Artigo da seção pessoas Beatriz Milhazes

Beatriz Milhazes

Artigo da seção pessoas
Artes visuais  
Data de nascimento deBeatriz Milhazes: 1960 Local de nascimento: (Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro)
Imagem representativa do artigo

O Selvagem , 1999 , Beatriz Milhazes
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Beatriz Ferreira Milhazes (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1960). Pintora, gravadora, colagista. Sua obra se caracteriza pelo uso da cor, de estruturas geométricas, arabescos e motivos ornamentais para criar composições de intenso dinamismo óptico.

Forma-se em comunicação social pela Faculdade Hélio Alonso, no Rio de Janeiro, em 1981, e em artes plásticas pela Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage), em 1983. Na escola, atua como professora de pintura até 1996. As obras criadas por ela na década de 1980 revelam uma tensão entre figura e fundo, entre representação e ornamentalismo.

A artista participa das exposições que caracterizam a Geração 80 – grupo que, pela pesquisa de novas técnicas e materiais, produz pinturas avessas à vertente conceitual dos anos 1970. Sua obra faz referência ao barroco, à art déco, a padrões ornamentais e aos trabalhos de Tarsila do Amaral (1886-1973) e Burle Marx (1909-1994).

Na opinião do crítico Frederico Morais (1936), Beatriz Milhazes revela desde o início da carreira a vontade de enfrentar a pintura como fato decorativo, aproximando-se da obra de artistas como Henri Matisse (1869-1954). Ela se interessa pela profusão da ornamentação barroca, sobretudo pelo ritmo dos arabescos e motivos ornamentais da obra de Guignard (1896-1962).

De 1995 a 1996, estuda gravura em metal e linóleo no Atelier 78. As obras dessa época revelam sensibilidade no uso da cor, como em O Príncipe Real (1996) e As Quatro Estações (1997). Desde os anos 1990, Milhazes se destaca em mostras internacionais nos Estados Unidos e na Europa; integra acervos de museus como o Museum of Modern Art (MoMa), Solomon R. Guggenheim Museum e The Metropolitan Museum of Art (Met), em Nova York, além do Museo Reina Sofia, em Madrid.

Milhazes trabalha frequentemente com formas circulares, sugerindo deslocamentos ora concêntricos, ora expansivos. A transferência de imagens da superfície lisa para a tela faz com que a gestualidade seja quase anulada. A matéria pictórica obtida por numerosas sobreposições não apresenta qualquer espessura, pois os motivos de ornamentação e arabescos são colocados em primeiro plano. O olhar do espectador é levado a percorrer todas as imagens, acompanhando a exuberância gráfica e cromática dos quadros.

Na tela Mares do Sul (2001), Milhazes estabelece um jogo com o gênero da paisagem. Passa a utilizar constantemente formas como estrelas e espirais, e as cores tornam-se mais luminosas, como na obra Flores e Árvores (2013). No ano em que produz este trabalho, realiza a mostra panorâmica Meu Bem, em comemoração aos 30 anos de carreira, no Paço Imperial, Rio de Janeiro.

Milhazes realiza trabalhos que têm no caráter decorativo sua peça estruturante. Arabescos, ornamentos e jogos cromáticos levam o espectador a percorrer obras que, com influência de diferentes movimentos, mesclam o barroco com o modernismo.

Outras informações de Beatriz Milhazes:

  • Outros nomes
    • Beatriz Ferreira Milhazes
  • Habilidades
    • Pintora
    • Ilustradora
    • Colagista

Obras de Beatriz Milhazes: (27) obras disponíveis:

Todas as obras de Beatriz Milhazes:

Midias (1)

Beatriz Milhazes - Enciclopédia Itaú Cultural
Cores e formas abstratas estão na base do trabalho da artista carioca Beatriz Milhazes. Em suas pinturas, usa técnicas de colagens com materiais diversos, como papéis (de bala, coloridos) e tecidos. A monotipia surge como um recurso para que a criadora possa produzir, ela mesma, as imagens a serem usadas nas composições. O caráter decorativo da arte tem papel importante em seu trabalho: “Uma das coisas que me atrai na arte decorativa e no universo do colorido é o lado do ser humano que vai além dessa questão da matéria que você precisa para sobreviver. Uma necessidade de construir alguma coisa do belo”, afirma. Entre suas principais influências estão ícones do modernismo, como a brasileira Tarsila do Amaral (1886-1973), o holandês Piet Mondrian (1872-1944) e o francês Henri Matisse (1869-1954). Com este último, ela se identifica especialmente por suas experiências com colagens.

