Artigo da seção pessoas José Roberto Aguilar

José Roberto Aguilar

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Artes visuais  
Data de nascimento deJosé Roberto Aguilar: 11-04-1941 Local de nascimento: (Brasil / São Paulo / São Paulo)
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Teoria dos Campos Unificados (Augusto) , 2002 , José Roberto Aguilar
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini

Biografia

José Roberto Aguilar (São Paulo, São Paulo, 1941). Pintor, videomaker, performer, escultor, escritor, músico e curador. Autodidata, integra o movimento performático-literário Kaos, em 1956, com Jorge Mautner (1941) e José Agripino de Paula (1937-2007). Em 1963, expõe pinturas na 7ª Bienal Internacional de São Paulo. Considerado um dos pioneiros da nova figuração no Brasil, participa da mostra Opinião 65, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), em 1965. Nessa época, passa a pintar com spray e pistola de ar comprimido. Vive em Londres, entre 1969 e 1972, e em Nova York, entre 1974 e 1975, época em que inicia suas experimentações com vídeo. Volta a morar em São Paulo em 1976. No ano seguinte, participa da 14ª Bienal Internacional de São Paulo com a instalação Circo Antropofágico Ambulante Cósmico e Latino-Americano Apresenta Esta Noite: A Transformação Permanente do Tabu em Totem, em que expõe 12 monitores de TV no palco do Teatro Ruth Escobar. Em 1981, cria o grupo musical Banda Performática e lança o livro A Divina Comédia Brasileira. Torna-se discípulo do líder espiritual indiano Rajneesh, em 1983, e começa a assinar suas telas como Aguilar Vigyan. Em 1989, realiza a performance Tomada da Bastilha, com a participação de 300 artistas, assistida por cerca de 10 mil pessoas em São Paulo. Nos anos 1990, faz pinturas em telas gigantes e esculturas em vidro e cerâmica. De 1995 a 2002, é diretor do espaço cultural Casa das Rosas, em São Paulo. Em 2003, Aguilar é nomeado representante do Ministério da Cultura na capital paulista.

Análise

A partir dos anos 1950, José Roberto Aguilar realiza obras que possuem um caráter mágico-expressionista, em diálogo com a abstração, caracterizadas pela espontaneidade na pintura, obtida pela aplicação rápida da tinta. Na Série Futebol 1 (1966), emprega manchas de cor e tintas escorridas, em cores contrastantes, causando grande impacto pelo caráter fantástico das figuras disformes. Por volta de 1963, sua obra passa a revelar preocupações político-sociais. O artista realiza experiências com pinturas a spray e pistola sobre grandes superfícies de tela. Por meio dessas técnicas, obtém efeitos originais, captando a atmosfera dos luminosos em néon, típica das metrópoles atuais.

Um dos pioneiros no trabalho com videoarte no Brasil, Aguilar revela, ao longo de sua carreira, a facilidade em transitar de um suporte a outro. Em 1981, cria a Banda Performática, que reúne pintura, música, teatro e circo. Na metade da década de 1980, realiza pinturas nas quais se destacam a gestualidade e a inserção da caligrafia contra um plano de fundo contrastante.

Em 2002, na exposição Rio de Poemas, Aguilar realiza uma série de telas inspiradas em textos literários, como o conto A Terceira Margem do Rio, de Guimarães Rosa (1908-1967). A atração pela literatura e pela mitologia são constantes na produção do artista. Ele apropria-se da escrita e dos signos gráficos, tornando-os elementos integrantes de suas telas. Em suas pinturas, apresenta uma dinâmica multidirecional e revela a articulação de emoções. Nas telas da série Rio de Poemas, o artista diminiu a gestualidade, produzindo pinturas quase diáfanas.

Outras informações de José Roberto Aguilar:

  • Outros nomes
    • Aguilar Vigyan
    • Swami Antar Vigyan
    • Aguilar
    • Aguilar-Vigyan
  • Habilidades
    • performer
    • escritor
    • pintor
    • gravador
    • escultor
    • músico
    • artista multimídia
    • curador

Obras de José Roberto Aguilar: (41) obras disponíveis:

Todas as obras de José Roberto Aguilar:

Midias (2)

Itaú Cultural

A literatura é a porta de entrada de José Roberto Aguilar no mundo da arte. Ainda na adolescência, começa a escrever poemas e integra o movimento Kaos, ao lado de Jorge Mautner e José Agrippino de Paula. O contato com a pintura se dá por intermédio de Mautner, que o apresenta a um pintor alemão. Nesse encontro, Aguilar tem seu primeiro contato com as técnicas e os materiais da pintura. “Quando eu abri aquele vidro de terebintina [solvente de tintas]... O cheiro da terebintina era mágico... Era como se eu tivesse aberto e esfregado a lâmpada de Aladim”, conta o artista. “Para mim, o cheiro da terebintina foi mais importante do que a roda do Duchamp”, brinca. Sua participação nas bienais de São Paulo no fim dos anos 1950 e no início dos anos 1960 chama a atenção. Enquanto a pintura brasileira vive a ascensão do abstracionismo, Aguilar marca presença nos eventos com trabalhos figurativos. “Foi um choque”, lembra o artista.

