Artigo da seção pessoas Assis Chateaubriand

Assis Chateaubriand

Artigo da seção pessoas
Artes visuais  
Data de nascimento deAssis Chateaubriand: 05-10-1892 Local de nascimento: (Brasil / Paraíba / Umbuzeiro) | Data de morte 04-04-1968 Local de morte: (Brasil / São Paulo / São Paulo)
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Retrato de Assis Chateaubriand , 1953 , August Zamoyski
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini

Biografia
Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello (Umbuzeiro, PB, 1892 - São Paulo, SP,1968). Jornalista, escritor, empresário, mecenas, advogado e político. Começa a trabalhar como jornalista aos 15 anos de idade, nos jornais Gazeta do Norte, no Jornal Pequeno e no Diário de Pernambuco. Com a mesma idade, ingressa na Faculdade de Direito do Recife, onde mais tarde ministra aulas.

Muda-se para o Rio de Janeiro em 1917. Além de advogar, trabalha para o Correio da Manhã. Destaca-se nas duas profissões com rapidez e se torna conhecido de empresários, políticos, intelectuais e artistas. Compra O Jornal em 1924, no Rio de Janeiro. A equipe inicial conta com escritores como Monteiro Lobato (1882-1948). Casa-se com Maria Henriqueta Barrozo do Amaral (1905-?) em 1926. Em 1928, cria a revista semanal O Cruzeiro, de grande circulação nacional e influência política. No fim dos anos 1920 cumpre papel importante na campanha do político Getúlio Vargas (1882-1954) para presidente. Abre a Meridional, primeira agência de notícias do Brasil, em 1930, ano em que Vargas toma o poder após golpe.1 Nessa época, funda a Diários Associados, nome do conjunto de O Jornal e de outros veículos que adquire.

Com a permanência de Vargas no estado provisório e a ausência de uma constituinte, começa grande campanha pela redemocratização do país, atitude que o leva a ser preso diversas vezes de 1932 até 1934, quando novas eleições são realizadas. Funda a Escola de Sociologia e Política com Roberto Simonsen (1889-1948) e José de Alcântara Machado (1875-1941), em 1933. Em 1935, amplia a Diários Associados e cria a Rádio Tupi. Apoia a ditadura varguista iniciada em 1937. Idealiza e promove a Campanha Nacional de Aviação em 1941, através da construção de aeroclubes e aeroportos no interior do país. Em 1947, funda o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateubriand (Masp) junto com o arquiteto e marchand italiano Pietro Maria Bardi (1900-1999). O projeto expográfico do museu é feito pela arquiteta italiana Lina Bo Bardi (1914-1992).

Em 1950, abre em São Paulo a primeira emissora de televisão brasileira e da América Latina, a Rede Tupi, inaugurada no Rio de Janeiro em 1951, ano em que Chateaubriand é eleito senador da Paraíba. Com a morte de Vargas, em 1954, ocupa a cadeira do ex-presidente na Academia Brasileira de Letras (ABL). Entre 1957 e 1960, é embaixador do Brasil na Inglaterra. Em 1960, sofre uma trombose que o deixa sem poder andar e falar. Consegue se recuperar parcialmente e permanece publicando artigos com a ajuda de uma máquina criada pela IBM. Seus negócios vão mal. Além da dívida que possui, inicia guerra contra a família Marinho, detentora da Rede Globo, e os militares envolvidos no golpe de 1964,2 que apoia apenas no início. Ao longo de sua vida publica, só nos próprios jornais, 11.870 artigos assinados.

Comentário crítico
Ao visitar Nova York, em 1946, para receber o prêmio de jornalismo Maria Moors Cabot, concedido pela Universidade de Columbia, Assis Chateaubriand é fotografado pelo jornal The New York Times que o apresenta como “[...] o milionário dono de 28 jornais, 13 rádios, 3 revistas e uma agência de propaganda, uma espécie de Hearst brasileiro”.3 Personagem de peso da história do Brasil do século XX, Chateaubriand ou Chatô, como muitos o chamam, é responsável por grandes mudanças na arte e na imprensa brasileiras. Seus feitos estão intimamente ligados à história política do país.

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Outras informações de Assis Chateaubriand:

  • Outros nomes
    • Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello
    • Chatô
    • Chateaubriand
    • Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo
  • Habilidades
    • advogado
    • jornalista
    • colecionador
    • diplomata
    • escritor
    • Empresário
    • mecenas
  • Relações de Assis Chateaubriand com outros artigos da enciclopédia:

Representação (2)

Fontes de pesquisa (7)

  • BARATA, Mário. Presença de Assis Chateaubriand na vida brasileira. São Paulo: Martins, 1971.
  • BARDI, Pietro Maria. História do MASP. Apresentação Graziella Bo Valentinetti. São Paulo: Instituto Quadrante, 1992. 175 p., il. color. (Pontos sobre o Brasil, 2).
  • BARDI, Pietro Maria. Sodalício com Assis Chateaubriand. São Paulo: MASP, 1982. 131 p., il. p&b.
  • CHATEAUBRIAND, Assis. O pensamento de Assis Chateaubriand: artigos de jornais. Brasília: Fundação Assis Chateaubriand, 1995.
  • LOURENÇO, Maria Cecília França. Museus acolhem moderno. São Paulo: Edusp, 1999. 293 p., il. p&b. (Acadêmica, 26). 
  • MORAIS, Fernando. Chatô: o rei do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. 732 p., fotos p.b.
  • Academia Brasileira de Letras Disponível em: [http://www.academia.org.br/imortais.htm]. Acesso em: 01/mar/2004

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • ASSIS Chateaubriand. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2018. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa378473/assischateaubriand>. Acesso em: 19 de Ago. 2018. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7