Artigo da seção pessoas Paulo Bruscky

Paulo Bruscky

Artigo da seção pessoas
Artes visuais / literatura  
Data de nascimento dePaulo Bruscky: 21-03-1949 Local de nascimento: (Brasil / Pernambuco / Recife)
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Hoje , 1977 , Paulo Bruscky
Reprodução fotográfica Breno Laprovitera

Biografia

Paulo Roberto Barbosa Bruscky (Recife, Pernambuco, 1949). Artista multimídia, poeta. Na década de 1960, inicia pesquisa no campo da arte conceitual, e a partir de 1970 desenvolve pesquisas em arte-xerox. Em 1973, atua no Movimento Internacional de Arte Postal, sendo um dos pioneiros no Brasil nessa arte, e no ano seguinte lança o Manifesto Nadaísta. Organiza duas exposições internacionais de arte postal no Recife nos anos de 1975 e 1976, sendo esta última fechada pelos militares brasileiros. Realiza 30 filmes de artistas e videoarte entre 1979 e 1982, e começa a produzir videoinstalações em 1983. Cria, em 1980, o xerox-filme com base em sequências xerográficas. Com a Bolsa Guggenheim de artes visuais recebida em 1981, reside por um ano em Nova York. Nesse ano, expõe na sala especial sobre arte postal montada na 16ª Bienal Internacional de São Paulo. É editor de livros de artistas e mantém em seu ateliê no Recife importante coleção de livros e documentos sobre arte contemporânea, entre eles correspondência com integrantes dos grupos Fluxus e Gutai. Em 2004, seu ateliê é integralmente transferido do Recife para São Paulo, sendo remontado em uma das oito salas especiais da 26ª Bienal Internacional de São Paulo.

Análise

Paulo Bruscky, no início da carreira, trabalha com desenho, pintura e gravura. Posteriormente atua em performances e na produção de livros de artista. A partir do final dos anos 1960, desenvolve trabalhos com mídias, intervenções e propostas no campo da arte conceitual. Suas experiências com arte postal, áudio-arte, videoarte, artdoor e xerografia/faxarte, são apontadas como pioneiras dentro das discussões acerca da utilização de novos meios na arte brasileira. A dissolução das fronteiras entre as linguagens artísticas está presente na produção do artista desde o fim da década de 1960.

Durante a década de 1970, atua com vídeos, fotolinguagem e a arte postal. É reconhecido como um dos mais importantes renovadores da cena artística contemporânea do Recife. Na maior parte das vezes, especialmente na América Latina, o conteúdo dos trabalhos do período é principalmente político. Como lembra a crítica de arte Cristina Freire, a arte postal constitui-se em uma estratégia de liberdade diante do contexto político opressor.

Explora as possibilidades criativas da arte-xerox, criando distorções (que, devido à tecnologia da época ele obtém desregulando a própria máquina) e empregando espelhos e lentes, além do próprio corpo. A questão do corpo, fundamental na produção de outros artistas do período, está presente também nas experimentações com radiografias, eletroencefalogramas e eletrocardiogramas.

Algumas obras em arte-xerox encontram-se reunidas na publicação Alto Retrato, de 2001, em que parte de retratos seus e de cenas urbanas sobre as quais realiza interferências com desenhos, legendas e carimbos, com grande ironia, questionando a sociedade e também o sistema das artes.

Outras informações de Paulo Bruscky:

  • Outros nomes
    • Paulo Roberto Barbosa Bruscky
    • Paulo Brusky
  • Habilidades
    • poeta
    • artista multimídia

Obras de Paulo Bruscky: (20) obras disponíveis:

Midias (1)

A formação de Paulo Bruscky começa na infância, como aprendiz do pai, fotógrafo, ampliando imagens em seu ateliê. “Em casa, ouvíamos música clássica, principalmente de russos. Também li toda a obra de Dostoiévski e Tolstói”, relembra. Para Bruscky, a arte é feita para “circular”, o que justifica seus trabalhos em vídeo, xerox, arte postal e fax. Uma de suas ações nesse sentido foi o Arte Correio, em 1973, movimento que exibia as obras em espaços públicos. “Aeroportos, rodoviárias: qualquer lugar de fluxo era lugar para a exposição”, descreve ele. “Qualquer pessoa participava e veiculava xerox, poesia visual, áudio arte.” Para Bruscky, a arte deve tratar da realidade. “Ela não está isolada do ser humano nem dos sentimentos. Não é uma coisa bela”, acredita. “Aliás, não sei mais o que é belo, o que é feio. Me deseduquei muito cedo para a estética e a função da arte. Sou desvinculado desse tipo de formalidade.”