Produção: Documenta Vídeo Brasil
Captação, edição e legendagem: Sacisamba
Intérprete: Carolina Fomin (terceirizada)
Locução: Júlio de Paula (terceirizado)

Espetáculos (1)

Exposições (235)

Artigo sobre Arte na Rua

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Temas do artigo: Artes visuais  
Data de inícioArte na Rua: 1983  |  Data de término | 1983
Resumo do artigo Arte na Rua:

Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP)

Todas as exposições

Eventos relacionados (3)

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Artigo da seção eventos
Temas do artigo: Artes visuais  
Data de iníciosp-arte 2010: 29-04-2010  |  Data de término | 02-05-2010
Resumo do artigo sp-arte 2010:

Fundação Bienal de São Paulo

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Temas do artigo: Artes visuais  
Data de iníciosp-arte 2011: 12-05-2011  |  Data de término | 15-05-2011
Resumo do artigo sp-arte 2011:

Fundação Bienal de São Paulo

Fontes de pesquisa (15)

  • ARTE e artistas plásticos no Brasil 2000. São Paulo: Meta, 2000.
  • BASBAUM, Ricardo. Planos múltiplos. Guia das Artes, São Paulo: Casa Editorial Paulista, v. 5, n. 20, 1990.
  • BR 80: Pintura Brasil Década 80. Apresentação Ernest Robert de Carvalho Mange. São Paulo: Instituto Cultural Itaú, 1991. 112 p., il. color. 
  • CRISTINA Canale, Cláudio Fonseca, Beatriz Milhazes, Luiz Pizarro e Luiz Zerbini. São Paulo: MAC/USP, 1989. il. p.b. color., fot.
  • DESCENDO a serra: dez artistas de Minas Gerais no Rio de Janeiro. Subindo a serra: dez artistas do Rio de Janeiro em Minas Gerais. Apresentação de Marcus de Lontra Costa. Rio de Janeiro: Centro Cultural Cândido Mendes, 1988.
  • D´OLIVEIRA, Fernanda. Geração 80: símbolos e mitos na pintura de Beatriz Milhazes. Diário de Pernambuco, Recife, 3 nov. 1989.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. 500 anos da pintura brasileira. Produção Raul Luis Mendes Silva, Eduardo Mace. [S.l.]: Log On Informática, 1999. 1 CD-ROM.
  • MILHAZES, Beatriz. Beatriz Milhazes. Versão em inglês Stephen Berg. São Paulo: Galeria Camargo Vilaça, 1993. 16 p., il. color.
  • MILHAZES, Beatriz. Mares do sul. Ccuradoria Adriano Pedrosa; tradução Izabel Murat Burbridge, Michael Asburg, Odile Cisneros. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 2002.
  • MILHAZES, Beatriz. Beatriz Milhazes: pintura e escultura. Rio de Janeiro: Galeria Cesar Aché, 1987.
  • MILHAZES, Beatriz. Quem você copia? Copiarte. Arte em São Paulo, n. 32, set. /out. 1985.
  • MORAIS, Frederico. Beatriz Milhazes: decor não é crime. Galeria Revista de Arte, São Paulo, n.25,  pp.56-59, 1991.
  • PAUL, Frédéric. Beatriz Milhazes ou a vantagem de, em pintura, nunca sair do labirinto. Meu Bem. Rio de Janeiro: Paço Imperial; São Paulo: Base7 Projetos Culturais. 2013.
  • PINTURAS: escrete volador. São Paulo: Subdistrito Comercial de Arte, 1986. il. p.b.
  • TERRITÓRIO ocupado. Curadoria Marcus de Lontra Costa. Rio de Janeiro: Escola de Artes Visuais do Parque Lage, 1986.

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • BEATRIZ Milhazes. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa9441/beatriz-milhazes>. Acesso em: 24 de Set. 2020. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7