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Luiz Carlos Maciel

Outros Nomes: Luiz Carlos Ferreira Maciel | Luis Carlos Maciel
  • Análise
  • Biografia
    Luiz Carlos Ferreira Maciel (Porto Alegre RS 1938). Teórico e diretor. Um dos fundadores do semanário O Pasquim, assina a coluna Underground, pioneira em divulgar a contracultura no Brasil, e torna-se muito importante para o movimento.

    Ele não apenas observa como acompanha de perto a criação de algumas obras-chaves da contracultura, nas áreas do teatro, música e cinema. Em 1967, por exemplo, participa do processo de criação da linguagem de O Rei da Vela, de Oswald de Andrade, pelo Teatro Oficina, ministrando laboratórios de improvisação com os atores. Em 1968, no Teatro Jovem, dirige Barrela, primeira peça escrita por Plínio Marcos, cujo texto é censurado no dia da estréia. No mesmo ano, escreve, para a revista Civilização Brasileira, um ensaio em que procura, na relação com o público, o papel social e psicológico das companhias Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), Teatro de Arena e Teatro Oficina. Ainda em 1968, escreve o roteiro de O Homem que Comprou o Mundo, com direção de Eduardo Coutinho. Assina, em 1969, a coluna de teatro do jornal O País e a coluna Vanguarda no Última Hora. Em 1972, edita o semanário Rolling Stone. Colabora para o caderno Idéias do Jornal do Brasil. Retorna à direção teatral em 1976, com A História do Zoológico, de Edward Albee, único espetáculo que monta na década de 70. Nesse período publica três livros, Nova Consciência, 1972; A Morte Organizada, 1975; e Negócio Seguinte, 1978. Faz crítica de teatro para a revista Veja de 1977 a 1979. Nos anos 1980, dá cursos de "playwriting" e "screenwriting", técnicas de roteiro, em centros culturais, escolas de teatro e empresas de produção audiovisual.

    Durante a década de 1990, tem maior regularidade em suas incursões como diretor teatral, nos espetáculos: Brida, de Paulo Coelho, 1992; Fantoches, de Erico Verissimo, 1995; Jango, uma Tragédia, única peça escrita por Glauber Rocha, 1996; Vida, Paixão e Banana do Tropicalismo, de Torquarto Neto e Capinam, 1998; entre outros.

    Em 1996, publica Geração em Transe, em que aborda diferentes momentos e obras da contracultura brasileira.

    Admirado por muitos, Luiz Carlos Maciel se torna um ícone da contracultura, escrevendo, editando, dirigindo, dando palpites e criticando o trabalho dos artistas mais solicitados do período. Seu estilo muito próprio de redação imprime uma cara singular aos acontecimentos da época, registro vivo até hoje do desbunde que caracteriza a criação artística de toda a juventude de sua geração.

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Fontes de Pesquisa

GUERINI, Elaine. Nicette Bruno & Paulo Goulart: tudo em família. São Paulo: Cultura - Fundação Padre Anchieta: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2004. 256 p., il. p&b. (Aplauso Perfil). ISBN 85-7060-29-1-X.

MACIEL, Luiz Carlos. Cronologia das atividades realizadas ao longo da carreira profissional. Rio de Janeiro, 2001.Curriculum vitae.

______. Rio de Janeiro: CEDOC / Funarte. Dossiê Personalidades Artes Cênicas.

______. Quem é quem no teatro brasileiro. Arte em Revista. São Paulo, ano 3, n. 6, p. 70, out. 1981.