Artigo da seção pessoas Frida Baranek

Frida Baranek

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Artes visuais  
Data de nascimento deFrida Baranek: 1961 Local de nascimento: (Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro)
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Sem Título , 1985 , Frida Baranek

Biografia

Frida Lidia Baranek (Rio de Janeiro RJ 1961). Escultora, arquiteta, gravadora, desenhista. Estuda escultura, entre 1982 e 1984, com João Carlos Goldberg (1947) e Tunga (1952), na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ. Forma-se em arquitetura pela Universidade Santa Úrsula, no Rio de Janeiro, em 1983. Em 1984, inicia pós-graduação em escultura pela Parsons School of Design, em Nova York. Atua com desenho, gravura e predominantemente com escultura. Em suas obras emprega materiais industrializados, como placas, hastes e fios de ferro ou aço, que muitas vezes são previamente expostos à ação do tempo, de maneira a perder sua aparência original. Reside em Paris na década de 1990, depois em Berlim e, a partir de 2002, vive em Nova York. Desde o fim da década de 1980, produz esculturas empregando pedras e filamentos de ferro que se expandem, adaptadas aos espaços expositivos. Em produção posterior, de 2001, trabalha com armários, que guardam objetos inusitados como chapas de metal, peças de avião, tubos e emaranhados de fios.

Análise

Em sua produção, Frida Baranek utiliza com freqüência materiais industrializados cujas propriedades estão intimamente relacionadas à expressão visual das obras, como placas, hastes e fios de ferro ou aço. Esses materiais são expostos previamente à ação do tempo, de maneira a perder sua aparência original, aproximando-se assim de destroços.

Baranek trabalha constantemente questões relacionadas a equilíbrio e desequilíbrio, como na obra de 1985, na qual um balão vermelho sustenta uma pedra, parecendo contrariar a gravidade. Em obras posteriores insere placas de metal ou pedras em emaranhados de filamentos de ferro. Nessas peças existe o jogo de equilíbrio no qual, aparentemente, o material mais leve sustenta o mais pesado. A obra não tem um formato predefinido, adaptando-se ao espaço. A artista explora também a tensão entre formas orgânicas e materiais inorgânicos, estabelecendo uma contradição entre os materiais industriais e a delicadeza obtida em suas esculturas.

Na opinião da historiadora da arte Aracy Amaral, um olhar mais atento percebe, entretanto, que "a linearidade do desenho parece se insinuar através da transparência da 'massa' tridimensional explicitando a manipulação que ela opera com seus materiais, adequando-os à sua proposta. Frida Baranek 'concebe a imagem', como diz, antes de realizar sua instalação, mais mentalmente em primeira instância. No entanto, o gestual do desenho é visível em seu trabalho [...] a revelar formas/planos como um penetrável que se transpõe pelo olhar através do emaranhado do arame oxidado ".1

Em produção posterior, Baranek trabalha com armários abertos, que revelam fios, tubos, chapas de metais ou mesmo peças de avião. Essas obras causam estranhamento ao apresentar objetos retirados de seu contexto cotidiano, e pela sugestão de temas ligados ao inconsciente.

Nota

1 AMARAL, Aracy. Frida Baranek In BARANEK, Frida. Frida Baranek. São Paulo: Gabinete de Arte Raquel Arnaud, 1990, n. p.

Outras informações de Frida Baranek:

  • Outros nomes
    • Frida Lidia Baranek
  • Habilidades
    • desenhista
    • Arquiteta
    • gravadora
    • escultora

Obras de Frida Baranek: (8) obras disponíveis:

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Fontes de pesquisa (13)

  • ARTISTAS brasileiros na 20ª Bienal Internacional de São Paulo. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1989. SPfb 1989
  • BARANEK, Frida. Frida Baranek. Apresentação Aracy Amaral. São Paulo: Gabinete de Arte Raquel Arnaud, 1990. B225 1990
  • BARANEK, Frida. Frida Baranek. Texto de Aracy Amaral. São Paulo: Gabinete de Arte Raquel Arnaud, 1990.
  • BARANEK, Frida. Frida Baranek. Tradução Alberto Dwek. São Paulo: Gabinete de Arte Raquel Arnaud, 1993. B225 1993
  • BIENAL BRASIL SÉCULO XX, 1994, São Paulo, SP. Bienal Brasil Século XX: catálogo. Curadoria Nelson Aguilar, José Roberto Teixeira Leite, Annateresa Fabris, Tadeu Chiarelli, Maria Alice Milliet, Walter Zanini, Cacilda Teixeira da Costa, Agnaldo Farias. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1994. 700 BI588sp
  • BIENAL BRASIL SÉCULO XX, 1994, São Paulo, SP. Bienal Brasil Século XX: catálogo. Curadoria Nelson Aguilar, José Roberto Teixeira Leite, Annateresa Fabris, Tadeu Chiarelli, Maria Alice Milliet, Walter Zanini, Cacilda Teixeira da Costa, Agnaldo Farias. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1994.
  • ENTRE o desenho e a escultura. Apres. Cacilda Teixeira da Costa e Milú Villela. Texto de Lisette Lagnado. São Paulo: MAM, 1995.
  • ENTRE o desenho e a escultura. Tradução Alberto Dwek, Noemi Jaffe Cartum. São Paulo: MAM, 1995. SPmam 1995/d
  • HERKENHOFF, Paulo. Frida Baranek. In: JAÚ e arte: um compromisso. São Paulo: Jaú S/A Construtora e Incorporadora, 1989. n. p.
  • JAÚ e arte: um compromisso. Apresentação Marcantônio Vilaça. São Paulo: Jaú Construtora e Incorporadora, 1989. SPj 1989
  • MAMMÌ, Lorenzo. Frida Baranek. In: ARTISTAS brasileiros na 20a Bienal Internacional de São Paulo = Brazilian artists in the 20th International São Paulo Biennial. São Paulo: Fundação Bienal: Marca d´Água, 1989. p. 43.
  • SALZSTEIN, Sônia. Frida Baranek. Galeria: Revista de Arte, São Paulo, n. 20, p. 58-61, 1990. Não catalogado
  • ________. Frida Baranek. Textos de Catherine Bompuis e Laura J. Hoptman. São Paulo: Gabinete de Arte Raquel Arnaud, 1993.

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • FRIDA Baranek. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2019. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa8956/frida-baranek>. Acesso em: 24 de Mai. 2019. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7