Artigo da seção pessoas Heraldo do Monte

Heraldo do Monte

Artigo da seção pessoas
Teatro / música  
Data de nascimento deHeraldo do Monte: 01-05-1935 Local de nascimento: (Brasil / Pernambuco / Recife)
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Consertão - Elomar, Arthur Moreira Lima, Paulo Moura e Heraldo do Monte , 1982 , Elomar | Artur Moreira Lima | Paulo Moura | Heraldo do Monte | Mario de Aratanha | João Pedro Borges | Mario de Aratanha | Artur Moreira Lima
Kuarup Foto Itaú Cultural

Biografia

Heraldo do Monte (Recife PE 1935). Compositor, violonista e guitarrista. Nascido no Recife, seu pai é trombonista de banda militar. Heraldo do Monte começa a estudar música no ginásio, e aprende a tocar clarinete com o maestro Mário Câncio. Mais tarde, aproxima-se dos instrumentos de cordas e estuda violão, viola, cavaquinho e bandolim, de maneira autodidata. Suas primeiras experiências como instrumentista ocorrem nas rodas de choro do seu bairro, nas quais toca violão e bandolim.

Na década de 1950 inicia a vida profissional ao integrar o Regional da Rádio do Jornal do Comércio do Recife, quando conhece o jovem sanfoneiro Hermeto Pascoal. Toca também em conjuntos que se apresentam em boates da cidade e aprende baixo e guitarra elétrica. Em 1956 muda-se para São Paulo, torna-se instrumentista da TV Tupi e passa a atuar em diversos conjuntos que trabalham na noite paulistana, como o quinteto de Walter Wanderley. Participa das gravações de Fim de Caso (1959), de Dolores Duran. Lança os discos Dançando com o Sucesso (vol. 1) e Dançando com o Sucesso (vol. 2), em 1961 e 1962, respectivamente, e no ano seguinte grava o LP Batida Diferente - Heraldo e Seu Conjunto Bossa Nova. Organiza o conjunto Os Cinco-Pados, com Hector Costita (sax), Buda (trompete), Arrudinha (bateria) e Gabriel Bhalis (baixo), e lança disco homônimo, em 1964. Em seguida forma o Trio Novo com Theo de Barros e Airto Moreira, que se torna Quarteto Novo, com o ingresso de Hermeto Pascoal, em 1966. O grupo acompanha Geraldo Vandré no festival da Record, na canção Disparada, em 1966, e Edu Lobo, em Ponteio, em 1967. Nesse mesmo ano, o conjunto grava seu único LP, Quarteto Novo.

Com a dispersão dos membros do grupo, Monte segue carreira solo na década seguinte. Grava o disco O Violão de Heraldo do Monte, em 1970. Participa da gravação de dois discos do Zimbo Trio, Zimbo, de 1976 e 1978. A década de 1980 começa com o lançamento do disco Heraldo do Monte, com a colaboração de Hermeto Pascoal. Entre 1981 e 1983, Monte faz parte do conjunto instrumental Medusa e grava os LPs Grupo Medusa (1981) e Ferrovias (1983), pela Som da Gente. Em 1982, participa do projeto ConSertão com Elomar, Arthur Moreira Lima e Paulo Moura, que é registrado em disco. No ano seguinte, grava Cordas Vivas e, em 1986, Cordas Mágicas, ambos com composições suas, pela Som da Gente. Nesse longo período apresenta-se também em festivais como o de jazz de São Paulo, Montreux, Montreal e Cuba.

Na década de 1990, mantém-se em atividade, faz shows como instrumentista (inclusive da Orquestra Jazz Sinfônica de São Paulo) e lança com Duofel o Instrumental no CCBB (Tom Brasil), em 1993.  Grava o disco Viola Nordestina, em 2000 e, três anos mais tarde, Teca Calazans & Heraldo do Monte, ambos pelo selo Kuarup. Em 2004 produz e lança de maneira independente os discos Guitarra Brasileira, distribuído pela Tratore, e MPBaby: Moda de Viola, pelo selo MCD, no qual toca na viola temas clássicos da música sertaneja.

 

Comentário Crítico

No panorama cultural da música popular no Brasil, a música instrumental tem papel importante, porém pouco estudada em comparação às tradições cancionistas. Ela se apresenta desde as primeiras formulações dos gêneros urbanos no século XIX em forma de polca, dobrado, valsa, xote, maxixe e choro. E se revela na prática pianista e pianeira do período e das bandas civis e militares. Essa prática musical permanece nas orquestras das gravadoras e mais tarde das emissoras radiofônicas, assim como nas "orquestrinhas populares", como denomina Mário de Andrade, e nos inúmeros conjuntos regionais. Nesse amplo universo, o violão popular - e outros instrumentos de cordas dedilhadas - assume papel destacado, produzindo uma forma peculiar de tocar, seus compositores específicos e um repertório próprio.

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Outras informações de Heraldo do Monte:

Obras de Heraldo do Monte: (1) obras disponíveis:

Espetáculos (1)

Fontes de pesquisa (5)

  • Heraldo do Monte. Disponível em http//www.musicosdobrasil.com.br/heraldo-do-monte . Acessado em: 18 de agosto de 2011.
  • NETO, Luiz Costa Lima. A música experimental de Hermeto Pascoal e Grupo (1981 - 1993): Concepção e linguagem. Dissertação de Mestrado, Programa de música brasileira, Centro de Letras e Artes, Universidade do Rio de Janeiro, 1999.
  • Programa do Espetáculo - Aldeia Antigone - 1982 Não catalogado
  • VAZ, Gil Nuno, História da música independente, SP, coleção Tudo é História, 124, Ed Brasiliense, 1988.
  • VISCONTI, Eduardo de Lima. A guitarra brasileira de Heraldo do Monte. Dissertação de Mestrado, Instituto de Artes, Universidade Estadual de Campinas, 2005.

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • HERALDO do Monte. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2018. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa572229/heraldo-do-monte>. Acesso em: 17 de Dez. 2018. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7