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Maria Graham

Outros Nomes: Maria Dundas Graham | Lady Callcott | Maria Calcott | Maria, Lady Calcott
  • Análise
  • Biografia
    Maria Graham (Papcastle, Inglaterra 1785 - Kensington Gravel Pits, Inglaterra 1842). Pintora, desenhista, escritora, historiadora. Estuda pintura com William Alfred Delamotte (1775 - 1863). Residindo na Itália, em 1819, escreve sobre o pintor Nicolas Poussin (1594 - 1665). Viaja para o Brasil três vezes. Em 1821, a caminho do Chile, no navio comandado por seu marido, o capitão da Marinha Real Inglesa Thomas Graham, passa por Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro. Após a morte do marido, em 1822, reside alguns meses no Rio de Janeiro, onde permanece até 1823. Regressa à Inglaterra nesse ano e continua seus estudos com Joshua Reynolds (1723 - 1792), fundador da Royal Academy. De volta ao Rio de Janeiro, ainda em 1823, é preceptora da princesa dona Maria da Glória (1819 - 1853), filha do imperador dom Pedro I (1798 - 1834). No ano seguinte realiza um panorama da cidade do Rio de Janeiro e publica um diário com suas impressões sobre o Brasil, intitulado Journal of a Voyage to Brazil and Residence there During Years 1821, 1822, 1823, com ilustrações e aquarelas de sua autoria e do pintor Augustus Earle (1793 - ca. 1839). Retorna definitivamente à Inglaterra em 1825. Casa-se em 1827 com o pintor Augustus Wall Callcott (1779 - 1844).

    Comentário crítico
    Em 1824, Maria Graham publica em Londres o Journal of a Voyage to Brazil and Residence There During Part of the Years 1821, 1822 and 1823, o diário de sua viagem ao Brasil, ilustrado com gravuras realizadas a partir de obras de sua autoria e também do pintor Augustus Earle (1793 - ca. 1839), que conhece em sua estada no Brasil. Em seus desenhos e aquarelas apresenta vistas surpreendentes e pitorescas dos lugares percorridos e explora as relações entre a natureza e a arquitetura. Essas obras revelam um olhar atento e domínio técnico, sendo importantes não somente pelo registro documental, mas por suas qualidades artísticas.

    Realiza, em 1825, um panorama da cidade do Rio de Janeiro, no qual apresenta a costa litorânea a partir do ponto de vista de um observador que, situado em um ponto central da baía, percorre o horizonte com seu olhar. O espectador encontra-se distanciado da paisagem, percebendo as montanhas e as construções da cidade envolta em uma atmosfera luminosa e serena.  Destacam-se nesse panorama a enorme extensão de espaço horizontal que abrange, englobando a baía e a cidade. A vista é estruturada em três faixas paralelas, destacando-se os acidentes do relevo e a gama cromática, suave e luminosa.

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Fontes de Pesquisa

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PONTUAL, Roberto. Dicionário das artes plásticas no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969. 559 p., il. p&b., color.

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