Produção: Documenta Vídeo Brasil
Captação, edição e legendagem: Sacisamba
Intérprete: Carolina Fomin (terceirizada)
Locução: Júlio de Paula (terceirizado)

Exposições (125)

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Fontes de pesquisa (13)

  • ARTE conceitual e conceitualismos: anos 70 no acervo do MAC USP. Curadoria e texto Cristina Freire; texto Walter Zanini, Teixeira Coelho, Martha Wilson; versão em inglês Elizabeth Bjorkstrom Moraes, Thomas Karsten. São Paulo: MAC/USP, 2000. 75 p.
  • ARTE xerox Brasil. Apresentação Jorge da Cunha Lima; texto Maria Cecília França Lourenço, Hudinilson Jr.; curadoria Hudinilson Jr.; texto Rosita Gouveia. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 1984. [32] p., s.il.
  • BRUSCKY, Paulo. Alto retrato. Recife: Pirata, 1981. [82] p., il. p&b.
  • Entrevista com Paulo Bruscky. Lugares - Revista de Arte Contemporânea da Fundação Iberê Camargo. Porto Alegre, 12 nov. 2004. Disponível em: [http://iberecamargo.uol.com.br/content/revista_nova/entrevista_integra.asp?id=80]. Acesso em: 06 out 2006
  • HUG, Alfons. Contrabandistas de Imagens. UOL Arte - 26ª Bienal de São Paulo. Disponível em [http://www1.uol.com.br/diversao/arte/bienal/ultnot/ult2585u1.shl]. Acesso em: 06 out 2006
  • PANORAMA DA ARTE BRASILEIRA, 2001, São Paulo, SP. Panorama da Arte Brasileira 2001. Curadoria geral Rejane Cintrão; curadoria Ricardo Basbaum, Paulo Reis, Ricardo Resende; versão em inglês John Milton, Maria Lucia Cavalcanti de Albuquerque Cumo. São Paulo: MAM, 2001.
  • Paulo Bruscky: perfil biográfico. Disponível em: [http://www.mamam.art.br/mam_acervo/pbruscky.htm]. Acesso em: 06 out 2006
  • Paulo Bruscky: perfil biográfico. Disponível em: [http://www.merzmail.net/artepostalarte.htm]. Acesso em 06 out 2006
  • Paulo Bruscky: perfil biográfico. Disponível em: [http://www.museuimperial.gov.br/sinais_brucksy.htm]. Acesso em 06 out. 2006
  • PRÊMIO CULTURAL SERGIO MOTTA, 2., 2001, São Paulo, SP. 2º Prêmio Cultural Sergio Motta. Apresentação Marcos Mendonça, Wilma Motta; texto Vitória Daniela Bousso; apresentação Vitória Daniela Bousso; concepção Vitória Daniela Bousso; produção Camila Duprat Martins, Myriam Fogaça, Daniella Alves Martini; projeto gráfico Jair de Souza, Clara Martins. São Paulo: Instituto Sergio Motta, [2001?]. 63 p., il. p&b color.
  • PRÊMIO CULTURAL SERGIO MOTTA, 2., 2001, São Paulo, SP. 2º Prêmio Cultural Sergio Motta. Apresentação Marcos Mendonça, Wilma Motta; texto Vitória Daniela Bousso; apresentação Vitória Daniela Bousso; concepção Vitória Daniela Bousso; produção Camila Duprat Martins, Myriam Fogaça, Daniella Alves Martini; projeto gráfico Jair de Souza, Clara Martins. São Paulo: Instituto Sergio Motta, [2001?]. 63 p., il. p&b color.
  • TERRA, Paula (coord.). Situações: arte brasileira - anos 70. Apresentação Adriano de Aquino, Ana Lúcia Magalhães Pinto; curadoria Glória Ferreira, Paula Terra; texto Glória Ferreira, Paula Terra. Rio de Janeiro: Fundação Casa França Brasil, 2000. 63 p., il. p&b.
  • TRADIÇÃO e ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1984.

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • PAULO Bruscky. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa7783/paulo-bruscky>. Acesso em: 18 de Out. 2017. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7