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Razões Inversas

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Grupo formado em torno do encenador Marcio Aurelio, rigoroso no debruçamento sobre a criação cênica e procurando nos textos clássicos apoio para sua expressividade contemporânea.

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Histórico
Grupo formado em torno do encenador Marcio Aurelio, rigoroso no debruçamento sobre a criação cênica e procurando nos textos clássicos apoio para sua expressividade contemporânea.

Reunindo um grupo de ex-alunos da Universidade Estadual de Campinas, Unicamp, o diretor impulsiona a criação do Razões Inversas, em 1990. Participam da fundação Luah Guimarães, Leonardo Medeiros, João Carlos Andreazza, Adalberto da Palma, Verônica Fabrini, Paulo Marcelo, Eucir de Souza, Newton Moreno e Carol Badra. A primeira montagem, fruto de um exame de final de ano, denomina-se Vem, Senta Aqui ao Meu Lado e Deixa o Mundo Girar... Jamais Seremos Tão Jovens, concepção e encenação de Marcio Aurelio. Segue-se um exercício de comédia em torno de A Comédia dos Erros, de William Shakespeare, em 1991.

Nos próximos dois anos o grupo dedica-se a preparar e encenar Ricardo II, também de Shakespeare, sobre a ascensão de um tirano no poder, criando conexões com a situação política vigente no país. Nessa montagem, a atriz Débora Duboc passa a integrar a companhia. Com a montagem de A Bilha Quebrada, de Kleist, o grupo adquire maturidade artística, recebendo seus primeiros prêmios e excursionando pelo exterior.

Peça Coração, de Heiner Müller, é encenado em 1993, na Jornada Sesc de Teatro, assim como, no ano seguinte, Cruzada das Crianças, um exercício em progresso ao longo de cidades do interior. A montagem de Torquato Tasso, de Goethe, é realizada em 1995, abordando a questão da produção do artista e sua relação com o Estado, na busca de ressonâncias contemporâneas.

O texto de Arthur Schnitzler, Senhorita Else, montagem de 1997, coroa a trajetória da equipe, numa encenação radical efetivada por Marcio Aurelio. Empregando uma cenografia que se avoluma ao longo da narrativa, a atriz Débora Duboc dispõe de decisivas chances para reafirmar seu talento, arrebatando os principais prêmios da temporada.

Em 1998, o grupo homenageia os 100 anos da morte de Bertolt Brecht com a primeira encenação mundial dos fragmennos Maligno Baal, o Associal, nova incursão radical no terreno da encenação, agora empreendida sobre os recursos do distanciamento. Em 1999, um retorno ao cômico, com a montagem de A Arte da Comédia, do italiano Eduardo De Filippo, realização que exige versatilidade e virtuosismo da equipe.

Édipo Rei, de Sófocles, é produzido em 2000; e Fausto Zero, um exercício sobre trechos escritos na adolescência de Goethe, marca a produção do grupo, no mesmo ano, retomando a pesquisa sobre obras em processo, fiel à sua determinação de manter os clássicos como modelos permanentemente reciclados da arte teatral.

Nas repercussões sobre Senhorita Else, destaca o crítico Aimar Labaki: "A Companhia Razões Inversas é um dos poucos grupos que existem com um projeto estético a longo prazo. Senhorita Else é resultado de um trabalho árduo da companhia, que conseguiu resultados diversos e excelentes em peças como A Bilha Quebrada e Ricardo II".1

Notas

1. LABAKI, Aimar. Depoimento. In: ROCHA, Daniel. Peça reestréia hoje no Goethe. Folha de S.Paulo, São Paulo, 12 set. 1995. Ilustrada, p. 4-5.

Espetáculos 19

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Fontes de pesquisa 3

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  • RAZÕES Inversas. Disponível em: http://www.razoesinversas.com.br.
  • ROCHA, Daniel. Peça reestréia hoje no Goethe. Folha de S.Paulo, São Paulo, 12 set. 1995. Ilustrada, p. 4-5.
  • SOUZA, Ricardo de. 'Srta. Else' expõe limite psicológico. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 12 set. 1997. Caderno 2, p. 3.

Como citar

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