Artigo da seção pessoas Katie van Scherpenberg

Katie van Scherpenberg

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Artes visuais  
Data de nascimento deKatie van Scherpenberg: 1940 Local de nascimento: (Brasil / São Paulo / São Paulo)
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Kronos Nº 1 , 1980 , Katie van Scherpenberg
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Biografia

Mildrid Catharina van Scherpenberg (São Paulo, São Paulo, 1940). Pintora, desenhista, gravadora e professora. Passa a infância na Inglaterra e vem com a família para o Brasil em 1946. Tem aulas de pintura com Catherina Baratelli, no Rio de Janeiro, entre 1958 e 1960. Em 1961, viaja para a Europa, faz curso na Academia de Belas Artes da Universidade de Munique, na Alemanha. Em 1963, estuda com o pintor Oscar Kokoschka (1886 - 1980) em Salzburg, Áustria. Retorna para o Rio de Janeiro, e realiza curso de gravura no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), entre 1966 e 1967. Em 1976, participa da fundação da Associação Brasileira de Artistas Plásticas Profissionais - Abapp.  Cria, em 1978, ao lado da poeta Geni Marcondes (1916), o Núcleo Experimental de Arte na cidade de Petrópolis, Rio de Janeiro, no qual leciona até 1984. Começa a expor individualmente nos anos 1980. A convite do Instituto Nacional de Artes Plásticas, trabalha no projeto Melhoria de Materiais - análise de tinta a óleo, de 1982 até 1985, quando a pesquisa é publicada pela Funarte. De 1983 a 1989, leciona pintura no MAM/RJ, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage) e na Universidade Santa Úrsula, no Rio de Janeiro. Realiza pinturas abstratas desde a década de 1980, utilizando materiais e pigmentos não convencionais, como óxido de ferro.

Análise

A obra de Katie van Scherpenberg, como nota o crítico de arte Fernando Cocchiarale, tem como base o seu amplo conhecimento dos materiais e das técnicas de pintura. Ao iniciar sua trajetória em um momento de crise dos meios tradicionais de expressão e de emergência da arte conceitual, a artista procura utilizar técnicas não usuais, como a têmpera.

No início da década de 1980, Scherpenberg começa a realizar trabalhos abstratos. Para Cocchiarale, a série Queda de Ícaro (1980/1981) é um marco em sua produção. É composta por uma seqüência de cinco telas brancas, nas quais é colocado, sempre à mesma altura, um pequeno relevo cilíndrico branco construído pela superposição de um pedaço de tela sobre o suporte. Em cada quadro, pinta uma barra negra horizontal em diferentes posições, em relação ao relevo. Nesses trabalhos o ponto de interesse não é a perspectiva, mas a exploração de questões pictóricas.

Em obras posteriores, como nas instalações Rio Vermelho (1983) e Caveat (1984), ela realiza experiências cromáticas, com pinturas pensadas para serem expostas em ambientes completamente vermelhos. Esses trabalhos aproximam-se, assim, de obras de Hélio Oiticica (1937-1980) e de Cildo Meireles (1948).

O método de trabalho utilizado pela artista inclui as modificações que os materiais sofrem, como a deterioração natural dos pigmentos orgânicos. Em intervenção que realiza nos jardins da Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, no Rio de Janeiro, na mostra Território Ocupado, em 1986, leva em consideração o crescimento natural da vegetação para a obtenção do resultado final. Em 2000, em exposição realizada no Museu de Arte Contemporânea de Niterói - MAC-Niterói, mostra um conjunto de 50 pinturas da série Feuerbach e Eu, iniciada na década de 1990, e realiza uma intervenção pictórica na praia de Boa Viagem, adjacente ao museu, levando o espectador a refletir acerca das relações entre pintura e natureza.

Outras informações de Katie van Scherpenberg:

  • Outros nomes
    • Mildrid Catharina van Scherpenberg
    • M.C. van Scherpenberg
  • Habilidades
    • Pintor
    • desenhista
    • gravador
    • professor de artes plásticas

Obras de Katie van Scherpenberg: (6) obras disponíveis:

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Temas do artigo: Artes visuais  
Data de iníciosp-arte 2010: 29-04-2010  |  Data de término | 02-05-2010
Resumo do artigo sp-arte 2010:

Fundação Bienal de São Paulo

Fontes de pesquisa (23)

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  • SCHERPENBERG, Katie Van. Scherpenberg pinturas e desenhos. Brasília: Espaço Capital Arte Contemporânea, 1986.
  • SCHERPENBERG, Katie Van. Katie van Scherpenberg: Feuerbach e eu: obras de 1990 - 1995. Rio de Janeiro: Galeria Anna Maria Niemeyer, 1995. 1 il. color.
  • ARTISTAS brasileiros na 20ª Bienal Internacional de São Paulo. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1989.
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  • Currículo atualizado Não catalogada
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  • IMPRESSÕES itinerantes. Texto George Kornis; curadoria Reila Gracie; apresentação Reila Gracie. Belo Horizonte, folha dobrada, 1996.
  • O CLÁSSICO no contemporâneo. Curadoria Paulo Herkenhoff; fotografia Romulo Fialdini; tradução Vera Godoy Luisi. São Paulo: Paço das Artes, 1991. s. p. il.
  • PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1987.
  • RIO: mistérios e fronteiras. Tradução Antonio Carioca. Rio de Janeiro: MAM, 1995. 55 p. il. , figs.
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  • SEIS artistas. Apresentação de Aracy A. Amaral. São Paulo: MAC/USP, 1985.
  • TERRITÓRIO ocupado. Curadoria Marcus de Lontra Costa. Rio de Janeiro: Escola de Artes Visuais do Parque Lage, 1986.
  • ZANINI, Walter (Coord.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Instituto Moreira Salles: Fundação Djalma Guimarães, 1983. v.2.
  • ______. M. C. van Scherpenberg Khronos. São Paulo, 1981.

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • KATIE van Scherpenberg. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2018. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa3819/katie-van-scherpenberg>. Acesso em: 18 de Out. 2018. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7