Artigo da seção pessoas Maurício Bentes

Maurício Bentes

Artigo da seção pessoas
Artes visuais  
Data de nascimento deMaurício Bentes: 20-12-1958 Local de nascimento: (Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro) | Data de morte 24-12-2003 Local de morte: (Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro)

Biografia

Maurício Bentes (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1958 - Idem, 2003). Escultor. Forma-se em economia pela Faculdade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, em 1979, mas decide seguir carreira artística. Estuda cerâmica com Celeida Tostes (1929-1995), de 1979 a 1982, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage), no Rio de Janeiro; e escultura com Haroldo Barroso (1935 - 1989), de 1980 a 1987, na Oficina de Escultura do Museu do Ingá, em Niterói. Em 1982, participa do V Salão Nacional de Artes Plásticas (SNAP), no Rio de Janeiro, e faz sua primeira individual, Tijolos, no jardim do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ). Da cerâmica passa ao ferro e, em 1984, expõe na coletiva Como Vai Você, Geração 80? na EAV/Parque Lage. Em 1986, faz trabalho com luz fluorescente na mostra Território Ocupado, da EAV/Parque Lage. No ano seguinte, participa da 19ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1988, recebe o prêmio de viagem ao exterior no 10ª Salão Nacional de Artes Plásticas - SNAP. Após a morte de Haroldo Barroso, em 1989, torna-se coordenador da Oficina de Escultura do Museu do Ingá, onde permanece até 2002. Em 1991, apresenta trabalho na 21ª Bienal Internacional de São Paulo e na mostra Viva Brasil Viva em Estocolmo, na Suécia.

Análise

Maurício Bentes faz sua primeira individual, Tijolos, no jardim do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), em 1982. Na grama ele dispõe tijolos compridos e retorcidos, que perderam toda sua utilidade. Dois anos depois, é um dos participantes da coletiva Como Vai Você, Geração 80?, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage), onde apresenta uma chapa de ferro com um recorte irregular feito com maçarico e depois dobrado.

A pesquisa de novos materiais é uma das principais características que ligam esse artista à chamada Geração 80. Depois dessa famosa mostra, a chama do maçarico o inspira a fazer trabalhos com luz fluorescente. O primeiro é a Instalação efêmera, que mostra na exposição Território Ocupado, na EAV Parque Lage, e na qual cobre 12 metros de lâmpadas fluorescentes com limalha de ferro, dipostas ao longo de um corredor, criando uma faixa luminosa no chão. Faz também colunas de ferro com cortes irregulares, que abrigam em seu interior lâmpadas fluorescentes. Chega a organizar happenings em que cobre o tubo de luz fluorescente com queijos que as pessoas vão comendo.

Cria trabalhos que ultrapassam os limites da escultura e que envolvem outros sentidos além da visão. Na 21ª Bienal Internacional de São Paulo, por exemplo, coloca no chão duas caixas retangulares de ferro iluminadas no interior por lâmpadas fluorescentes e atravessadas por um recorte horizontal e irregular. Elas contêm um líquido vermelho na parte de cima. Os ruídos provocados por um motor e o ambiente escuro da sala conduzem a uma experiência que ultrapassa a relação puramente óptica com os objetos.

Outras informações de Maurício Bentes:

  • Outros nomes
    • Maurício da Rocha Bentes
  • Habilidades
    • escultor

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Eventos relacionados (1)

Fontes de pesquisa (15)

  • BENTES, Maurício. Maurício Bentes. Rio de Janeiro: Centro Cultural do Banco do Brasil, 1995.
  • BENTES, Maurício. Maurício Bentes. Tradução Ayala Gomes. Rio de Janeiro: Comunicação Contemporânea, 1994.
  • EXPERIÊNCIA e duração: oficina de escultura do Museu do Ingá. Rio de Janeiro: Conjunto Cultural da Caixa, 2005.
  • INGÁ: escultura. Londrina: Universidade Estadual de Londrina, 1993.
  • MORAIS, Frederico. Cronologia das artes plásticas no Rio de Janeiro: da Missão Artística Francesa à Geração 90 : 1816-1994. Rio de Janeiro: Topbooks, 1995.
  • NAME, Daniela. Uma Metamorfose de ferro e ferrugem. O Globo, Rio de Janeiro, 28 maio 1998. Segundo Caderno, p. 9.
  • ONDE está você, Geração 80? Curadoria Marcus de Lontra Costa. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 2004.
  • PAVLOVA, Adriana. Escultura é show no palco do Museu Nacional de Belas Artes. O Globo, Rio de Janeiro, 5 ago. 1999. Segundo caderno, p. 4.
  • QUENTAL, Paula. Entra água na Bienal. O Globo, Rio de Janeiro, 18 set. 1991. Especial, p.1-12.
  • REBELLO, Marcio (Org.). Auto-retrato do Brasil. Rio de Janeiro: Bem-Te-Vi, 2007.
  • SALÃO NACIONAL DE ARTES PLÁSTICAS, 10. , 1988, Rio de Janeiro. 10º Salão Nacional de Artes Plásticas. Rio de Janeiro: Funarte, 1988.
  • SALÃO NACIONAL DE ARTES PLÁSTICAS, 8., 1985, Rio de Janeiro. 8º Salão Nacional de Artes Plásticas. Rio de Janeiro: MAM, 1985.
  • SILVEIRA, Dôra (Coord.). 2002 Niterói arte hoje. Curadoria Vilmar Madruga, Paulo Máttar, Valéria Salgueiro, Milton Eulálio, Pierre Crapez, Suzi Coralli, Kátia de Marco, Jorge Duarte, Isis Braga, João Wesley. Niterói: MAC-Niterói, 2002.
  • TERRITÓRIO ocupado. Curadoria Marcus de Lontra Costa. Rio de Janeiro: Escola de Artes Visuais do Parque Lage, 1986.
  • Tribunal de Justiça. Disponível em: < http://www.tj.to.gov.br/noticias/noticia301203.htm >. Acesso em 09 fev. 2004 Tribunal de Justiça

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • MAURÍCIO Bentes. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2019. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa9331/mauricio-bentes>. Acesso em: 22 de Abr. 2019. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7