Artigo da seção pessoas Ana Carolina

Ana Carolina

Artigo da seção pessoas
Cinema  
Data de nascimento deAna Carolina: 1945 Local de nascimento: (Brasil / São Paulo / São Paulo)

Biografia
Ana Carolina Teixeira Soares (São Paulo, SP, 1945). Cineasta. Filha de imigrantes espanhóis, comerciantes, família classe média; educada em rígido colégio alemão. Forma-se em Medicina, em 1964, pela Universidade de São Paulo; nos dois anos seguintes, dedica-se à política universitária e cursa fisioterapia, com especialidade em paralisia cerebral. Entre 1966 e 1968, toca percussão em um grupo de música renascentista, o Musikantiga. Inicia a faculdade de ciências sociais em 1967, que abandona pela Escola Superior de Cinema da Faculdade São Luiz. Nesse mesmo ano, faz continuidade para o filme As Amorosas, realiza o curta A Feira, e prepara as filmagens para um curta-metragem sobre Silvio Santos (1930).

Em 1968, co-dirige o curta Lavra-dor e liga-se ao grupo de Thomaz Farkas, com o qual pesquisa e seleciona material para a série A Condição Brasileira. No mesmo ano dirige o curta Indústria e dirige filmes de publicidade para Sonima S.A. Ainda em 1968, trabalha em uma clínica para crianças deficientes. Funda a produtora Área Produções Cinematográficas em 1969 e dirige os curtas: Guerra do Paraguai (1969), Monteiro Lobato (1970), Pantanal (1971), Três desenhos (1972) e A Fiandeira (1972). Nesse ínterim, faz a edição e seleção musical de A Mulher de Todos (1970); dirige filmes de publicidade para a DPZ e pesquisa e edita filmes para a série Globo-Shell Especial (1971). Em 1973, trabalha na Blimp Filmes e monta o média-metragem Salada Paulista, que inclui o episódio O Sonho não acabou, de sua autoria. Já radicada no Rio de Janeiro, recebe a proposta de Ney Sroulevitch para o filme de Getúlio Vargas Trabalhadores do Brasil, em comemoração aos vinte anos da morte do ex-presidente. Para sua produção utiliza como ponto de partida uma pesquisa que começara em 1971, na Cinemateca Brasileira, sobre os cinejornais do DIP - Departamento de Imprensa e Propaganda -  concluindo o documentário em 1975. Faz reportagens especiais para a TV-E do Rio de Janeiro e produz seu primeiro longa de ficção, Mar de Rosas (1977). No mesmo ano, funda a produtora Crystal Cinematográfica. Dirige os médias Nelson Pereira dos Santos Saúda o Povo e Pede Passagem (1978) e Anatomia do Espectador (1979). Escreve o livro Primo Carbonari, Dopo Entrare, para a Funarte. Lança o filme Das Tripas Coração (1982), depois de quatro meses retido pela censura. No extenso intervalo entre os longas-metragens Sonho de Valsa (1987) e Amélia (2000), que coincide com a grande crise do cinema brasileiro dos anos 1990, dirige as óperas Ariadne em Naxos (1988) e Salomé (2003), ambas de Richard Strauss, para as temporadas do Teatro Municipal do Rio de Janeiro; e escreve duas peças de teatro: As Fraldas da Providência e A Primeira Missa no Brasil. Em 2001, levanta produção para o média-metragem Gregório de Mattos e, nos dias atuais, filma A Primeira Missa, com o uso da tecnologia digital.

Comentário Crítico
Não obstante a presença temática da condição da mulher na maioria de seus filmes ficcionais, Ana Carolina não se apega aos rótulos de criação de um cinema feminino ou feminista. Sua distintiva marca autoral é fruto de uma concepção estética muito peculiar, cuja exuberância provém de um agudo sentido crítico da sociedade brasileira, aliado a um forte teor de ousadia e transgressão. 

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Outras informações de Ana Carolina:

  • Outros nomes
    • Ana Carolina Teixeira Soares
  • Habilidades
    • cineasta

Obras de Ana Carolina: (2) obras disponíveis:

Fontes de pesquisa (13)

  • CAROLINA, Ana. O cinema feito sob a condição feminina. Cinemais, Rio de Janeiro, n.20, nov.-dez. 1999, p. 7-39.
  • BERNARDET, Jean-Claude. Piranha no mar de rosas. São Paulo : Nobel, 1982. p. 133-135.
  • CAROLINA, Ana. A poesia improvável. Filme Cultura, Rio de Janeiro, n.43, jan.-abr. 1984, p.14.
  • CARVALHO, Elizabeth. A bela dama indigna. Revista Goodyear, São Paulo, jul.-set. 1988, p.18-19.
  • FRANCO, Marilia et al. Getulio Vargas. São Paulo : FDE-Fundação para o Desenvolvimento da Educação, 1992.
  • GANDRA, José Ruy, PAIVA, Fernando. Ana Carolina. Folha de S. Paulo, 24 out. 1982, cad. Mulher, p. 3-5.
  • JORGE, Marina Soler. Cultura popular no cinema brasileiro dos anos 90. São Paulo : EAC/FAPESP, 2009. p.201-236.
  • LOBATO, Ana Lúcia. Ana Carolina. Cinemin, Rio de Janeiro, n. 77, jan. 1992, p. 40-41.
  • MAYRINK, Geraldo. Escola de serpentes. Isto É, São Paulo, 27 out. 1982, p. 64-65.
  • MENDES, Adilson (org). Ismail Xavier. Rio de Janeiro : Beco do Azougue, 2009. p. 91-94.
  • PEREIRA, Carlos M., HOLLANDA, Heloisa Buarque de. Patrulhas ideológicas marca reg : arte e engajamento em debate. São Paulo : Brasiliense, 1980. p. 169-179.
  • ROCHA, Flora Sussekind. Paciência e ironia. Cinema, Rio de Janeiro, n.1, 1o. sem. 1994, p. 15-22.
  • SERENO, Suzana M. Primeira entrevista com Ana Carolina. Rio de Janeiro, 01 mar. 1985. [Documento inédito D199/6 do acervo da Cinemateca Brasileira]

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • ANA Carolina. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa547907/ana-carolina>. Acesso em: 22 de Mai. 2017. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7