Artigo da seção pessoas Maria Bonomi

Maria Bonomi

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Artes visuais / teatro  
Data de nascimento deMaria Bonomi: 08-07-1935 Local de nascimento: (Itália / Lombardia / Meina)
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O Inventor , 2000 , Maria Bonomi

Biografia
Maria Anna Olga Luiza Bonomi (Meina, Itália 1935). Cenógrafa e figurinista. Realiza cenários e figurinos de destaque nos anos 1960, principalmente ao lado do diretor Antunes Filho, com quem realiza trabalhos em que cenografia e encenação interagem num amálgama artístico de primeira grandeza.

Opta pela nacionalidade brasileira em 1953, formando-se em desenho na Universidade de Columbia, Nova York, em 1956, tornando-se artista plástica.

Seu primeiro trabalho como cenógrafa é em As Feiticeiras de Salém, de Arthur Miller, em 1960, para o Pequeno Teatro de Comédia. No ano seguinte, para essa mesma companhia, faz Sem Entrada e Sem Mais Nada, de Roberto Freire, ambos espetáculos de Antunes Filho, seu futuro marido.

Em 1962, no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), está em Yerma, de Federico García Lorca, outra encenação de Antunes, levando o Prêmio Associação Paulista de Críticos de Teatro (APCT), de melhor figurino. Logo a seguir, faz A Morte do Caixeiro Viajante, de Arthur Miller, uma direção de Flávio Rangel para a casa. Para o Teatro da Esquina, empreendimento de Antunes e Ademar Guerra, Maria faz dois trabalhos de grande relevo: A Megera Domada, de William Shakespeare, em 1965, premiada com o Saci, Molière e APCT de melhor cenógrafa, e A Cozinha, de Arnold Wesker, 1968, em que ganha melhor cenografia pelo Prêmio Governador do Estado, ambos conduzidos por Antunes.

Para o mesmo diretor, em 1967, cenografa Black-Out, de Frederick Knott, reproduzindo um autêntico apartamento nova-iorquino para ambientar a ação.

Para o mesmo encenador cria, em 1970, os figurinos de Peer Gynt, de Henrik Ibsen, sendo novamente premiada. Em 1971, cria o apartamento do publicitário de Corpo a Corpo, de Oduvaldo Vianna Filho, sua última colaboração com Antunes Filho, de quem se separa em 1972. Com Ademar Guerra, no Paraná, faz dois trabalhos bem-sucedidos: A Colônia Cecília, de Renata Palottini, em 1984, e Noite na Taverna, de Álvares de Azevedo, 1989, duas superproduções envolvendo elencos numerosos.

Sobre a importância da parceria artística entre Maria e Antunes, comenta o diretor Ademar Guerra: "Depois de Doce Pássaro, Antunes Filho volta da Europa e dirige no Pequeno Teatro de Comédia As Feiticeiras de Salém, de Arthur Miller, e Sem Entrada e Sem Mais Nada, de Roberto Freire. Nessa época, Maria Bonomi entra na vida do Antunes. Ela o faz mudar. Maria foi a ponte para Antunes dar seu grande salto qualitativo. A sua influência na carreira dele é muito grande. Eles se conheceram em As Feiticeiras de Salém - ela fazia cenário e figurino. Ali Maria começa a ampliar a visão de Antunes. Ela percebe o gênio e o estimula a se abrir para as coisas que ele poderia entender e fazer. Sem Maria, não sei o que seria do Antunes. Ela o ajuda a queimar etapas, de uma forma positiva. O que me impressionou na Maria Bonomi, desde que a conheci, é que está sempre muitos anos à frente. Ela intui as coisas antes que aconteçam. Devia abrir uma tenda, dessas que lêem o futuro, tamanha a sua capacidade de se antecipar aos fatos, às tendências... ".1

Notas
1. GUERRA, Ademar: Depoimento sobre Maria Bonomi. In: MENDES, Oswaldo. Ademar Guerra: teatro de um homem só. São Paulo: Senac, 1997. p. 43.

Outras informações de Maria Bonomi:

  • Outros nomes
    • Maria Anna Olga Luiza Bonomi
    • Bonomi
  • Habilidades
    • gravador
    • figurinista
    • muralista
    • curador
    • escultor
    • cenógrafo
    • professor
    • pintor
  • Relações de Maria Bonomi com outros artigos da enciclopédia:

Obras de Maria Bonomi: (24) obras disponíveis:

Título da obra: AN - AM

Artigo da seção obras
Temas da obra: Artes visuais  
Data de criaçãoAN - AM : 1970
Autores da obra:
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Reprodução fotográfica Romulo Fialdini/Itaú Cultural

Todas as obras de Maria Bonomi:

Midias (1)

“A gravura é a matemática das artes. Acontece coletivamente e supõe um artista com uma visão de futuro. Nada é supérfluo ou banal. Uma arte com destino para a alma.” Assim Maria Bonomi resume sua paixão pela gravura. Também escultora, muralista, figurinista e cenógrafa, desde o início de sua carreira, na década de 1950, ela investe em aproximar-se do público, ocupando espaços urbanos. Italiana radicada no Brasil, a criadora transgride e ultrapassa os limites do academicismo, contextualizando sua criação como expressão social. Suas obras impactam pelo jogo de cores, transparências e texturas, reproduzidas em diferentes formatos. Suas ideias vêm da percepção da natureza e do cotidiano, e os desenhos, resultantes dos sulcos da gravura, são sua matéria-prima. Transformadas a partir da manipulação de matrizes, as imagens surgem em barro, madeira ou metal, multiplicadas em papel, alumínio, concreto e poliéster.

