Artigo da seção pessoas Franz Weissmann

Franz Weissmann

Artigo da seção pessoas
Artes visuais  
Data de nascimento deFranz Weissmann: 15-09-1911 Local de nascimento: (Áustria / Knittelfeld) | Data de morte 18-07-2005 Local de morte: (Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro)
Imagem representativa do artigo

Grande Quadrado Preto com Fita , 1985 , Franz Weissmann
Registro fotográfico Romulo Fialdini

Biografia
Franz Joseph Weissmann (Knittelfeld, Áustria 1911 - Rio de Janeiro RJ 2005). Escultor, desenhista, pintor e professor. Vem para o Brasil em 1921. No Rio de Janeiro, entre 1939 e 1941, frequenta cursos de arquitetura, escultura, pintura e desenho na Escola Nacional de Belas Artes (Enba). De 1942 a 1944, estuda desenho, escultura, modelagem e fundição com August Zamoyski (1893-1970). Em 1945, transfere-se para Belo Horizonte, onde ministra aulas particulares de desenho e escultura. Três anos depois, Guignard (1896-1962) convida-o a lecionar escultura na Escola do Parque, que mais tarde recebe o nome de Escola Guignard. Inicialmente, desenvolve uma obra pautada no figurativismo. A partir da década de 1950, gradualmente elabora um trabalho de cunho construtivista, com valorização das formas geométricas, submetendo-as a recortes e dobraduras, utilizando chapas de ferro, fios de aço, alumínio em verga ou folha. Integra o Grupo Frente, em 1955. No ano seguinte, volta a residir no Rio de Janeiro e participa da Exposição Nacional de Arte Concreta, em 1957. É um dos fundadores do Grupo Neoconcreto, em 1959. Nesse ano viaja para a Europa e o Extremo Oriente, retornando ao Brasil em 1965. Na década de 1960, expõe a série Amassados, elaborada na Europa com chapas de zinco ou alumínio trabalhadas a martelo, porrete e instrumentos cortantes, alinhando-se temporariamente ao informalismo. Posteriormente volta a aproximar-se das vertentes construtivas. Nos anos de 1970 recebe o prêmio de melhor escultor da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA), participa da Bienal Internacional de Escultura ao Ar Livre, em Antuérpia, Bélgica, e da Bienal de Veneza. Realiza esculturas monumentais para espaços públicos de diversas cidades brasileiras, como na Praça da Sé, em São Paulo; no Parque da Catacumba, no Rio de Janeiro; e no Palácio das Artes, em Belo Horizonte.

Comentário Crítico
Em 1921, Franz Weissmann chega ao Brasil com a família, e se estabelece no interior de São Paulo. Em 1927 muda-se para a capital, onde ele leciona português a estrangeiros e entra em contato com as artes plásticas em visitas a exposições. Em 1929 a família transfere-se para o Rio de Janeiro. Apesar de frequentar o curso preparatório para a Escola Politécnica, seguindo sua vocação de criança, decide ingressar na Escola Nacional de Belas Artes (Enba), no Rio de Janeiro, em 1939. Durante dois anos passa pelos cursos de arquitetura, pintura, desenho e escultura, não se adaptando ao ensino acadêmico. Abandona a Escola em 1941 e passa a estudar no ateliê livre do escultor polonês August Zamoyski (1893-1970) entre 1942 e 1943, com quem aprende as técnicas tradicionais da escultura.

continuar a leitura do texto Continuar a leitura do texto...

Outras informações de Franz Weissmann:

  • Outros nomes
    • Franz Joseph Weissmann
    • Franz Josef Weissmann
  • Habilidades
    • desenhista
    • professor de artes plásticas
    • escultor
    • pintor

Obras de Franz Weissmann: (12) obras disponíveis:

Midias (1)

Franz Weissmann frequenta a Escola de Belas Artes nos anos 1940, mas acaba expulso por não se alinhar com as práticas da instituição. “Academia é academia, você tem que copiar”, comenta. “Eu não sabia copiar, então [o diretor] me expulsou e escondeu os meus trabalhos para não corromper os alunos”, lembra o artista, que, depois disso, envereda pela escultura e se torna um dos grandes nomes do movimento neoconcreto. Atraído pela tridimensionalidade e pela possibilidade de criar espaços, ocupados ou vazios, Weissmann se dedica à criação de suas esculturas geométricas, de formas econômicas e cores fortes. “Eu até cheguei a pintar e furava a tela para procurar um outro espaço. Acharam um absurdo, mas eu tive a necessidade de criar o terceiro espaço, que a pintura não me deu”, conta. Para Weissmann, as obras de arte devem estar acessíveis, ocupando espaços na cidade e mantendo um diálogo direto com o público. Produção: Documenta Vídeo Brasil
Captação, edição e legendagem: Sacisamba
Intérprete: Erika Mota (terceirizada)
Locução: Júlio de Paula (terceirizado)

Exposições (269)

Todas as exposições

Eventos relacionados (2)

Artigo sobre 7ª sp-arte

Artigo da seção eventos
Temas do artigo: Artes visuais  
Data de início7ª sp-arte: 12-05-2011  |  Data de término | 15-05-2011
Resumo do artigo 7ª sp-arte:

Fundação Bienal de São Paulo

Fontes de pesquisa (27)

