahia. É encenada fora do Brasil pela primeira vez, nas cidades italianas de Cesena e Veneza, quando também leva o Gran Pix de Dança.

Em 2002, Luzia Amélia cria a ONG Escola Balé de Teresina no bairro de Matadouro, o coração cultural da capital piauiense, com aproximadamente 16 formadores e 150 crianças atendidas no Teatro do Boi. Nessa época, o contexto de dança em Teresina é atrelado à cena paulistana e ao modelo do Balé da Cidade de São Paulo, então único corpo estável ligado à prefeituras no país. Nesse sentido, a ONG de Luzia Amélia surge “como um quilombo, um lugar de resistência”, em que o estudo e a pesquisa da dança são tidos como peças-chave na formação de bailarinos. Com metodologia de ensino desenvolvida junto com os alunos e multiplicadores, há uma luta do grupo por trabalhos mais livres da linguagem do balé clássico e da dança folclórica e que apontam para uma aproximação com a dança contemporânea. Nas palavras da diretora e coreógrafa: “uma dança contemporânea feita a partir do que vive o homem nordestino”. 

Com o desligamento total do Balé Folclórico de Teresina da prefeitura surge, em 2003, o Balé de Teresina com sede em um sobrado alugado no centro. As obras expressam a guinada contemporânea da companhia piauiense. É o caso de Mercado Central (2004), inspirado no mercado velho de Teresina e que faz turnê de um mês pelas cidades alemãs de Frankfurt, Stuttgart, Dusseldorf e Wuppertal. Outra obra de destaque é Sangue (2008). Inspirada no livro homônimo escrito pelo poeta piauiense Da Costa e Silva (1885-1950), traz como trilha sonora as valsas do maestro de Oeiras, Possidônio de Queiroz (1904-1996). Ambas recebem o Prêmio Klauss Vianna.

Fontes de pesquisa 2

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  • AMÉLIA, LUZIA. Entrevista concedida a Deborah Rocha Moraes. São Paulo, 14 nov. 2012.
  • BALÉ de Teresina. Blog Balé de Teresina. Disponível em: http://baledeteresina.blogspot.com/. Acesso em: 23 jun. 2020

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