Termos E Conceitos

Água-tinta

  • Análise
  • Definição
    Gênero da calcografia no qual o processo de produção das matrizes é químico, como o da água-forte, e se dá através da utilização de alguns líquidos corrosivos. A placa utilizada pelo gravador é pulverizada ou pintada com algum tipo de resina - damar, breu, copal, sandácara - ou por uma mistura de resina e outro componente - açúcar, sal, areia - e aquecida, de forma que a mistura se funda na placa, exercendo a mesma função protetora do verniz. Assim, quando a placa entra em contato com o ácido, os grãos de açúcar ou areia, por exemplo, produzem uma textura que é responsável pelo tom acinzentado da obra. Esse tipo de gravura oferece, como resultado, um desenho composto de áreas tonais e não linhas, como a gravação a entalhe. A técnica é usada por Thomas Gainsborough (1727-1788), Jean-Baptiste Le Prince (1734-1781), Paul Sandby (1725-1809) e também por Francisco de Goya (1746-1828), que combina água-forte e água-tinta, e retomada no século XX por Edgar Degas (1834-1917), Camille Pissarro (1830-1903), André Masson (1896-1987), Pablo Picasso (1881-1973), entre muitos outros.

Fontes de Pesquisa

BUTI, Marco (org.), LETYCIA, Anna (org.). Gravura em metal. São Paulo: Edusp: Imprensa Oficial do Estado, 2002.

COSTELLA, Antonio F. Introdução a gravura e história da xilogravura. Campos do Jordão: Mantiqueira, 1984.

CHILVERS, Ian (org.). Dicionário Oxford de Arte. São Paulo: Martins Fontes, 1996.

HOUAISS, Antonio. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001

LUCIE-SMITH, Edward. Dicionário de Termos de Arte. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1990.

MARTINS, Itajahy. Gravura: arte e técnica. Prefácio Pietro Maria Bardi. São Paulo: Fundação Nestlé de Cultura, 1987.