Artigo da seção pessoas Nei Lopes

Nei Lopes

Artigo da seção pessoas
Teatro / música / literatura / artes visuais  
Data de nascimento deNei Lopes: 09-05-1942 Local de nascimento: (Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro)

Biografia

Nei Braz Lopes (Rio de Janeiro RJ 1942). Cantor, compositor, poeta, escritor e pesquisador. Nascido no bairro do Irajá, no Rio de Janeiro, é o 13º filho da dona de casa Eurydice de Mendonça Lopes e do pedreiro Luiz Braz Lopes. Sua formação musical começa na infância, com mãe, que cantava em casa, escuta os sambas de Sinhô. É influenciado pelos tios Alberto (flautista), o padrinho Manuel (violonista) e pelos irmãos Gimbo (trombonista), Zeca (crooner de orquestras de gafieira), Dica (que lhe apresenta discos de Dick Farney e Garoto) e Ernesto (violonista que musicou seus primeiros versos).

Ainda muito garoto, começa participar das montagens teatrais, rodas de choro, saraus e shows, cantando e dançando no Grêmio Recreativo Pau-Ferro, fundado em 1957. Tem os primeiros contatos com a literatura por intermédio do tio Manuel, que lhe dá o livro Poesias Completas de Olavo Bilac. Posteriormente, passa a ler também autores como Castro Alves, Augusto dos Anjos, Gonçalves Dias, Manuel Bandeira, Aluísio Azevedo e Lima Barreto.

Em 1962, ingressa na Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ). Forma-se em 1966 e exerce a profissão de advogado por cinco anos, abandonando o ofício. No começo da década de 1970, entra no ramo publicitário, criando slogans e compondo jingles para campanhas. Em 1972, grava seu primeiro samba gravado, Figa de Guiné (parceira com Reginaldo Bessa), pela cantora Alcione.

Ainda em 1970, ao lado de Candeia e Wilson Moreira, funda o Grêmio Recreativo de Artes Negras e Escola de Samba Quilombo. Anos mais tarde, ao lado daquele que se tornaria seu parceiro mais constante, lança o primeiro disco de sua carreira, A Arte Negra de Wilson Moreira e Nei Lopes, em 1980. Com esse disco é premiado com o Troféu Villa Lobos, da Associação Brasileira de Produtores Fonográficos. No álbum, são registrados temas dos dois até hoje executados em rodas de samba pelo país, como Gostoso Veneno, Goiabada Cascão, Coisa da Antiga e Senhora Liberdade.

Três anos depois, lança seu segundo disco, Negro Mesmo, com novas composições ao lado de Wilson Moreira, além de outros parceiros, como Cláudio Jorge e Carlão Elegante. Em 1985, volta a lançar outro álbum com Moreira, O Partido Muito Alto de Wilson Moreira & Nei Lopes.

Dedicando-se a pesquisa da história e cultura afro-brasileira - hoje considerado uma autoridade em cultura e história afro-brasileira, com mais de 35 livros publicados, entre romances, contos, dicionários e enciclopédias -, volta a lançar discos apenas na década de 1990, com Canto Banto: 300 Anos de Zumbi (1996) e Sincopando o Breque (1999), revelando-se também intimidade com a vertente imortalizada por Moreira da Silva, o samba de breque.

Nos anos 2000, lança De Letra & Música (2000), Partido ao Cubo (2004), com o qual ganha o Prêmio Tim na categoria melhor disco de samba, sendo indicado também ao Grammy Latino do mesmo ano, e Chutando o Balde (2009). Em 2001, participa do álbum Ouro Negro, de Moacir Santos, projeto produzido por Mario Adnet e Zé Nogueira. Nesse disco colabora nas letras das canções Coisa nº 8 - Navegação, Sou Eu, Orfeu, Maracatu, Nação do Amor, Oduduá (What´s My Name). Em 2005, Ed Motta lança o disco Aystelum com as canções Pharmácias e Samba Azul, parcerias com Nei Lopes.

 

Outras informações de Nei Lopes:

  • Outros nomes
    • Nei Braz Lopes
  • Habilidades
    • Cantor/Intérprete
    • Compositor
    • crítico de música
    • Ator
    • Poeta
    • escritor
    • Pesquisador
    • Advogado
    • Publicitário
    • desenhista
    • Ilustrador
    • músico

Espetáculos (2)

Eventos relacionados (1)

Fontes de pesquisa (3)

  • Entrevistas com Nei Lopes e Wilson Moreira, para o Caderno2, do jornal O Estado de S. Paulo (Feitas por Lucas Nobile).
  • FAUSTINO, Oswaldo. Nei Lopes – Retratos do Brasil Negro. São Paulo: Selo Negro Edições. 2009.
  • MARQUES, Mario. Guinga - Os mais belos acordes do subúrbio. Rio de Janeiro: Gryphus, 2002.

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • NEI Lopes. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2018. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa438897/nei-lopes>. Acesso em: 18 de Dez. 2018. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7