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Francisco Stockinger

Outros Nomes: Francisco Alexandre Stockinger | Stockinger | hico Stockinger | ico Stockinger
  • Análise
  • Biografia
    Francisco Alexandre Stockinger (Traun, Áustria 1919 - Porto Alegre RS 2009). Escultor, gravador, desenhista, caricaturista, xilógrafo, professor. Vem para o Brasil em 1921. Em 1929, fixa-se em São Paulo e faz curso de desenho com Anita Malfatti no Colégio Mackenzie. Em 1937, passa a viver no Rio de Janeiro e inicia estudos no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro em 1946. Trava contato com Bruno Giorgi, e freqüenta o ateliê do artista, no antigo hospício da Praia Vermelha, entre 1947 e 1950. Convive também com Oswaldo Goeldi, Marcelo Grassmann e Maria Leontina. Realiza caricaturas e charges políticas para jornais. Em 1954, transfere-se para Porto Alegre, para trabalhar na diagramação do jornal A Hora. Nesse período, começa a realizar xilogravuras. Em 1956, ano em que se naturaliza brasileiro, é eleito presidente da Associação Rio-Grandense de Artes Plásticas Francisco Lisboa, cargo que ocupa em 1957 e em 1978. É fundador e primeiro diretor do Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre, em 1961, e diretor do Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli - Margs e da Divisão de Artes do Departamento de Cultura da Secretaria de Educação e Cultura do Estado, em 1967. Ministra curso de escultura com modelo vivo com Vasco Prado, no Margs em 1985. Recebe, em 1994, o título de cidadão honorário de Porto Alegre e, em 1997, o prêmio do Ministério da Cultura na área de artes plásticas.

    Comentário Crítico
    Francisco Stockinger passa a residir em Porto Alegre em 1954, onde colabora com caricaturas para jornais locais e realiza xilogravuras, revelando o interesse pelo trabalho com o volume e o espaço.

    Sua produção escultórica em metal revela inicialmente afinidade com uma tendência expressionista de teor arcaizante, com ênfase na produção de figuras sintéticas, por meio do uso dos mais diversos materiais e acabamento áspero. Certas formas retorcidas, concebidas pelo artista, acrescentam às figuras uma conotação de tensão ou dor.

    A partir dos anos 1970, ocorre uma grande modificação em sua obra, como aponta o estudioso Armindo Trevisan. O artista passa a trabalhar também com o mármore, o granito e outras rochas. Cria suas esculturas a partir de deformações sugeridas pelos próprios materiais.

Exposições

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Eventos

Fontes de Pesquisa

- ROSA, Renato, PRESSER, Décio. Dicionário de artes plásticas no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: UFRGS, 1997. p.458/460

Morre o escultor Xico Stockinger em Porto Alegre. Folha Online. Disponível em: [ http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u549789.shtml]. Acesso em: 13 abr. 2009

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TREVISAN, Armindo. Escultores contemporâneos do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Ed. da Universidade, 1983. p. 11-31.

TRIDIMENSIONALIDADE: arte brasileira do século XX. Texto Annateresa Fabris; Fernando Cocchiarale; Celso Favaretto; Tadeu Chiarelli; Frederico Morais; apresentação Ricardo Ribenboim; colaboração Annateresa Fabris; Tadeu Chiarelli; fotografia da capa Romulo Fernando Fialdini. 2. ed. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 1999. 264 p. , il. color.

XICO Stockinger: a trajetória de sua vida e obra. Galeria Revista de Arte, São Paulo, n. 4, p. 28-31, maio. 1987.

ZANINI, Walter (Org. ). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Instituto Walther Moreira Salles: Fundação Djalma Guimarães, 1983. v. 2, il. color.