Artigo da seção pessoas Frank Ejara

Frank Ejara

Artigo da seção pessoas
Dança  
Data de nascimento deFrank Ejara: 1972 Local de nascimento: (Brasil / São Paulo / Andradina)

Biografia
Frank Ejara (Andradina, São Paulo, 1972). Dançarino, coreógrafo e professor. Nos anos 1980, participa com a mãe, também dançarina, de concursos em discotecas de funk e disco. Em 1991, muda-se para a cidade de São Paulo e dança aos sábados na estação São Bento do metrô. Logo ganha destaque na cena hip hop local. Em 1992, integra o grupo de street dance DMC Tour e, em 1996, inicia pesquisas sobre os elementos da cultura hip hop e os fundamentos da street dance, como break [1], locking [2] e popping [3].

Em 1999, funda a companhia Discípulos do Ritmo, na qual desenvolve cinco criações, duas delas em parceria com o coreógrafo alemão Niels “Storm” Robitzky (1969).  Em 2005, cria seu primeiro espetáculo solo, Som do Movimento,  apresentando-se na França, nos Estados Unidos, na Inglaterra, na Holanda e no Brasil.

Em fevereiro de 2007, organiza as Jam Sessions de Danças Urbanas, na Galeria Olido, em São Paulo. O objetivo é oferecer aos grupos de danças urbanas, amadores e profissionais, um espaço para se apresentarem. Ainda em 2007, no mesmo local, inaugura a mostra M.U.Dança (Movimento Urbano de Dança) para promover o intercâmbio entre personalidades brasileiras e estrangeiras de street dance. Além disso, realiza a versão brasileira de Hot Moves, projeto do coreógrafo Niels “Storm” Robitzky, com vídeos informativos sobre origens e vocabulário das danças urbanas.

Em 2009, conquista a segunda colocação na categoria locking na competição Who is Who, em Paris.

Atualmente, além do trabalho na companhia Discípulos do Ritmo, atua como professor de danças urbanas em São Paulo.

Análise
Frank Ejara é um artista proeminente na cultura hip hop paulistana. Cabe destacar algumas de suas produções importantes.

Em 2003, a companhia Discípulos do Ritmo é convidada a participar do evento “Trânsito Livre” (incluído na programação de Mês Dança em Pauta), no qual a curadora Ana Francisca Ponzio propõe a parceria entre os dançarinos de rua e a companhia de dança contemporânea Quasar, do diretor Henrique Rodovalho (1964). O resultado é Fresta, uma coreografia que preserva a dinâmica das danças urbanas, mas que busca ampliar no palco os significados e as nuances dos movimentos com feixes de luz.

Em 2005, Ejara cria seu primeiro solo, Som do Movimento. O dançarino trabalha com danças urbanas, criando um universo no qual movimento e som se misturam de modo a não ficar claro se o movimento cria o som ou vice-versa.

Outro projeto importante de Frank Ejara é a Jam Sessions de Danças Urbanas, na Galeria Olido, que assume  papel central na cena hip hop paulistana. Inicialmente, os encontros dos dançarinos de rua acontecem na estação São Bento do metrô, até sua interdição, no fim dos anos 1990, para construção de um shopping center. O projeto desloca-se para a Vitrine da Dança, na Galeria Olido, em São Paulo, tornando-se um espaço para encontro de profissionais, amadores e público de danças urbanas para troca de experiências e formação de novas gerações de dançarinos na cidade de São Paulo.

Notas
[1] A break dance originou-se em Nova York na década de 1960 e popularizou-se nos anos 1970 nas comunidades latina e afrodescendente. Ela é inspirada em movimentos de artes marciais (desenvolvidos inicialmente como autodefesa por gangues de rua), que evoluem para os complexos movimentos que caracterizam a moderna dança break.
[2] Locking (originalmente conhecido como campbellocking) é um estilo que associa a dança funk ao hip hop. Caracteriza-se pelos movimentos rápidos e amplos de braços e mãos, sincronizados com a música, e momentaneamente “bloqueados”, mantendo a posição congelada por alguns instantes.
[3] Popping é uma variação da dança funk original, desenvolvida na cidade de Fresno (Califórnia) durante os anos 1960 e 1970. Tem como técnica relaxar e contrair os músculos para causar um forte empuxo em partes específicas do corpo do dançarino, movimento conhecido como um pop ou uma batida.

Outras informações de Frank Ejara:

  • Habilidades
    • Dançarino
    • Coreógrafo
    • professor de dança

Fontes de pesquisa (5)

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • FRANK Ejara. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2019. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa638016/frank-ejara>. Acesso em: 16 de Jul. 2019. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7
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