Produção: Documenta Vídeo Brasil
Captação, edição e legendagem: Sacisamba
Intérprete: Erika Mota (terceirizada)
Locução: Júlio de Paula (terceirizado)

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Temas do artigo: Artes visuais  
Data de iníciosp-arte 2011: 12-05-2011  |  Data de término | 15-05-2011
Resumo do artigo sp-arte 2011:

Fundação Bienal de São Paulo

Fontes de pesquisa (28)

  • AGUILAR, José Roberto. Aguilar. São Paulo: Galeria Montesanti, 1986. il. color., foto p.b
  • AGUILAR, José Roberto. Aguilar. São Paulo: Galeria São Paulo, 1993. il. p.b. color.
  • AGUILAR, José Roberto. Il paradiso: Aguilar / Haroldo de Campos. São Paulo: Subdistrito Comercial de Arte, 1989. , il. color.
  • AGUILAR, José Roberto. José Roberto Aguilar/Swami Antar Vigyan: tarot. São Paulo : Galeria de Arte São Paulo, 1984. il. p.b. color.
  • AGUILAR, José Roberto. A Divina Comédia Brasileira . Apresentação John Flesym. São Paulo: Livraria Cultura, 1981. 156 p., il. p&b. 869.9 A283d
  • AGUILAR, José Roberto. A Divina Comédia Brasileira. São Paulo: Livraria Cultura Editora, 1981. 156 p., il. p&b.
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  • AGUILAR, José Roberto. Brasil de Aguilar. São Paulo: Galeria de Arte da Fiesp, 2005.  60 p., il. color.
  • AGUILAR, José Roberto; CAMPOS, Haroldo de. Gigantomaquia Pictural. São Paulo: MASP, 1991. 12 p., il. color.
  • AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Organização André Seffrin. 2. ed. rev. e ampl. Curitiba: Ed. UFPR, 1997. 428 p. R750.81 A973d 2.ed.
  • AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Rio de Janeiro: Spala, 1992. 2v. R759.981 A973d v.1
  • BIENAL BRASIL SÉCULO XX, 1994, São Paulo, SP. Bienal Brasil Século XX: catálogo. Curadoria Nelson Aguilar, José Roberto Teixeira Leite, Annateresa Fabris, Tadeu Chiarelli, Maria Alice Milliet, Walter Zanini, Cacilda Teixeira da Costa, Agnaldo Farias. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1994. 700 BI588sp Sec.XX
  • BIENAL. BRASIL SÉCULO XX. Curadoria de Nelson Aguilar. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1994. 516 p., il. color.
  • DACOLEÇÃO: os caminhos da arte brasileira. Introdução César Luís Pires de Mello; apresentação Júlio Bogoricin. São Paulo: Júlio Bogoricin, 1986. 263 p., il. color.
  • DACOLEÇÃO: os caminhos da arte brasileira. Introdução César Luís Pires de Mello; texto Frederico Morais; apresentação Júlio Bogoricin. São Paulo: Júlio Bogoricin, 1986. 263 p., il. color. 709.8104 J94d
  • EXPRESSIONISMO no Brasil: heranças e afinidades. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1985. 128 p., il. p&b., color.
  • EXPRESSIONISMO no Brasil: heranças e afinidades. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1985. 128 p., il. p&b., color. SPfb 1985
  • FIGURAÇÕES. 30 Anos na Arte Brasileira. São Paulo: Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, 1998, 68 p., il. color.
  • LOUZADA, Júlio. Artes plásticas Brasil 1985: seu mercado, seus leilões. São Paulo: J. Louzada, 1984. v. 1. R702.9 L895a v.1 v.2 v.3
  • MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA (SÃO PAULO, SP). Gigantomaquia Pictural : Aguilar/pinturas e Haroldo de Campos/texto. Fotografia Romulo Fialdini. São Paulo: MASP, 1991. , il. p&b color. CAT-G SPmasp 1991/g
  • NOGUEIRA, Rosana Marçal do Valle (Coord.). FIGURAÇÕES : 30 Anos na Arte Brasileira. São Paulo: MAC, 1998. 68 p., il. color. SPmac 1998/f
  • PALAVRA imágica. Curadoria Betty Leirner, Walter Silveira; fotografia Eide Feldon; introdução Ana Mae Barbosa; texto Lucia Santaella, Betty Leirner. São Paulo: MAC/USP, 1987. [58] p., il. p&b. SPmac 1987/p
  • PONTUAL, Roberto. Arte brasileira contemporânea: Coleção Gilberto Chateaubriand. Apresentação Pereira Carneiro; tradução Florence Eleanor Irvin, John Knox. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1976. 478 p. 709.81 Cg492p
  • PONTUAL, Roberto. Arte brasileira contemporânea: Coleção Gilberto Chateaubriand. Apresentação Pereira Carneiro; tradução Florence Eleanor Irvin, John Knox. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1976. 478 p.
  • PONTUAL, Roberto. Dicionário das artes plásticas no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969. R703.0981 P818d
  • PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1987. 709.8104 Cg492pr
  • PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1987.

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  • JOSÉ Roberto Aguilar. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa4002/jose-roberto-aguilar>. Acesso em: 24 de Set. 2017. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7