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Enciclopédia Itaú Cultural
Teatro

Hysteria

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 12.07.2022
20.04.2002 - 14.07 Brasil / São Paulo / São Paulo – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU Maranhão)
Obra de estreia do Grupo XIX de Teatro, bem-sucedida no Festival de Teatro de Curitiba de 2002, confere à companhia aceitação crescente do público e interesse imediato da crítica. É um início feliz e competente para uma linha de pesquisa séria e criativa sobre a cultura, as relações sociais e a memória do século XIX.

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Obra de estreia do Grupo XIX de Teatro, bem-sucedida no Festival de Teatro de Curitiba de 2002, confere à companhia aceitação crescente do público e interesse imediato da crítica. É um início feliz e competente para uma linha de pesquisa séria e criativa sobre a cultura, as relações sociais e a memória do século XIX.

Hysteria se passa no espaço de um hospício. Espectadores e espectadoras são acomodados em partes separadas do dispositivo cênico. Os homens apenas assistem ao espetáculo; as mulheres também interagem com as atrizes. Quatro pacientes mulheres, vigiadas por uma quinta, contam, unicamente para o público feminino, os motivos pelos quais estão internadas. A sutileza dessa comunicação entre elenco e espectadoras surpreende pela maturidade com que se processa.

O espetáculo surge depois de estudos sobre a condição feminina no Brasil, no Centro de Artes Cênicas da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (CAC/ECA/USP), com Antônio Araújo (1966). Essa ligação com o diretor do Teatro da Vertigem repercute na busca por espaços alternativos de encenação.

O diretor Luiz Fernando Marques (1977) e elenco compõem o retrato do período empregando com eficiência o discurso das personagens. Os desejos reprimidos, a solidão, as frustrações e até mesmo a solidariedade entre elas, tudo é sugerido e apresentado de modo a despertar a empatia do espectador. O cuidadoso trabalho chama a atenção da dramaturga e ensaísta Renata Pallottini: “A direção conseguiu manter a unidade; o tom, que poderia ser continuadamente dramático, patético até, mercê da situação, é permeado por momentos de humor, quase sempre introduzidos pela atriz Sara Antunes (embora seja injusto fazer algum destaque nesse conjunto tão harmônico). E o espetáculo, que teria tudo para ser pesado e agressivo, consegue equilibrar-se entre a denúncia e o deleite, de modo a conferir a esta montagem um certificado de seriedade, qualidade e oportunidade”.1

Em 2002, o Grupo XIX de Teatro recebe o Prêmio Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) e Prêmio Qualidade Brasil de revelação como grupo teatral.

Notas

1. PALLOTINI, Renata. A denúncia e o deleite. Bravo!, São Paulo, n. 57, jun. 2002. p.127.

Ficha Técnica

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Fontes de pesquisa 3

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  • GUZIK, Alberto. Novas dramaturgias. Bravo!, São Paulo, n. 90, mar. de 2005. p. 48.
  • MARTINS, Gustavo. A criação coletiva da histeria. Jornal da USP, São Paulo, 29 abr. a 04 maio 2002. Disponível em: http://www.usp.br/jorusp/arquivo/2002/jusp595/pag17.htm. Acesso em: 12 jul. 2022.
  • PALLOTINI, Renata. A denúncia e o deleite. Bravo!, São Paulo, n. 57, jun. 2002. p. 127.

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