  • Franz Weissmann - site do artista
  • A METRÓPOLE e a arte. Texto Janice Maria Flórido; depoimento Amílcar de Castro, Ana Mae Barbosa, Guto Lacaz, Jaime Lerner, Jorge da Cunha Lima, Olívio Tavares de Araújo, Oscar Niemeyer, Raquel Arnaud, Sérvulo Esmeraldo, Vera Chaves Barcellos. São Paulo: Prêmio, 1992. 128 p. (Arte e cultura, 13).
  • PFEIFFER, Wolfgang. Artistas alemães e o Brasil. São Paulo: Empresa das Artes, 1996. 155 p., il. color.
  • MUSEU NACIONAL DE BELAS ARTES (RIO DE JANEIRO, RJ). Arte brasileira século XX: Galeria Eliseu Visconti: pinturas e esculturas. Apresentação Eduardo Fortes de Oliveira; Alcídio Mafra de Souza; caricatura Maria Elizabete Santos Peixoto; fotografia Raul Lima. Rio de Janeiro: MNBA, 1984. 191 p.
  • AMARAL, Aracy (org.). Projeto Construtivo Brasileiro na arte (1950-1962). Rio de Janeiro: Museu de Arte Moderna; São Paulo: Pinacoteca do Estado de São Paulo, 1977. 360 p.
  • AMARAL, Aracy A. (Org.). Arte construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner. Tradução Izabel Murat Burbridge. São Paulo: DBA, 1998. 364 p. 
  • ARTE e artistas plásticos no Brasil 2000. Posfácio Luiz Armando Bagolin. São Paulo: Meta, 2000. 227 p.
  • ASSIS, Célia de (Coord.). Monumentos urbanos: obras de arte na cidade de São Paulo. Texto Tadeu Chiarelli. São Paulo: Prêmio, 1998. 128 p. 
  • BRITO, Ronaldo. Neoconcretismo: vértice e ruptura do projeto construtivo brasileiro. Tradução Lia Wyler. Rio de Janeiro: Funarte, 1985. 119 p. (Temas e debates, 4).
  • COR e luz. Apresentação Carlos Eloy Carvalho Guimarães. Belo Horizonte: Cemig Galeria de Arte, 1994. p. 8.
  • EM BUSCA da essência: elementos de redução na arte brasileira. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1987. 72 p. , il. color. Exposição realizada dentro da 19º Bienal Internacional de São Paulo.
  • ESCOBAR, Miriam. Esculturas no espaço público em São Paulo. Prefácio Murillo Marx. São Paulo: Vega, 1998. 233 p.
  • KLINTOWITZ, Jacob. O ofício da arte: a escultura. Apresentação Abram Szajman. São Paulo: SESC, 1988. 271 p. 
  • LEITE, José Roberto Teixeira. 500 anos da pintura brasileira. Produção Raul Luis Mendes Silva, Eduardo Mace. [S.l.]: Log On Informática, 1999. 1 CD-ROM.
  • MENDONÇA, Casimiro Xavier de. Franz Weissmann. Skultura, São Paulo, p. 9. , primavera 1986.
  • MODERNIDADE: arte brasileira do século XX. Prefácio Celso Furtado; apresentação Pierre Dossa; texto crítico Aracy Amaral, Roberto Pontual. Paris: Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris, 1988. 352 p. 
  • O MODERNO e o contemporâneo na arte brasileira: Coleção Gilberto Chateaubriand do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Texto Sônia Salzstein, Reynaldo Roels Jr. São Paulo: MASP, 1998. 208 p.
  • POETAS do espaço e da cor. Texto Edla van Steen. São Paulo: Galeria Arte Aplicada, 1997. 124 p.
  • PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1987.
  • TRIDIMENSIONALIDADE: arte brasileira do século XX. Texto Annateresa Fabris, Fernando Cocchiarale, Celso Favaretto, Tadeu Chiarelli, Frederico Morais; apresentação Ricardo Ribenboim; colaboração Annateresa Fabris, Tadeu Chiarelli. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 1999. 264 p. 
  • WEISSMANN, Franz. . Desenhos e esculturas. Apresentação Romeu Scarioli; texto Maria Angélica Melendi. Contagem: Espaço Cultural Jayme de Andrade Peconick, 1996. 12 p.
  • WEISSMANN, Franz. Franz Weissmann. Apresentação Clarival do Prado Valladares. São Paulo: Galeria Arte Global, 1975. 8 lâms. 
  • WEISSMANN, Franz. Franz Weissmann. Apresentação Flávio de Aquino. Rio de Janeiro: Galeria do IAB, 1981. 1 folha dobrada, il. p&b.
  • WEISSMANN, Franz. Franz Weissmann. Apresentação Flávio de Aquino. Rio de Janeiro: Galeria Paulo Klabin, 1984. 1 folha dobrada, il.
  • WEISSMANN, Franz. Franz Weissmann. Texto Ronaldo Brito. São Paulo: Investearte, [1987?]. 8 p.
  • WEISSMANN, Franz. Uma retrospectiva. Texto Reynaldo Roels Jr.. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1998.
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. 2v.

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • FRANZ Weissmann. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa9471/franz-weissmann>. Acesso em: 21 de Out. 2017. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7