Produtora: Documenta Vídeo Brasil
Captação, edição e legendagem: Sacisamba
Intérprete: Erika Mota (terceirizada)
Locução: Júlio de Paula (terceirizado)

Espetáculos (27)

Todos os espetáculos

Exposições (308)

Todas as exposições

Eventos relacionados (3)

Artigo sobre Redes da Criação. Processos Criativos na Arte Contemporânea. Visitação ao ateliê de Maria Bonomi (2008: São Paulo, SP)

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Temas do artigo:  
Data de inícioRedes da Criação. Processos Criativos na Arte Contemporânea. Visitação ao ateliê de Maria Bonomi (2008: São Paulo, SP): 13-06-2008  |  Data de término | 13-06-2008
Resumo do artigo Redes da Criação. Processos Criativos na Arte Contemporânea. Visitação ao ateliê de Maria Bonomi (2008: São Paulo, SP):

Itaú Cultural

Fontes de pesquisa (34)

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  • GUZIK, Alberto. TBC: crônica de um sonho. São Paulo: Perspectiva, 1986. 233 p.
  • PRADO, Décio de Almeida. Yerma. In: ______. Teatro em progresso: crítica teatral, 1955-1964. São Paulo: Martins, 1964. 314 p.
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  • BONOMI, Maria. Xilografias de Maria Bonomi. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1994. Não Cadastrado
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  • Entrevista com Etty Fraser .Planilha enviada pela pesquisadora Rosy Farias Não Catalogado
  • EPIGRAMAS: Maria Bonomi: Biombos: Haron Cohen. São Paulo: Múltipla de Arte, 1984. il. p.b. SPma 1984
  • GRAVURA: arte brasileira do século XX. Apresentação Ricardo Ribenboim; texto Leon Kossovitch, Mayra Laudanna, Ricardo Resende. São Paulo: Itaú Cultural : Cosac & Naify, 2000. 270 p. IC 769 G777
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  • KLINTOWITZ, Jacob. Xilo em Maria Bonomi, amor e transformação. Gravura & Gravadores. São Paulo. Ano I, n.1, 1986, pp.8-10.
  • KLINTOWITZ, Jacob. Xilo em Maria Bonomi, amor e transformação. Gravura & Gravadores. São Paulo. Ano I, n.1, 1986, pp.8-10. Não Cadastrado
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  • LAKS, Sergio (Coord.). Gravura moderna brasileira: acervo Museu Nacional de Belas Artes. Curadoria Rubem Grilo; projeto gráfico Suzana Valladares Fonseca, Julie Pires; revisão Soraya Araujo; apresentação Luiz Paulo Fernandez Conde, Helena Severo, Heloisa Aleixo Lustosa; texto Wilson Coutinho, Rubem Grilo, Anna Bella Geiger, Aldo Bonadei, Anna Maria Maiolino, Dionísio del Santo, Eduardo Sued, Lívio Abramo, Sérgio Fingermann, Aldemir Martins, Glênio Bianchetti, Manoel Messias, Marcelo Grassmann, Walter Marques, Mário Gruber. Rio de Janeiro: Museu Nacional de Belas Artes, 1999. 135 p., il. p&b color. CAT-G RJmnba 1999/g
  • MARIA Bonomi e Renina Katz: gravuras recentes. Curadoria Alex Gama. Rio de Janeiro: Museu Histórico Nacional, 1999. RJmhn 1999/m
  • MARIA Bonomi e Renina Katz: gravuras recentes. Curadoria Alex Gama. Rio de Janeiro: Museu Histórico Nacional, 1999.
  • MICHALSKI, Yan. Antunes Filho. PEQUENA Enciclopédia do Teatro Brasileiro Contemporâneo. Material inédito, elaborado em projeto para o CNPq. Rio de Janeiro, 1989.
  • MILARÉ, Sebastião. Antunes Filho e a dimensão utópica. São Paulo: Perspectiva, 1994. 287 p.
  • MULHERES gravadoras: uma homenagem à Edith Behring. Curadoria Ana Maria Netto Nogueira; revisão Edith Piza. Jacareí: Casa da Gravura, 1998. SPcg 1998/m
  • MULHERES gravadoras: uma homenagem à Edith Behring. Curadoria Ana Maria Netto Nogueira; revisão Edith Piza. Jacareí: Casa da Gravura, 1998.
  • Programa do Espetáculo - Boa Noite, Mãe - 1984 SP. Não catalogado
  • Programa do Espetáculo A Megera Domada - 1965 Não catalogado
  • VLAVIANOS, Gabriel (coord.). Vigência. São Paulo: Múltipla de Arte, 2000. [32] p., il. p&b, color.
  • VLAVIANOS, Gabriel (Coord.). Vigência. Projeto gráfico Gabriel Vlavianos; texto Olívio Tavares de Araújo; fotografia João Caldas. São Paulo: Múltipla de Arte, 2000. [32] p., il. p&b, color. SPma 2000/v

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • MARIA Bonomi. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa8447/maria-bonomi>. Acesso em: 28 de Jun. 2017. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7