Artigo da seção pessoas Luiz Vilela

Luiz Vilela

Artigo da seção pessoas
Literatura  
Data de nascimento deLuiz Vilela: 31-12-1942 Local de nascimento: (Brasil / Minas Gerais / Ituiutaba)

Biografia
Luiz Junqueira Vilela (Ituiutaba, Minas Gerais, 1942). Contista e romancista. Aos 15 anos muda-se para Belo Horizonte, de onde envia, semanalmente, uma crônica para o jornal Folha de Ituiutaba. Forma-se em filosofia pela Universidade de Minas Gerais, em 1965, e cria, com outros escritores, a revista Estória e o jornal literário Texto. Aos 24 anos publica, à própria custa, seu primeiro livro, Tremor de Terra, que, ao concorrer com mais de 200 escritores, alguns já consagrados, ganha o Prêmio Nacional de Ficção, tornando-o nacionalmente conhecido. Transfere-se para São Paulo, em 1968, e trabalha como redator e repórter no Jornal da Tarde, experiência da qual resulta o romance O Inferno É Aqui Mesmo, de 1979. Convidado a participar de um programa internacional de escritores, o International Writing Program, oferecido pela Universidade de Iowa, em Iowa City, viaja para os Estados Unidos e lá permanece por nove meses em 1969. Dos Estados Unidos parte para a Europa e se fixa por algum tempo em Barcelona. De volta ao Brasil, passa a residir novamente em sua cidade natal e a se dedicar exclusivamente à literatura. Tem contos publicados nos Estados Unidos, Alemanha, França, Inglaterra, Itália, Suécia, Polônia, República Tcheca, Argentina, Paraguai, Chile, Venezuela, Cuba e México.

Outras informações de Luiz Vilela:

  • Outros nomes
    • Luiz Junqueira Vilela
  • Habilidades
    • contista
    • romancista

Obras de Luiz Vilela: (1) obras disponíveis:

Midias (1)

Luiz Vilela é estimulado à leitura desde muito cedo. Caçula de seis irmãos, cresceu na cidade de Ituiutaba, região do Triângulo Mineiro, e acostumou-se desde muito cedo às letras. “Na minha casa, livro era uma coisa que se encontrava por toda parte. Até no galinheiro. Comecei a ler e, aos 13 anos, tive o impulso de escrever histórias também”, conta ele. Seus textos podem ser curtos, médios, longos, contos, novelas ou romances. Para ele, não importa o gênero, desde que tenham como temática o ser humano no mundo contemporâneo. “A matéria-prima é o cotidiano que vivo. O ser humano com todas as suas condições, dores, sonhos e ambições. Todas as águas que puderem mover o meu moinho, são bem aceitas”, diz. Seus escritos, de linguagem enxuta, também não têm uma forma pré-definida para acontecer: “Podem me chamar de escritor experimentalista. Não me importa. O inesperado acontece e isso é o melhor de tudo”, conclui.

Realização: Gasolina Filmes
Entrevista: Gabriel Carneiro
Captação, edição e legendagem: Sacisamba
Intérprete: Carolina Fomin (terceirizada)
Locução: Júlio de Paula (terceirizado)

Eventos relacionados (2)

Fontes de pesquisa (16)

  • BRASIL, Assis. A nova literatura, III - O conto. Rio de Janeiro: Companhia Editora Americana/MEC, 1975.
  • CANDIDO, Antonio. A educação pela noite & outros ensaios. 2.ed. São Paulo: Ática, 1989. 223 p. (Temas, 1)
  • CUNHA, Fausto. Situações da ficção brasileira. Rio de Janeiro : São Paulo: Forense, 1969.
  • DUARTE, José Afrânio Moreira. Palavra puxa palavra. São Paulo: Editora do Escritor, 1982.
  • LIDMILOVÁ, Pavla. Alguns temas da literatura brasileira. Rio de Janeiro: Nórdica / Brasília: INL, 1984.
  • LINHARES, Temístocles. 22 diálogos sobre o conto brasileiro atual. José Olympio, 1973.
  • LUCAS, Fábio. O caráter social da literatura brasileira. Rio de Janeiro: Paz & Terra, 1970.
  • MAJADAS, Wania de Sousa. O diálogo da compaixão na obra de Luiz Vilela. Uberlândia: Rauer Livros, 2000.
  • MARTINS, Wilson. Música de câmara. In: VILELA, Luiz. Melhores contos de Luiz Vilela. São Paulo: Global, 2001.
  • MASSI, Augusto. O demônio do deslocamento. In: ______. Histórias de família. São Paulo: Nova Alexandria, 2001.
  • MEDINA, Cremilda de Araújo. A posse da terra: escritor brasileiro hoje. Lisboa, Imprensa Nacional/Casa da Moeda; São Paulo: Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, 1985.
  • MOISÉS, Carlos Felipe. Luiz Vilela, contista. In: VILELA, Luiz. Contos. São Paulo: Nankin Editorial, 2002.
  • PEREIRA, Edgard. Mosaico insólito. Rio de Janeiro: 7Letras, 2006.
  • PÓLVORA, Hélio. A força da ficção. Petrópolis: Vozes, 1971.
  • STEEN, Edla Van. Viver & escrever. V. 2. Porto Alegre: L&PM Editores, 1982.
  • WERNECK, Humberto. O desatino da rapaziada: jornalistas e escritores em Minas Gerais. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • LUIZ Vilela. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa7347/luiz-vilela>. Acesso em: 14 de Dez. 2017. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7