Artigo da seção pessoas Maurice Capovilla

Maurice Capovilla

Artigo da seção pessoas
Teatro / cinema  
Data de nascimento deMaurice Capovilla: 16-01-1936 Local de nascimento: (Brasil / São Paulo / Valinhos)

Biografia
Maurice Carlos Capovilla (Valinhos, SP, 1936). Cineasta, roteirista e professor. Vive em Campinas e muda-se para São Paulo com 21 anos. Entre 1958 e 1961, cursa filosofia na Universidade de São Paulo (USP). Frequenta, no fim dos anos 1950, a filmoteca do Museu de Arte Moderna (MAM), um dos primeiros cineclubes de São Paulo, ao lado de Jean-Claude Bernardet (1936) e Gustavo Dahl (1938-2011). Ainda estudante, trabalha como repórter do jornal O Estado de S. Paulo e também no departamento de difusão de filmes da Cinemateca Brasileira.

Dirige, em 1962, seu primeiro curta-metragem, União, produzido pelo Centro Popular de Cultura e Sindicato da Construção Civil de São Paulo. Trabalha como repórter no jornal Última Hora até 1963. No mesmo ano, estagia no Instituto de Cinematografia de Universidade do Litoral de Santa Fé, Argentina, e cursa direção e produção documentária com Fernando Birri (1925). Ao retornar, realiza Meninos do Tietê (1963), que recebe o Prêmio de melhor filme na 1ª Semana Latino-Americana de Cinema Documental, em Buenos Aires, no mesmo ano. Em 1964, faz o documentário Subterrâneos do Futebol, com produção de Thomas Farkas (1924-2011). Trabalha, como editor e crítico cinematográfico no Jornal da Tarde, entre 1965 e 1967. Lança o documentário Esportes no Brasil (1965) e se torna professor na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP.

Em 1967, escreve, dirige e produz seu primeiro longa-metragem, Bebel, Garota Propaganda, baseado em conto do escritor Ignácio de Loyola Brandão (1936). Com ele, Rossana Ghessa (1943) ganha o prêmio de melhor atriz no Festival de Brasília de 1967. Participa do Comitê Internacional do Cinema Novo, em 1968, para lutar contra a censura. Dois anos depois, dirige seu segundo longa, O Profeta da Fome (1970), inspirado no texto Estética da Fome, do cineasta Glauber Rocha (1939-1981), premiado com o melhor argumento e roteiro no Festival de Brasília e melhor filme no Prêmio Molière no Air France do Cinema, ambos em 1970. Realiza o longa Noite de Iemanjá (1971) para pagar as dívidas do filme anterior. Dirige O Jogo da Vida (1977), que ganha o Kikito do Festival de Gramado de melhor atriz coadjuvante para Miriam Muniz (1931-2004), em 1978. Na TV, trabalha para diversas emissoras. Entre elas, a Rede Globo, como diretor da série Globo Shell (1971) e Globo Repórter (1972-1975). Depois, como diretor de núcleo da Rede Bandeirantes (1981-1983), onde exibe os primeiros telefilmes brasileiros: O Boi Misterioso e o Vaqueiro Menino, A Crônica à Beira do Rio e O Princípio e o Fim, todos de 1980. Após mais de vinte anos sem realizar um longa, estreia Harmada (2003) – uma adaptação do romance de João Gilberto Noll (1946), com o ator Paulo César Peréio (1940).

Comentário crítico
Tendo como tema central de sua obra a questão da sobrevivência no terceiro mundo, Capovilla é um dos cineastas que mais trabalha, no Brasil, com assuntos ligados à ascensão e à decadência do homem na sociedade, tanto em documentários, como Subterrâneos do Futebol, quanto em filmes de ficção, como Bebel, Garota Propaganda, O Profeta da Fome, O Jogo da Vida e Harmada.

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Outras informações de Maurice Capovilla:

  • Outros nomes
    • Maurice Carlos Capovilla
  • Habilidades
    • diretor de cinema
    • professor
    • roteirista

Obras de Maurice Capovilla: (1) obras disponíveis:

Espetáculos (1)

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • MAURICE Capovilla. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa547887/maurice-capovilla>. Acesso em: 25 de Jun. 2017. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7