Artigo da seção pessoas Mônica Japiassu

Mônica Japiassu

Artigo da seção pessoas
Teatro / dança  
Data de nascimento deMônica Japiassu: 29-07-1941 Local de nascimento: (Brasil / São Paulo / São Paulo)

Biografia
Mônica Japiassú (São Paulo SP 1941). Coreógrafa, professora e bailarina. Inicia sua formação em balé clássico na Escola Municipal de Bailados, do Theatro Municipal de São Paulo, em 1948. Atua como bailarina em apresentações do Programa Mercedes Benz Brasil, que, no final da década de 1950, realiza atividades culturais todos os domingos no Theatro Municipal de São Paulo. Em 1958, ingressa na Escola de Artes Dramáticas (EAD) e entra em contato com a dança moderna. Em 1959, interrompe seu curso para estudar como bolsista na Escola Coreográfica de Balé, em Leningrado (atual São Petesburgo), na URSS, hoje Rússia. Dois anos depois, retorna para o Brasil e dá continuidade ao curso na EAD, concluindo-o em 1964. Na década de 1970, muda-se para Recife.

Sua experiência como professora de dança começa em 1972, já em Recife, no Clube Náutico Capibaribe, onde ensina balé clássico para crianças. Em 1976, abre a Academia Mônica Japiassú, no bairro da Torre. Nessa época, implanta o método de dança criativa para crianças. Em 1986, inaugura a Academia Corpo, Som e Espaço, em que tenta implementar o ensino de artes integradas (dança, música e artes plásticas) para crianças.

Seu momento mais intenso de criação coreográfica se concentra na década de 1980. Muitas das coreografias são inspiradas em obras literárias, a exemplo de Morte e Vida Severina (1980), inspirado na obra homônima do poeta João Cabral de Melo Neto (1920 - 1999); Tempos Perdidos. Nossos Tempos (1981), baseado na vida e obra do sociólogo Gilberto Freyre (1900-1987); Verde que te Quero Verde (1982), que tem como mote poesias e peças do espanhol García Lorca (1898 - 1936); O Capataz de Salema (1982), baseado no texto homônimo de Joaquim Cardozo (1897 - 1978); e Senhora dos Afogados (1985) que tem como inspiração a obra homônima do escritor Nelson Rodrigues (1912 - 1980).

Nos anos 2000, a Academia Mônica Japiassú é reaberta pela bailarina Ângela Botelho, que dá continuidade ao ensino de dança criativa para crianças na cidade. Em 2004, atua como professora de pilates, técnica trazida por ela para o Recife, na mesma academia. Pela sua contribuição ao contexto da dança no Recife, é homenageada no 9º Festival de Dança do Recife, em 2004.

Outras informações de Mônica Japiassu:

  • Outros nomes
    • Mônica Pacheco e Chaves Japiassu de Queiróz
  • Habilidades
    • professor de dança
    • coreógrafo

Espetáculos (3)

Fontes de pesquisa (4)

  • CUNHA, Inês. O Anjo Azul e Foi Bom, meu Bem? encerram temporada neste final de semana. Diário de Pernambuco, Recife, 30 jul. 1983. [s.p.]
  • FREYRE, Gilberto. O futuro balé brasileiro. Diário de Pernambuco, Recife, 31 jul. 1977.
  • FREYRE, Gilberto. Um balé saído do Recife. Diário de Pernambuco, Recife, 29 mar. 1981.
  • JAPIASSÚ, Mônica: depoimento: [2004]. Entrevistadores: L. Gesteira e R. Ramos. Recife: 2004. Entrevista concedida ao Projeto RecorDança (áudio).

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • MÔNICA Japiassu. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa479009/monica-japiassu>. Acesso em: 25 de Mai. 2017. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7